CURSO DE MOBILIZAÇÃO MISSIONÁRIA
SÃO GONÇALO, _____ DE ________________________DE 2008.
ALUNO (a): ________________________________________
QUESTIONÁRIO
1. Você se interessa pela salvação dos perdidos?
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2. Qual é o seu grau de interesse?
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3. Você já leu quando livros sobre o assunto (Missões e Evangelismo)?
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4. Jesus morreu para salvar a nossa comunidade ou o mundo?
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5. Onde Cristo deve ser anunciado?
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6. Quanto você investe por ano para que Cristo seja anunciado neste lugar?
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7. Quanto tempo por dia você separa para orar por Missões?
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8. Descreva tudo o que você sabe sobre Missões.
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9. No seu entendimento o que é Mobilização Missionária?
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Para divulgarmos e mobilizarmos, temos que nos envolvermos, temos que ser participantes ativos. Não basta conhecer, tem que estar comprometido com evangelização, além das fronteiras da nossa cultura.
Prof.: Edivaldo Rocha.
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sábado, 20 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Bibliografia
BIBLIOGRAFIAS.
A missão de enviar: autor, Neal pirolo. Editora, descoberta. (Este livro é essencial para o promotor de missões, todos tem que ter)
Missões Até a Última Fronteira: Cláudio Ananias Machado. Editora, edições KAIRÓS.
O ministério Cristão: autor, jaci C. Maraschin. Editora, Aste.
RELAÇÕES HUMANAS INTERPESSOAIS: autor, Silvino José Fritzen. Editora vozes.
Visão Global: autor, David Botelho. Editora, Horizontes América Latina.
Indicação de leitura: Torturado Por Sua FÉ: Autor, Harlan Popov. Editora, FIEL.
Missões transcultural.
Igreja Local e Missões. Autor: Edison Queiroz. Editora Vida Nova.
A missão de enviar: autor, Neal pirolo. Editora, descoberta. (Este livro é essencial para o promotor de missões, todos tem que ter)
Missões Até a Última Fronteira: Cláudio Ananias Machado. Editora, edições KAIRÓS.
O ministério Cristão: autor, jaci C. Maraschin. Editora, Aste.
RELAÇÕES HUMANAS INTERPESSOAIS: autor, Silvino José Fritzen. Editora vozes.
Visão Global: autor, David Botelho. Editora, Horizontes América Latina.
Indicação de leitura: Torturado Por Sua FÉ: Autor, Harlan Popov. Editora, FIEL.
Missões transcultural.
Igreja Local e Missões. Autor: Edison Queiroz. Editora Vida Nova.
FACILITADOR.
FACILITADOR
Primeiramente, o Facilitador é aquele que foi abertamente designado para ser o responsável pelo processo do grupo. O Facilitador pode ser um elemento externo, ou o “cabeça” do grupo por título ou propriedade, ou mesmo um membro comum que foi designado temporariamente para este propósito. Entretanto, o Facilitador em qualquer circunstância é a pessoa com poderes concedidos pelo grupo que tem como função primordial conduzir o processo.Facilitação, entretanto, não deve jamais ser confundida com Instrução, Aconselhamento, Consultoria, Coaching ou outra função de uma terceira parte. O Facilitador é neutro em relação à solução para o problema criada pelo grupo, objetivo em relação às alternativas e possibilidades para esta solução, comprometido éticamente com a colaboração e a decisão democrática da solução do problema. O Facilitador é o negociador para o processo dentro deste contexto, preocupado em tornar os participantes conscientes de suas próprias opiniões através de reflexão, resumo e clareza. Em situações de conflito, o papel do Facilitador é mais como um mediador, uma terceira parte neutra, encarregado de ajudar uma negociação consensual acontecer. Especificamente em situações de conflito, o papel do Facilitador pode mudar bastante.
Primeiramente, o Facilitador é aquele que foi abertamente designado para ser o responsável pelo processo do grupo. O Facilitador pode ser um elemento externo, ou o “cabeça” do grupo por título ou propriedade, ou mesmo um membro comum que foi designado temporariamente para este propósito. Entretanto, o Facilitador em qualquer circunstância é a pessoa com poderes concedidos pelo grupo que tem como função primordial conduzir o processo.Facilitação, entretanto, não deve jamais ser confundida com Instrução, Aconselhamento, Consultoria, Coaching ou outra função de uma terceira parte. O Facilitador é neutro em relação à solução para o problema criada pelo grupo, objetivo em relação às alternativas e possibilidades para esta solução, comprometido éticamente com a colaboração e a decisão democrática da solução do problema. O Facilitador é o negociador para o processo dentro deste contexto, preocupado em tornar os participantes conscientes de suas próprias opiniões através de reflexão, resumo e clareza. Em situações de conflito, o papel do Facilitador é mais como um mediador, uma terceira parte neutra, encarregado de ajudar uma negociação consensual acontecer. Especificamente em situações de conflito, o papel do Facilitador pode mudar bastante.
MISSÕES DOIS MIL ANOS DE HISTÓRIA.
MISSÕES DOIS MIL ANOS DE HISTÓRIA
Estamos caminhando para dois mil anos de história de Missões. Faz quase dois mil anos que recebemos uma Grande Comissão. “Ide pôr todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15), “Ide Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Esta e a ordem imperativa de Jesus, mas o que fizemos a quase dois mil anos que se passaram? Vamos Observar:
a) Ano 100 a 500 D.C. - A Conquista do Mundo RomanoNos seus primeiros dias a Igreja primitiva falava a língua Aramaica, idioma corrente da Palestina. O Império Romano aceitava a língua grega, tanto para fins comerciais, como para meio de comunicação familiar entre os homens educados. Graças à conquista de Alexandre Magno no século IV a.C., o grego tinha se tornado praticamente uma língua Universal. Quem soubesse grego poderia ir a todo o lado, encontraria amigos com quem falar. Como já estudamos anteriormente, o Apostolo Paulo foi um baluarte da expansão do Cristianismo, e isso sem dúvida graças á contribuição de muitos fatores, sendo um destes fatores a facilidade que tinha de se deslocar de um lado para o outro devido o fato de falar fluentemente o Grego.
Tanto Paulo falava o Grego “Koiné” (falado pela população comum), como também falava o Grego clássico (falado pelos eruditos). Nos primeiros 100 anos do Cristianismo, podemos chamá-los de “Era Apostólica, foi a “Idade de Ouro” da Igreja cristã. Com a morte de Paulo no ano 68 d.C., diminuiu um pouco o ritmo de crescimento das Igrejas. Mas mesmo assim continuavam crescendo. mesmo sob fortes perseguições. Com a morte de João no ano 100 d.C., findou a era apostólica. e a igreja tinha que caminhar com suas próprias pernas.Com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não provocou o fim da igreja cristã. Terminou, sim, a existência nacional dos Judeus, durante um período de mais de 1800 anos. Porém a Igreja de Jerusalém continuou ainda como o primeiro lar da Igreja. Antioquia, na Síria era o segundo lar da Igreja. No tempo de João Crisóstomo (344-407 d.C.), a população de Antioquia chegava à beira de 500.000 habitantes, dos quais, mais da metade da população seriam Cristãos. A Ásia Menor, desde o tempo de Paulo era um dos campos mais prometedores para o trabalho cristão.Após Jerusalém e Antioquia, Roma era o terceiro grande centro do mundo cristão. Porém só no século IV, a igreja de Roma começou a proclamar o seu domínio universal. Após longo período de perseguições imperiais a situação modificou-se, pois o imperador Constantino (274- 227 d.C.), mostrou-se favorável a nova religião, aceitando-a como religião oficial do Estado. Os cristãos pôr fim sair se suas catacumbas, em que viviam algum tempo e beneficiar dos fatores imperiais. No ano 500 d.C. a Igreja ainda quase nada das antigas civilizações da Índia e da China. mas constituíra na maior força civilizadora do mundo Ocidental.
b) Ano 500 d.C. a 1000 d.C. - Missões Cristãs ou Missões Muçulmanas?Poderia parecer que a igreja iria buscar progressos constantes e sem obstáculos, até torna-se literalmente co-extensiva com o mundo habitado com a raça humana. Na realidade a partir do ano 500 d.C., iria entrar no período de conflitos amargos e desanimadores. Envolver-se-ia em lutas desesperadas em duas frentes: numa delas, depois de mais de 500 anos de esforços, sairia quase inteiramente vitoriosa; Na outra iria sofrer terríveis perdas e durante mais de 500 anos limitar-se ia a conservar o que lhe pertencia. Neste período com a queda do império Romano Ocidental em 476 d.C., a Igreja passou de um estado imperial a um estado Feudal. Deixou as armas espirituais de um lado e sua principal tarefa neste período turbulento consistiu em lutar contra os Bárbaros e a Barbárie, a fim de conseguir obter a conversões que não fosse somente animais. Muito mais difícil perigosa e desastrosa foi a luta da Igreja contra o Muçulmanismo. Enquanto no Ocidente a igreja caminhava tropeçando em suas próprias pernas. O império romano Oriental estava sendo conquistado à força pelos muçulmanos liderados pôr Maomé, nascido em Meca, Arábia Saudita no ano 570 d.C., Justamente o berço do Cristianismo estava agora se tornando muçulmano. Sendo assim neste período houve mais esforço das missões muçulmanas do que das missões cristãs. No ano 609 d.C., houve o começo histórico do sistema Papal e a partir deste período a igreja perdeu de vez sua identidade evangélica. Neste período até o ano 1000 d.C., basicamente descreve a hegemonia dos papas, cujos assuntos pertencem à matéria de história do cristianismo. Estamos procurando citar apenas se existem alguns vestígios de Missões nestes períodos da história da Igreja Cristã.
c) Primeira Expansão Européia -100 d.C. a 1500 d.C.O ano 1000 d.C., foi caracterizado pôr enorme terror e ansiedade, ao longo de todo o mundo cristão. Acreditava-se que a era de igreja duraria justamente 1000 anos e que, segundo os cálculos de Dionísio Exíguo, no século IV, que sabemos não serem exato, este prazo de tempo se aproxima do seu fim. Na realidade, nada de especial aconteceu e a história do mundo parecia prosseguir pôr um número indefinido de anos. Nesse período a Europa começava sair dos piores horrores da Idade Média, e no discurso dos quatro séculos seguintes, através do comércio, viagens aventuras militares, arte e arquitetura e finalmente na construção do edifício do pensamento teológico, consistiam como principal tarefa difundir o Cristianismo até seus próprios limites. No ano 1095 d.C., o Papa Urbano II iniciou a primeira cruzada a fim de libertar a Palestina do poder muçulmano e depois disso uma série de outras cruzadas, porém sem lograr nenhum êxito, no campo espiritual. Porém no campo material foi benéfico para expansão do comércio e das grandes navegações pelo Mediterrâneo, quando chegou até as Índias. As grandes navegações continuaram sendo lideradas pela Espanha, que descobriu mais um novo Continente, a América. Neste período houve um crescimento de Missões católicas aliadas às descobertas de novas terras pelos navegadores. Isso pelo fato de em cada embarcação existir um Padre. Exemplo disso foi o descobrimento do Brasil pelos portugueses, os quais trouxeram Padres para catequizar os índios. De maneira que onde os navegadores descobriam uma nova terra, ali era plantada a semente católica. Isso mostra porque o Brasil hoje é um dos países mais católicos do mundo. Nesse período da expansão Européia começou também o despertar da reforma protestante, em meio o avanço das missões católicas nos continentes descobertos. Mas com tudo existiam cristãos espalhados pôr toda parte. Um dos exemplos disso é que em 1500, quando Cabral chegou à Índia encontrou alguns cristãos seguidores do Apostolo Tomé, que segundo a tradição Tomé foi missionário na Índia. Do ano l500 a 1600 d.C., é considerado o período dos descobrimentos. Em 1497, Vasco da Gama, seguindo os passos de Bartolomeu Dias, dobrou o Cabo da Boa Esperança, atravessou o Oceano Indico, chegando verdadeiramente até a Índia.
d) As Missões Católicas Romanas -1600 a 1787 d.C.O Século XVII como o século XVI foi para o mundo católico, um período de grandes e notáveis feitos, embora jamais tenham o mesmo interesse que os esforços pioneiros dos primeiros tempos. Como já vimos no capítulo anterior, no século XVI, a iniciativa pertenceu aos reis da Espanha e de Portugal, e as grandes ordens religiosas desempenhadas pelos jesuítas com os Franciscanos e Dominicanos no sentido de propagar o catolicismo romano nas novas terras descobertas. Em 1622, o Papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação para propaganda da Fé, muitas vezes conhecida apenas como propaganda. Com a chegada da Reforma, incentivada pelo espanhol Inácio de Loyola com a criação da ordem dos Jesuítas que passou a fazer missões empregando a força e a violência. Como a Reforma estava tomando conta de toda a Europa, o catolicismo se viu ameaçado e começou a fazer missões ostensivas, obrigando Judeus e Cristãos que tinham aderido a Reforma virarem católicos forçados.
e) Iniciativas no Oriente e no Ocidente -1600 a 1800 d.C.As Igrejas orientais haviam sido paralisadas pelo avanço Islâmico. A captura da Constantinopla marcou o fim do império do Oriente e da grande história missionária das igrejas de língua grega.As Igrejas Ortodoxas do Sul, dos grandes Patriarcas de Constantinopla. Antioquia, Jerusalém e, Alexandria viveram no meio de inúmeros sofrimentos durante os sucessivos períodos de domínio Árabe e Turco. Com a queda de Constantinopla em 1453 d.C., Moscou era agora a herdeira campeã do mundo bizantino, de maneira que passou a ser conhecida como a "terceira Roma". A Igreja Russa iniciou a sua expansão, fazendo algumas Missões conhecidas como: Missão na Sibéria Ocidental Missão à China (1702 e 1727 d.C.), e Sibéria Ocidental etc.A história das missões apoiadas pelas Igrejas do continente Europeu só começa a formação de um movimento chamado "Pietismo". O "Espiritualismo" do século XVI, o misticismo católico romano, o puritanismo Inglês, a importância pôr estes concedidas à conversão individual, parecem ter desempenhado o seu papel na formação do Pietismo. Os princípios do Pietismo são a procura da conversão pessoal e da santidade, da fraternidade social e da responsabilidade do testemunho. A expectativa do regresso de Cristo que não poderá ser adiada durante muito tempo, será precedida pôr uma grande efusão do Espírito Santo entre os Judeus e pagãos, pôr uma graduação natural do pensamento para um sentido de responsabilidade perante missões "estrangeiras".
f) As Missões Modernas -1800 a 1914 d.C.Certos autores ingleses referem-se freqüentemente a William Carey (1761 - 1834 d.C.), como o "Pai das missões modernas", e define a sua obra com a primeira missão protestante dos tempos modernos. William Carey via a obra missionária como um avanço em cinco direções:Uma vasta pregação do evangelho, pôr todos os métodos possíveis.O reforço da pregação, pôr meio de distribuição de Bíblias em línguas regionais.A criação, o mais cedo possível de uma Igreja.Um estudo profundo das tradições e do pensamento dos povos não cristãos. A preparação, o mais cedo possível de sacerdotes indígenas.Apesar do movimento que William Carey chegou à Índia não ser um movimento propicio para a fundação de uma missão, em cada uma das direções acima ele logrou bons resultados. Com a independência dos Estados Unidos, e a revolução industrial na Inglaterra as missões inglesas e as americanas começaram a se expandir pôr todas as terras estrangeiras. Verificam-se cinco acontecimentos que caracterizaram a história missionária das Igrejas protestantes de então:Consistiu na aceitação do povo britânico, de governar e administrar a Índia. E sendo assim a Rainha Vitória, fez uma proclamação que ninguém seria religiosa. E com esta proclamação os missionários encontrar-se-iam livres dos preconceitos hostis e da discriminação que haviam sofrido por parte do regime da chamada "Companhia".O Segundo acontecimento que contribuiu para expansão missionária das igrejas protestante de então, foi com fim da segunda guerra das potências européias, com a china em 1858, que firmaram uma série de tratados entre aquela potência e varias nações européias garantindo assim a tolerância ao Cristianismo e proteção a pratica de sua fé.O terceiro acontecimento foi o despertar Evangélico, iniciando entre laicos na América, em que participou muitos cristãos, encontrou a sua expressão num sentimento de responsabilidade, em relação ao testemunho de Cristão e ao serviço missionário, atravessou o Atlântico e despertaram muitas zonas, especialmente a Irlanda do Norte.O quarto acontecimento favorável foi quando em 1858, o primeiro missionário dos tempos modernos entrou no Japão, abrindo a porta para que outros entrassem também, e em 1880 marcou um período de rápido crescimento da igreja no Japão. E em 1882, havia 145 missionários e quase 5000 cristãos japoneses protestantes no Japão.O quinto acontecimento positivo se deu em 1857, quando David Livingstone publicava as suas viagens missionárias e investigações na África do Sul. O entusiasmo despertado pôr esta narrativa simultaneamente rigorosa, científica, calorosa e humana foi muito grande. O mundo cristão convencia-se de que chegara o tempo de assaltar a África e de penetrar no próprio coração do continente. Seria possível preencher todo este capítulo com uma relação das sociedades, grupos e organizações missionárias que surgiram entre 1859 e 1914, Porém o espaço é curto.
Pastor Domingos Dias Ferreira
Estamos caminhando para dois mil anos de história de Missões. Faz quase dois mil anos que recebemos uma Grande Comissão. “Ide pôr todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15), “Ide Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Esta e a ordem imperativa de Jesus, mas o que fizemos a quase dois mil anos que se passaram? Vamos Observar:
a) Ano 100 a 500 D.C. - A Conquista do Mundo RomanoNos seus primeiros dias a Igreja primitiva falava a língua Aramaica, idioma corrente da Palestina. O Império Romano aceitava a língua grega, tanto para fins comerciais, como para meio de comunicação familiar entre os homens educados. Graças à conquista de Alexandre Magno no século IV a.C., o grego tinha se tornado praticamente uma língua Universal. Quem soubesse grego poderia ir a todo o lado, encontraria amigos com quem falar. Como já estudamos anteriormente, o Apostolo Paulo foi um baluarte da expansão do Cristianismo, e isso sem dúvida graças á contribuição de muitos fatores, sendo um destes fatores a facilidade que tinha de se deslocar de um lado para o outro devido o fato de falar fluentemente o Grego.
Tanto Paulo falava o Grego “Koiné” (falado pela população comum), como também falava o Grego clássico (falado pelos eruditos). Nos primeiros 100 anos do Cristianismo, podemos chamá-los de “Era Apostólica, foi a “Idade de Ouro” da Igreja cristã. Com a morte de Paulo no ano 68 d.C., diminuiu um pouco o ritmo de crescimento das Igrejas. Mas mesmo assim continuavam crescendo. mesmo sob fortes perseguições. Com a morte de João no ano 100 d.C., findou a era apostólica. e a igreja tinha que caminhar com suas próprias pernas.Com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não provocou o fim da igreja cristã. Terminou, sim, a existência nacional dos Judeus, durante um período de mais de 1800 anos. Porém a Igreja de Jerusalém continuou ainda como o primeiro lar da Igreja. Antioquia, na Síria era o segundo lar da Igreja. No tempo de João Crisóstomo (344-407 d.C.), a população de Antioquia chegava à beira de 500.000 habitantes, dos quais, mais da metade da população seriam Cristãos. A Ásia Menor, desde o tempo de Paulo era um dos campos mais prometedores para o trabalho cristão.Após Jerusalém e Antioquia, Roma era o terceiro grande centro do mundo cristão. Porém só no século IV, a igreja de Roma começou a proclamar o seu domínio universal. Após longo período de perseguições imperiais a situação modificou-se, pois o imperador Constantino (274- 227 d.C.), mostrou-se favorável a nova religião, aceitando-a como religião oficial do Estado. Os cristãos pôr fim sair se suas catacumbas, em que viviam algum tempo e beneficiar dos fatores imperiais. No ano 500 d.C. a Igreja ainda quase nada das antigas civilizações da Índia e da China. mas constituíra na maior força civilizadora do mundo Ocidental.
b) Ano 500 d.C. a 1000 d.C. - Missões Cristãs ou Missões Muçulmanas?Poderia parecer que a igreja iria buscar progressos constantes e sem obstáculos, até torna-se literalmente co-extensiva com o mundo habitado com a raça humana. Na realidade a partir do ano 500 d.C., iria entrar no período de conflitos amargos e desanimadores. Envolver-se-ia em lutas desesperadas em duas frentes: numa delas, depois de mais de 500 anos de esforços, sairia quase inteiramente vitoriosa; Na outra iria sofrer terríveis perdas e durante mais de 500 anos limitar-se ia a conservar o que lhe pertencia. Neste período com a queda do império Romano Ocidental em 476 d.C., a Igreja passou de um estado imperial a um estado Feudal. Deixou as armas espirituais de um lado e sua principal tarefa neste período turbulento consistiu em lutar contra os Bárbaros e a Barbárie, a fim de conseguir obter a conversões que não fosse somente animais. Muito mais difícil perigosa e desastrosa foi a luta da Igreja contra o Muçulmanismo. Enquanto no Ocidente a igreja caminhava tropeçando em suas próprias pernas. O império romano Oriental estava sendo conquistado à força pelos muçulmanos liderados pôr Maomé, nascido em Meca, Arábia Saudita no ano 570 d.C., Justamente o berço do Cristianismo estava agora se tornando muçulmano. Sendo assim neste período houve mais esforço das missões muçulmanas do que das missões cristãs. No ano 609 d.C., houve o começo histórico do sistema Papal e a partir deste período a igreja perdeu de vez sua identidade evangélica. Neste período até o ano 1000 d.C., basicamente descreve a hegemonia dos papas, cujos assuntos pertencem à matéria de história do cristianismo. Estamos procurando citar apenas se existem alguns vestígios de Missões nestes períodos da história da Igreja Cristã.
c) Primeira Expansão Européia -100 d.C. a 1500 d.C.O ano 1000 d.C., foi caracterizado pôr enorme terror e ansiedade, ao longo de todo o mundo cristão. Acreditava-se que a era de igreja duraria justamente 1000 anos e que, segundo os cálculos de Dionísio Exíguo, no século IV, que sabemos não serem exato, este prazo de tempo se aproxima do seu fim. Na realidade, nada de especial aconteceu e a história do mundo parecia prosseguir pôr um número indefinido de anos. Nesse período a Europa começava sair dos piores horrores da Idade Média, e no discurso dos quatro séculos seguintes, através do comércio, viagens aventuras militares, arte e arquitetura e finalmente na construção do edifício do pensamento teológico, consistiam como principal tarefa difundir o Cristianismo até seus próprios limites. No ano 1095 d.C., o Papa Urbano II iniciou a primeira cruzada a fim de libertar a Palestina do poder muçulmano e depois disso uma série de outras cruzadas, porém sem lograr nenhum êxito, no campo espiritual. Porém no campo material foi benéfico para expansão do comércio e das grandes navegações pelo Mediterrâneo, quando chegou até as Índias. As grandes navegações continuaram sendo lideradas pela Espanha, que descobriu mais um novo Continente, a América. Neste período houve um crescimento de Missões católicas aliadas às descobertas de novas terras pelos navegadores. Isso pelo fato de em cada embarcação existir um Padre. Exemplo disso foi o descobrimento do Brasil pelos portugueses, os quais trouxeram Padres para catequizar os índios. De maneira que onde os navegadores descobriam uma nova terra, ali era plantada a semente católica. Isso mostra porque o Brasil hoje é um dos países mais católicos do mundo. Nesse período da expansão Européia começou também o despertar da reforma protestante, em meio o avanço das missões católicas nos continentes descobertos. Mas com tudo existiam cristãos espalhados pôr toda parte. Um dos exemplos disso é que em 1500, quando Cabral chegou à Índia encontrou alguns cristãos seguidores do Apostolo Tomé, que segundo a tradição Tomé foi missionário na Índia. Do ano l500 a 1600 d.C., é considerado o período dos descobrimentos. Em 1497, Vasco da Gama, seguindo os passos de Bartolomeu Dias, dobrou o Cabo da Boa Esperança, atravessou o Oceano Indico, chegando verdadeiramente até a Índia.
d) As Missões Católicas Romanas -1600 a 1787 d.C.O Século XVII como o século XVI foi para o mundo católico, um período de grandes e notáveis feitos, embora jamais tenham o mesmo interesse que os esforços pioneiros dos primeiros tempos. Como já vimos no capítulo anterior, no século XVI, a iniciativa pertenceu aos reis da Espanha e de Portugal, e as grandes ordens religiosas desempenhadas pelos jesuítas com os Franciscanos e Dominicanos no sentido de propagar o catolicismo romano nas novas terras descobertas. Em 1622, o Papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação para propaganda da Fé, muitas vezes conhecida apenas como propaganda. Com a chegada da Reforma, incentivada pelo espanhol Inácio de Loyola com a criação da ordem dos Jesuítas que passou a fazer missões empregando a força e a violência. Como a Reforma estava tomando conta de toda a Europa, o catolicismo se viu ameaçado e começou a fazer missões ostensivas, obrigando Judeus e Cristãos que tinham aderido a Reforma virarem católicos forçados.
e) Iniciativas no Oriente e no Ocidente -1600 a 1800 d.C.As Igrejas orientais haviam sido paralisadas pelo avanço Islâmico. A captura da Constantinopla marcou o fim do império do Oriente e da grande história missionária das igrejas de língua grega.As Igrejas Ortodoxas do Sul, dos grandes Patriarcas de Constantinopla. Antioquia, Jerusalém e, Alexandria viveram no meio de inúmeros sofrimentos durante os sucessivos períodos de domínio Árabe e Turco. Com a queda de Constantinopla em 1453 d.C., Moscou era agora a herdeira campeã do mundo bizantino, de maneira que passou a ser conhecida como a "terceira Roma". A Igreja Russa iniciou a sua expansão, fazendo algumas Missões conhecidas como: Missão na Sibéria Ocidental Missão à China (1702 e 1727 d.C.), e Sibéria Ocidental etc.A história das missões apoiadas pelas Igrejas do continente Europeu só começa a formação de um movimento chamado "Pietismo". O "Espiritualismo" do século XVI, o misticismo católico romano, o puritanismo Inglês, a importância pôr estes concedidas à conversão individual, parecem ter desempenhado o seu papel na formação do Pietismo. Os princípios do Pietismo são a procura da conversão pessoal e da santidade, da fraternidade social e da responsabilidade do testemunho. A expectativa do regresso de Cristo que não poderá ser adiada durante muito tempo, será precedida pôr uma grande efusão do Espírito Santo entre os Judeus e pagãos, pôr uma graduação natural do pensamento para um sentido de responsabilidade perante missões "estrangeiras".
f) As Missões Modernas -1800 a 1914 d.C.Certos autores ingleses referem-se freqüentemente a William Carey (1761 - 1834 d.C.), como o "Pai das missões modernas", e define a sua obra com a primeira missão protestante dos tempos modernos. William Carey via a obra missionária como um avanço em cinco direções:Uma vasta pregação do evangelho, pôr todos os métodos possíveis.O reforço da pregação, pôr meio de distribuição de Bíblias em línguas regionais.A criação, o mais cedo possível de uma Igreja.Um estudo profundo das tradições e do pensamento dos povos não cristãos. A preparação, o mais cedo possível de sacerdotes indígenas.Apesar do movimento que William Carey chegou à Índia não ser um movimento propicio para a fundação de uma missão, em cada uma das direções acima ele logrou bons resultados. Com a independência dos Estados Unidos, e a revolução industrial na Inglaterra as missões inglesas e as americanas começaram a se expandir pôr todas as terras estrangeiras. Verificam-se cinco acontecimentos que caracterizaram a história missionária das Igrejas protestantes de então:Consistiu na aceitação do povo britânico, de governar e administrar a Índia. E sendo assim a Rainha Vitória, fez uma proclamação que ninguém seria religiosa. E com esta proclamação os missionários encontrar-se-iam livres dos preconceitos hostis e da discriminação que haviam sofrido por parte do regime da chamada "Companhia".O Segundo acontecimento que contribuiu para expansão missionária das igrejas protestante de então, foi com fim da segunda guerra das potências européias, com a china em 1858, que firmaram uma série de tratados entre aquela potência e varias nações européias garantindo assim a tolerância ao Cristianismo e proteção a pratica de sua fé.O terceiro acontecimento foi o despertar Evangélico, iniciando entre laicos na América, em que participou muitos cristãos, encontrou a sua expressão num sentimento de responsabilidade, em relação ao testemunho de Cristão e ao serviço missionário, atravessou o Atlântico e despertaram muitas zonas, especialmente a Irlanda do Norte.O quarto acontecimento favorável foi quando em 1858, o primeiro missionário dos tempos modernos entrou no Japão, abrindo a porta para que outros entrassem também, e em 1880 marcou um período de rápido crescimento da igreja no Japão. E em 1882, havia 145 missionários e quase 5000 cristãos japoneses protestantes no Japão.O quinto acontecimento positivo se deu em 1857, quando David Livingstone publicava as suas viagens missionárias e investigações na África do Sul. O entusiasmo despertado pôr esta narrativa simultaneamente rigorosa, científica, calorosa e humana foi muito grande. O mundo cristão convencia-se de que chegara o tempo de assaltar a África e de penetrar no próprio coração do continente. Seria possível preencher todo este capítulo com uma relação das sociedades, grupos e organizações missionárias que surgiram entre 1859 e 1914, Porém o espaço é curto.
Pastor Domingos Dias Ferreira
REQUISITOS MINISTÉRIAS DO PROMOTOR.
I - INTRODUÇÃO
Mobilizador de Missões
Louvamos a Deus por sua vida e pelo ministério voluntário que você desenvolve na divulgação de Missões em nossa igreja. E com muita alegria e gratidão a Deus apresentamos a você este material com a proposta do nosso Curso de Mobilizador. Esperamos que este material preparado para o curso seja uma benção para você, e conseqüentemente para a nossa igreja.
REQUISITOS MINISTERIAS DO PROMOTOR.
O Significado do Ministério
“Quem é o mais importante? O que está sentado à mesa para comer, ou o que está servindo?” Jesus fazia estas perguntas aos discípulos quando discutiam para saber qual deles era o mais importante.
“Claro que o que está sentado à mesa”, respondeu Jesus, referindo-se ao modo como as pessoas, em geral, pensavam. “Mas”, concluiu, “entre vocês eu sou como aquele que serve” (Lc 22:27).
Os discípulos não conseguiam entendê-lo. Sabiam que Jesus era seu mestre e eles os discípulos, mas agora ele os servia. A palavra grega traduzida aqui por “servir”, é o verbo diakoneo. Diakonos quer dizer servo. O substantivo diakonia, da mesma raiz, às vezes traduzido por “serviço”, é o termo empregado no Novo Testamento para “ministério”. A fé cristã é a única tradição religiosa existente no mundo que considera seus oficiais eclesiásticos como “servos”, ou “ministros”.
Por que procedem os cristãos assim? Porque acreditamos que Jesus agiu dessa maneira para nos deixar um exemplo a ser seguido. Na passagem mencionada Jesus disse aos discípulos, “os reis deste mundo têm poder sobre o povo... Mas entre vocês não pode ser assim. Ao contrário, o mais importante deve ser como menos importante; e o que manda, como o que é mandado” (Lc 22:25-26).
Na passagem paralela do Quarto Evangelho, Jesus diz aos discípulos, “Vocês me chamam Mestre e Senhor, e têm razão, porque eu sou. Sou o Senhor e o Mestre, e lavei os pés de vocês. Por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros; porque dei exemplo, para que façam o que eu fiz” (Jo 13:13-16).
Os cristãos chamam seus líderes de “ministros” porque o próprio Jesus tomou sobre si o papel de servo e mandou os discípulos fazerem o mesmo. O mandamento de Jesus, entretanto, não se aplica apenas aos líderes da igreja cristã, mas a todos os cristãos. Todos os membros da igreja são chamados ao ministério.
De quem somos ministros, ou servos? Somos ministros de Cristo, da mesma maneira como os ministros de Estado são separados para servir ao seu país. Somos também ministros ou servos uns dos outros bem como de todos os que encontramos em nosso caminho.
Paulo pergunta aos coríntios, “Afinal de contas, quem é Apolo? E quem é Paulo? Somos somente servidores de Deus... Cada uma de nós faz o trabalho que o Senhor deu para fazer” (I Co 3:5). “Vocês nos devem tratar”, acrescenta “como servidor de Cristo” (I Co 4:1). Numa outra ocasião Paulo afirmou, “Pois não anunciamos a nós mesmos; anunciamos Jesus Cristo como o Senhor, e a nós como servidores de vocês, por causa de Jesus” (II Co 4:5).
Os cristãos, então, consideram-se servos de três maneiras distintas. Somos servos (1) de Deus, (2) dos nossos irmãos cristãos e (3) do mundo, isto é, de todos os seres humanos. Em todas essas situações somos chamados a seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus que “sempre teve a mesma natureza de Deus”, mas não insistiu em ser igual a Deus... Abandonou tudo o que podia, e tomou a natureza de servo. “Ele se rebaixou, andando nos caminhos da obediência até a morte” (Fp 2:6-8). Ele mos ensinou que “Quem se esforçar para conservar sua vida, vai perdê-la”, e quem perder sua vida por causa dele, “vai achá-la” (Mt 10:39).
O Significado dos Ministérios
Quando então falamos a respeito do ministério referimo-nos a uma atividade a que todos os cristãos são chamados. Todo povo de Deus deve se preparar, segundo o autor da Epístola aos efésios, “para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:12). Mas, no interior desse corpo de cristo, que é a igreja, cada pessoa recebe um serviço diferente para fazer, de tal maneira que todo o povo de Deus se prepara para o serviço cristão no mundo.
Ao chamar seu povo dessa maneira, Deus quer que a igreja cresça e se desenvolva “por meio do amor” (Ef 4:16). “Seu plano é unir no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que há no céu e na terra” (Ef 1:10). Deus escolheu agir, de certo modo, milagrosamente, por meio da instrumentalidade da igreja, descrita na Epístola aos efésios, como “corpo de Cristo”, “a totalidade dele mesmo, que completa todas as coisas em todos os lugares” (Ef 1:23).
A igreja tem uma tarefa tremendamente difícil para realizar. Na Carta aos Efésios lemos que “todos”, até mesmo “as autoridades e os poderes angélicos do mundo celestial” conhecerão a soberania de Deus “em todas as suas formas”, “por meio da Igreja” (Ef 3:9-10). De que maneira a igreja realizará este ministério se não for “edificada”? Como se preparará para essa missão sem o auxílio de deus? Deus, no entanto, já a preparou, lemos no Novo Testamento, concedendo-lhe “dons”. Lemos em Efésios que “escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e ainda outros para pastores e mestres... a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:11-12).
É por isso que precisamos estabelecer distinções entre “ministérios” e “o ministério”. No âmbito do ministério total da igreja há ministérios especiais que se modificam com o passar do tempo. A lista encontrada em Efésios não pretende ser completa (cf. Rm 12:4-8; I Co 12:4-11; e as Cartas Pastorais, onde se encontram outras listas de ministérios reconhecidos no Novo Testamento). São ministérios especiais e específicos os de “apóstolo”, de “profeta” e de “evangelista”, entre outros.
“O ministério dos ‘pastores e mestres”, é provavelmente o da maioria dos leitores deste livro. É o ministério dos que se ordenam e vão trabalhar numa instituição eclesiástica. Este, como todos os outros, é um ministério no serviço de Deus, e no serviço de Deus, e no serviço da igreja, corpo de Cristo. É um ministério chamado por Deus por causa de sua igreja, “para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:13).
MISSIOLOGIA.
Teologia.
Uma simples definição do que é Teologia pode nos ajudar a entender a Missiologia. Como as igrejas são supostamente, comprometidas com a Teologia, penso valer à pena definir esse termo e sua relação com missões. Teologia vem de “Theo”, termo grego para “Deus”; e “logia” do grego que significa estudo, teoria ou ciência. Portanto, como muitos já sabem, Teologia é o “estudo de Deus”. A definição apresentada pelo dicionário inglês “Webster’s”, é “o estudo de Deus e sua relação com o mundo”. Eu equalizei a expressão “relação com o mundo”, por uma razão que você entenderá um pouco mais tarde.
Quanto à forma de recepção, a Teologia pode ser passiva ou ativa. A primeira é o conhecimento natural de Deus através da voz do Criador, da natureza ou de um pregador, sem que o receptor esteja atuando diretamente uma busca desse conhecimento; a segunda acontece quando alguém está voluntariamente procurando o conhecimento de Deus através do estudo da Bíblia, natureza e outros recursos. Eu penso que a primeira “Teologia” na Bíblia foi passiva. Deus veio ao homem que Ele criou e falou a ele. Até onde entendemos pela Bíblia, o homem não estava procurando por aquele conhecimento ou encontro. Vejamos o que diz o texto de Gênesis:
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus”, Gên. 1:28.
A expressão em negrito “e lhes disse”, marca o início da comunicação entre deus e sua principal criação, o homem, considerando o bíblico. Temos então aqui, o início da Teologia propriamente dita. O homem começou a conhecer a Deus. A Teologia aconteceu porque houve comunicação entre o criador e sua criatura. Através dela o homem conseguiu conhecimento do seu feitor e de seus planos. Comunicação, portanto, é essencial para uma Teologia efetiva.
Qual é o propósito da Teologia?
Qual é o objetivo da existência da Bíblia Sagrada como um livro santo e eterno? Deus revelou-se através de palavras e ordenou que estas fossem registradas e expostas a todo ser humano. O propósito de Deus era prover um canal permanente de comunicação com o homem por gerações. Com o passar dos anos o homem criou e incrementou-se no conhecimento do Deus revelado. Consideremos duas sentenças na Bíblia:
“Buscai no livro do Senhor e lede”, Isaías 34:16a
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Oséias 6:3
Os dois textos são um chamado ao conhecimento do Senhor. Eles pedem ao homem uma Teologia Ativa; que o homem tenha iniciativa e desejo de conhecer ao Senhor. O criador deseja que sua criatura o conheça, então ele preparou um meio para isso, a Teologia. Teologia não é uma aventura humana científica de procurar descobrir os mistérios e segredos do Altíssimo. O significado da Teologia brota no mais alto atributo de Deus, o amor. O Criador cheio de amor fez e promove a Teologia como um chamado a sua criatura perdida e condenada para uma regeneração e um relacionamento de amor eterno. A mente humana é receptora de uma gama de mensagens que chegam desde cedo por diferentes canais. A começar pelos pais, amigos, mídia etc. A assimilação e processamento dessas idéias vão definir a formação e o futuro do jovem. A Teologia é o canal de comunicação das “idéias” e planos de Deus. Ela traz revelação e conhecimento que pode resultar em salvação, adoração e submissão; ou recusa rebelião e destruição. Entre outras coisas no texto de João 5:39-43, Jesus disse:
“Examinais as escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna”
“Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”
“Eu vim em nome do Pai e não me recebeis”
O primeiro texto mostra o motivo pelo qual os ouvintes de Jesus estavam “fazendo Teologia”, busca da vida eterna. Os dois outros mostram a reação deles para com o autor da vida. A recusa trouxe realmente rebelião e destruição como fica claro na história de Israel. Por outro lado a história da igreja traz um povo salvo que tem levado a teologia através das fronteiras culturais, estendendo o Reino de Deus pelo mundo. Então, está claro que o propósito da Teologia é tornar possível para a criatura conhecer seu Criador e ter a oportunidade de ter o seu “escrito de dívida” cancelando e “cravado na cruz”, confira Col. 2:14. No desenvolvimento da Teologia através da Bíblia, temos várias entrevistas entre Deus e o homem. Algumas em resumo são:
· Comunicação do domínio do homem sobre as demais criaturas, e do seu dever de multiplicar-se e povoar a terra, Gên. 1:28.
· Comunicação das regras de sobrevivência no Jardim do Éden, Gên. 2:16-17.
· Comunicação do castigo e expulsão do Éden. A comunicação direta com Deus é interrompida pelo pecado de desobediência, Gên. 3:14-19.
· Comunicação da bênção da redenção para todas as nações através de um servo escolhido, Abraão, Gên. 12:3.
· Comunicação da Lei como “sombra dos bens vindouros” (confira Heb. 10:0), preparando a vinda do próprio Deus a Terra para restaurá-la. Ex 20.
· Comunicação pessoal da salvação através da encarnação do próprio Deus, Mat. 1:21.
· Comunicação da ordem para que a criatura salva, seja o canal de comunicação teológica entre o Salvador e a criatura perdida em todas as nações, povos, tribos e línguas, Mat. 28:19.
· Comunicação da vitória final: Ele disse: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim. A quem tem sede eu darei de graça da fonte da água da vida. Quem vencer herdará tudo isso e Eu serei seu Deus e ele será meu filho”. “Tudo está feito”, e a comemoração será eterna, Ap. 21:6-7.
A Teologia é proveitosa, real e efetiva, quando o homem perdido é achado e trazido a um relacionamento prazeroso com seu Criador. Agora a definição de Teologia apresenta pelo dicionário Webster ganha significado: “o estudo sobre Deus e seu relacionamento com o mundo”. Teologia não é um estudo acadêmico acessível somente ao alto clérigo; é acessível a todos os homens, grande e pequeno, culto e simples. A Teologia não é só o estudo de Deus, pois sem o relacionamento com o mundo ela perde seu propósito e significado. Ela é viva, real e automotiva; não é estanque, parada e inerte. É viva como um ribeiro em declive, que corre montanha abaixo. Ela corre como o avanço tecnológico das comunicações, que fez o mundo “virarem um bairro” com o milagre da internet. Como tal, a Teologia corre, levando conhecimento e estabelecendo relacionamentos com Deus. Sem isso, ela é como um engenheiro formado que não consegue emprego, o qual não pode fazer uso de todo o conhecimento adquirido e nem pode colher os frutos de anos de aplicação e trabalho.
Relação entre a Teologia e a Missiologia.
Como resultado da teologia temos o relacionamento e a comunicação continuada entre o homem e Deus. Foi aí que surgiu a Missiologia, pois Deus deu uma tarefa ao homem para continuar o processo de despertamento teológico do mundo perdido. A Missiologia é o meio pelo qual a Teologia alcança seu objetivo. Podemos afirmar que a Missiologia é um produto da Teologia, e que uma sem a outra, perde o significado. Somente as duas juntas são capazes de levar avante o plano da salvação. Sabemos que a vinda de Jesus foi uma ação missiológica de Deus. Agora, a questão é: O que é, na prática, a Missiologia? Qual é o seu propósito?
A palavra “Missiologia” vem de duas outras: do latim “missione” que significa função ou poder conferido a alguém para um propósito especial em outra nação, terra, território, grupo ou domínio; e “logia”, do grego “logos” que significa estudo, doutrina, teoria ou ciência. Simplesmente definida, Missiologia é o estudo da missão dada por Jesus a sua igreja. Uma definição mais acurada pode ser: ciência que estuda os vários aspectos da missão conferida por Deus aos crentes, cujo propósito principal é tornar possível a cada indivíduo da Terra, a oportunidade de ouvir as boas novas do evangelho em sua própria língua, restaurando então, o relacionamento corrompido entre eles e o Criador. Portanto, podemos afirmar que Teologia sem Missiologia não tem sentido, já que o alvo final da verdadeira Teologia é justamente o propósito único da Missiologia. Equivale dizer que Missiologia torna efetiva a Teologia e que esta atrai aquela. É importante lembrar, que não me refiro a Missiologia como curso somente ou qualquer curso acadêmico, embora isto esteja incluso. Missiologia é um termo ativo que envolve conhecimento e prática. Aprendendo e indo, “estudando o mapa e procurando o tesouro”; tarefa para formados e leigos.
Escolas teológicas não deveriam ser outra coisa senão escolas missiológica. Sabemos de muitas escolas bíblicas cujo currículo não inclui Missiologia. Tais escolas estão produzindo líderes e pastores com coragem suficiente para dizer: “Deus não me chamou para Missões”, ou ainda, “eu não tenho culpa por não ter recebido visão missionária”; ou então “meu negócio é primeiro em Jerusalém”. Teologicamente isso é um absurdo. Vale repetir que, uma Teologia sincera, move-nos, sem dúvida para a Missiologia prática, como um meio efetivo de alcançar o alvo final da própria Teologia, a saber, o homem redimido levando ao homem perdido as boas novas de que Deus enviou seu único Filho para salvá-lo da destruição eterna. Alguns líderes e pastores até dizem que na “sua teologia”, Deus os chamou somente para uma “missão local”. Infelizmente, eles têm somente um “salvador local” e por conseqüência “uma missão local”. Porém, Jesus Cristo é o Salvador do mundo e sua igreja trabalha em missões mundiais.
“Escolas Teológicas não deveriam ser outra senão Escolas missiológica”
Igrejas e escolas sem Missões: Carros sem rodas.
Um carro lindo, pintura metálica, motor 2.0, 16V, espaçoso, porém sem rodas. Você pode imaginar onde é que esse carro vai chegar? É claro que ele não vai a lugar algum. Aliás, ele nem mesmo pode mover-se um milímetro. Ele não é um automóvel. Ele é um imóvel. Não tem poder de auto-locomoção. Pode até fazer barulho, mexer-se, roncar, balançar e ter passageiros dentro de si, mas nunca sairá do lugar, a menos que alguém coloque rodas nele. Assim são as igrejas e as escolas teológicas sem missões, carros sem rodas. Podem ter motor, tanque de combustível e assentos para os passageiros, mas só serviriam para treinos simulados. Poderemos fazer uma analogia do carro com uma igreja que crê na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, o Filho, é o corpo do carro, a condução. É nele que vamos ao céu. Temos de estar nele. O motor é o Pai, a fonte de toda força. O Espírito Santo é o óleo, ou o combustível. Os três são essenciais, vivos, ativos, dinâmicos e formam um único ser. Formam um conjunto cujo objetivo tem sido criar e mover coisas maravilhosas como a terra, homens, animais, o Universo.
Uma igreja cheia de Teologia, mas sem missões, é um carro sem rodas. Tem Teologia, conhecimento, conhece as letras, mas não anda. Outras vidas de lugares distantes jamais verão a beleza deste carro. Sua tendência é a ferrugem. O combustível acaba o motor trava e a lataria se deteriora. Esse é o destino espiritual de uma igreja que não faz missões, perde a vida e a graça; seu destino é o ferro velho espiritual.
Mobilizador de Missões
Louvamos a Deus por sua vida e pelo ministério voluntário que você desenvolve na divulgação de Missões em nossa igreja. E com muita alegria e gratidão a Deus apresentamos a você este material com a proposta do nosso Curso de Mobilizador. Esperamos que este material preparado para o curso seja uma benção para você, e conseqüentemente para a nossa igreja.
REQUISITOS MINISTERIAS DO PROMOTOR.
O Significado do Ministério
“Quem é o mais importante? O que está sentado à mesa para comer, ou o que está servindo?” Jesus fazia estas perguntas aos discípulos quando discutiam para saber qual deles era o mais importante.
“Claro que o que está sentado à mesa”, respondeu Jesus, referindo-se ao modo como as pessoas, em geral, pensavam. “Mas”, concluiu, “entre vocês eu sou como aquele que serve” (Lc 22:27).
Os discípulos não conseguiam entendê-lo. Sabiam que Jesus era seu mestre e eles os discípulos, mas agora ele os servia. A palavra grega traduzida aqui por “servir”, é o verbo diakoneo. Diakonos quer dizer servo. O substantivo diakonia, da mesma raiz, às vezes traduzido por “serviço”, é o termo empregado no Novo Testamento para “ministério”. A fé cristã é a única tradição religiosa existente no mundo que considera seus oficiais eclesiásticos como “servos”, ou “ministros”.
Por que procedem os cristãos assim? Porque acreditamos que Jesus agiu dessa maneira para nos deixar um exemplo a ser seguido. Na passagem mencionada Jesus disse aos discípulos, “os reis deste mundo têm poder sobre o povo... Mas entre vocês não pode ser assim. Ao contrário, o mais importante deve ser como menos importante; e o que manda, como o que é mandado” (Lc 22:25-26).
Na passagem paralela do Quarto Evangelho, Jesus diz aos discípulos, “Vocês me chamam Mestre e Senhor, e têm razão, porque eu sou. Sou o Senhor e o Mestre, e lavei os pés de vocês. Por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros; porque dei exemplo, para que façam o que eu fiz” (Jo 13:13-16).
Os cristãos chamam seus líderes de “ministros” porque o próprio Jesus tomou sobre si o papel de servo e mandou os discípulos fazerem o mesmo. O mandamento de Jesus, entretanto, não se aplica apenas aos líderes da igreja cristã, mas a todos os cristãos. Todos os membros da igreja são chamados ao ministério.
De quem somos ministros, ou servos? Somos ministros de Cristo, da mesma maneira como os ministros de Estado são separados para servir ao seu país. Somos também ministros ou servos uns dos outros bem como de todos os que encontramos em nosso caminho.
Paulo pergunta aos coríntios, “Afinal de contas, quem é Apolo? E quem é Paulo? Somos somente servidores de Deus... Cada uma de nós faz o trabalho que o Senhor deu para fazer” (I Co 3:5). “Vocês nos devem tratar”, acrescenta “como servidor de Cristo” (I Co 4:1). Numa outra ocasião Paulo afirmou, “Pois não anunciamos a nós mesmos; anunciamos Jesus Cristo como o Senhor, e a nós como servidores de vocês, por causa de Jesus” (II Co 4:5).
Os cristãos, então, consideram-se servos de três maneiras distintas. Somos servos (1) de Deus, (2) dos nossos irmãos cristãos e (3) do mundo, isto é, de todos os seres humanos. Em todas essas situações somos chamados a seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus que “sempre teve a mesma natureza de Deus”, mas não insistiu em ser igual a Deus... Abandonou tudo o que podia, e tomou a natureza de servo. “Ele se rebaixou, andando nos caminhos da obediência até a morte” (Fp 2:6-8). Ele mos ensinou que “Quem se esforçar para conservar sua vida, vai perdê-la”, e quem perder sua vida por causa dele, “vai achá-la” (Mt 10:39).
O Significado dos Ministérios
Quando então falamos a respeito do ministério referimo-nos a uma atividade a que todos os cristãos são chamados. Todo povo de Deus deve se preparar, segundo o autor da Epístola aos efésios, “para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:12). Mas, no interior desse corpo de cristo, que é a igreja, cada pessoa recebe um serviço diferente para fazer, de tal maneira que todo o povo de Deus se prepara para o serviço cristão no mundo.
Ao chamar seu povo dessa maneira, Deus quer que a igreja cresça e se desenvolva “por meio do amor” (Ef 4:16). “Seu plano é unir no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que há no céu e na terra” (Ef 1:10). Deus escolheu agir, de certo modo, milagrosamente, por meio da instrumentalidade da igreja, descrita na Epístola aos efésios, como “corpo de Cristo”, “a totalidade dele mesmo, que completa todas as coisas em todos os lugares” (Ef 1:23).
A igreja tem uma tarefa tremendamente difícil para realizar. Na Carta aos Efésios lemos que “todos”, até mesmo “as autoridades e os poderes angélicos do mundo celestial” conhecerão a soberania de Deus “em todas as suas formas”, “por meio da Igreja” (Ef 3:9-10). De que maneira a igreja realizará este ministério se não for “edificada”? Como se preparará para essa missão sem o auxílio de deus? Deus, no entanto, já a preparou, lemos no Novo Testamento, concedendo-lhe “dons”. Lemos em Efésios que “escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e ainda outros para pastores e mestres... a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:11-12).
É por isso que precisamos estabelecer distinções entre “ministérios” e “o ministério”. No âmbito do ministério total da igreja há ministérios especiais que se modificam com o passar do tempo. A lista encontrada em Efésios não pretende ser completa (cf. Rm 12:4-8; I Co 12:4-11; e as Cartas Pastorais, onde se encontram outras listas de ministérios reconhecidos no Novo Testamento). São ministérios especiais e específicos os de “apóstolo”, de “profeta” e de “evangelista”, entre outros.
“O ministério dos ‘pastores e mestres”, é provavelmente o da maioria dos leitores deste livro. É o ministério dos que se ordenam e vão trabalhar numa instituição eclesiástica. Este, como todos os outros, é um ministério no serviço de Deus, e no serviço de Deus, e no serviço da igreja, corpo de Cristo. É um ministério chamado por Deus por causa de sua igreja, “para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:13).
MISSIOLOGIA.
Teologia.
Uma simples definição do que é Teologia pode nos ajudar a entender a Missiologia. Como as igrejas são supostamente, comprometidas com a Teologia, penso valer à pena definir esse termo e sua relação com missões. Teologia vem de “Theo”, termo grego para “Deus”; e “logia” do grego que significa estudo, teoria ou ciência. Portanto, como muitos já sabem, Teologia é o “estudo de Deus”. A definição apresentada pelo dicionário inglês “Webster’s”, é “o estudo de Deus e sua relação com o mundo”. Eu equalizei a expressão “relação com o mundo”, por uma razão que você entenderá um pouco mais tarde.
Quanto à forma de recepção, a Teologia pode ser passiva ou ativa. A primeira é o conhecimento natural de Deus através da voz do Criador, da natureza ou de um pregador, sem que o receptor esteja atuando diretamente uma busca desse conhecimento; a segunda acontece quando alguém está voluntariamente procurando o conhecimento de Deus através do estudo da Bíblia, natureza e outros recursos. Eu penso que a primeira “Teologia” na Bíblia foi passiva. Deus veio ao homem que Ele criou e falou a ele. Até onde entendemos pela Bíblia, o homem não estava procurando por aquele conhecimento ou encontro. Vejamos o que diz o texto de Gênesis:
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus”, Gên. 1:28.
A expressão em negrito “e lhes disse”, marca o início da comunicação entre deus e sua principal criação, o homem, considerando o bíblico. Temos então aqui, o início da Teologia propriamente dita. O homem começou a conhecer a Deus. A Teologia aconteceu porque houve comunicação entre o criador e sua criatura. Através dela o homem conseguiu conhecimento do seu feitor e de seus planos. Comunicação, portanto, é essencial para uma Teologia efetiva.
Qual é o propósito da Teologia?
Qual é o objetivo da existência da Bíblia Sagrada como um livro santo e eterno? Deus revelou-se através de palavras e ordenou que estas fossem registradas e expostas a todo ser humano. O propósito de Deus era prover um canal permanente de comunicação com o homem por gerações. Com o passar dos anos o homem criou e incrementou-se no conhecimento do Deus revelado. Consideremos duas sentenças na Bíblia:
“Buscai no livro do Senhor e lede”, Isaías 34:16a
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Oséias 6:3
Os dois textos são um chamado ao conhecimento do Senhor. Eles pedem ao homem uma Teologia Ativa; que o homem tenha iniciativa e desejo de conhecer ao Senhor. O criador deseja que sua criatura o conheça, então ele preparou um meio para isso, a Teologia. Teologia não é uma aventura humana científica de procurar descobrir os mistérios e segredos do Altíssimo. O significado da Teologia brota no mais alto atributo de Deus, o amor. O Criador cheio de amor fez e promove a Teologia como um chamado a sua criatura perdida e condenada para uma regeneração e um relacionamento de amor eterno. A mente humana é receptora de uma gama de mensagens que chegam desde cedo por diferentes canais. A começar pelos pais, amigos, mídia etc. A assimilação e processamento dessas idéias vão definir a formação e o futuro do jovem. A Teologia é o canal de comunicação das “idéias” e planos de Deus. Ela traz revelação e conhecimento que pode resultar em salvação, adoração e submissão; ou recusa rebelião e destruição. Entre outras coisas no texto de João 5:39-43, Jesus disse:
“Examinais as escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna”
“Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”
“Eu vim em nome do Pai e não me recebeis”
O primeiro texto mostra o motivo pelo qual os ouvintes de Jesus estavam “fazendo Teologia”, busca da vida eterna. Os dois outros mostram a reação deles para com o autor da vida. A recusa trouxe realmente rebelião e destruição como fica claro na história de Israel. Por outro lado a história da igreja traz um povo salvo que tem levado a teologia através das fronteiras culturais, estendendo o Reino de Deus pelo mundo. Então, está claro que o propósito da Teologia é tornar possível para a criatura conhecer seu Criador e ter a oportunidade de ter o seu “escrito de dívida” cancelando e “cravado na cruz”, confira Col. 2:14. No desenvolvimento da Teologia através da Bíblia, temos várias entrevistas entre Deus e o homem. Algumas em resumo são:
· Comunicação do domínio do homem sobre as demais criaturas, e do seu dever de multiplicar-se e povoar a terra, Gên. 1:28.
· Comunicação das regras de sobrevivência no Jardim do Éden, Gên. 2:16-17.
· Comunicação do castigo e expulsão do Éden. A comunicação direta com Deus é interrompida pelo pecado de desobediência, Gên. 3:14-19.
· Comunicação da bênção da redenção para todas as nações através de um servo escolhido, Abraão, Gên. 12:3.
· Comunicação da Lei como “sombra dos bens vindouros” (confira Heb. 10:0), preparando a vinda do próprio Deus a Terra para restaurá-la. Ex 20.
· Comunicação pessoal da salvação através da encarnação do próprio Deus, Mat. 1:21.
· Comunicação da ordem para que a criatura salva, seja o canal de comunicação teológica entre o Salvador e a criatura perdida em todas as nações, povos, tribos e línguas, Mat. 28:19.
· Comunicação da vitória final: Ele disse: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim. A quem tem sede eu darei de graça da fonte da água da vida. Quem vencer herdará tudo isso e Eu serei seu Deus e ele será meu filho”. “Tudo está feito”, e a comemoração será eterna, Ap. 21:6-7.
A Teologia é proveitosa, real e efetiva, quando o homem perdido é achado e trazido a um relacionamento prazeroso com seu Criador. Agora a definição de Teologia apresenta pelo dicionário Webster ganha significado: “o estudo sobre Deus e seu relacionamento com o mundo”. Teologia não é um estudo acadêmico acessível somente ao alto clérigo; é acessível a todos os homens, grande e pequeno, culto e simples. A Teologia não é só o estudo de Deus, pois sem o relacionamento com o mundo ela perde seu propósito e significado. Ela é viva, real e automotiva; não é estanque, parada e inerte. É viva como um ribeiro em declive, que corre montanha abaixo. Ela corre como o avanço tecnológico das comunicações, que fez o mundo “virarem um bairro” com o milagre da internet. Como tal, a Teologia corre, levando conhecimento e estabelecendo relacionamentos com Deus. Sem isso, ela é como um engenheiro formado que não consegue emprego, o qual não pode fazer uso de todo o conhecimento adquirido e nem pode colher os frutos de anos de aplicação e trabalho.
Relação entre a Teologia e a Missiologia.
Como resultado da teologia temos o relacionamento e a comunicação continuada entre o homem e Deus. Foi aí que surgiu a Missiologia, pois Deus deu uma tarefa ao homem para continuar o processo de despertamento teológico do mundo perdido. A Missiologia é o meio pelo qual a Teologia alcança seu objetivo. Podemos afirmar que a Missiologia é um produto da Teologia, e que uma sem a outra, perde o significado. Somente as duas juntas são capazes de levar avante o plano da salvação. Sabemos que a vinda de Jesus foi uma ação missiológica de Deus. Agora, a questão é: O que é, na prática, a Missiologia? Qual é o seu propósito?
A palavra “Missiologia” vem de duas outras: do latim “missione” que significa função ou poder conferido a alguém para um propósito especial em outra nação, terra, território, grupo ou domínio; e “logia”, do grego “logos” que significa estudo, doutrina, teoria ou ciência. Simplesmente definida, Missiologia é o estudo da missão dada por Jesus a sua igreja. Uma definição mais acurada pode ser: ciência que estuda os vários aspectos da missão conferida por Deus aos crentes, cujo propósito principal é tornar possível a cada indivíduo da Terra, a oportunidade de ouvir as boas novas do evangelho em sua própria língua, restaurando então, o relacionamento corrompido entre eles e o Criador. Portanto, podemos afirmar que Teologia sem Missiologia não tem sentido, já que o alvo final da verdadeira Teologia é justamente o propósito único da Missiologia. Equivale dizer que Missiologia torna efetiva a Teologia e que esta atrai aquela. É importante lembrar, que não me refiro a Missiologia como curso somente ou qualquer curso acadêmico, embora isto esteja incluso. Missiologia é um termo ativo que envolve conhecimento e prática. Aprendendo e indo, “estudando o mapa e procurando o tesouro”; tarefa para formados e leigos.
Escolas teológicas não deveriam ser outra coisa senão escolas missiológica. Sabemos de muitas escolas bíblicas cujo currículo não inclui Missiologia. Tais escolas estão produzindo líderes e pastores com coragem suficiente para dizer: “Deus não me chamou para Missões”, ou ainda, “eu não tenho culpa por não ter recebido visão missionária”; ou então “meu negócio é primeiro em Jerusalém”. Teologicamente isso é um absurdo. Vale repetir que, uma Teologia sincera, move-nos, sem dúvida para a Missiologia prática, como um meio efetivo de alcançar o alvo final da própria Teologia, a saber, o homem redimido levando ao homem perdido as boas novas de que Deus enviou seu único Filho para salvá-lo da destruição eterna. Alguns líderes e pastores até dizem que na “sua teologia”, Deus os chamou somente para uma “missão local”. Infelizmente, eles têm somente um “salvador local” e por conseqüência “uma missão local”. Porém, Jesus Cristo é o Salvador do mundo e sua igreja trabalha em missões mundiais.
“Escolas Teológicas não deveriam ser outra senão Escolas missiológica”
Igrejas e escolas sem Missões: Carros sem rodas.
Um carro lindo, pintura metálica, motor 2.0, 16V, espaçoso, porém sem rodas. Você pode imaginar onde é que esse carro vai chegar? É claro que ele não vai a lugar algum. Aliás, ele nem mesmo pode mover-se um milímetro. Ele não é um automóvel. Ele é um imóvel. Não tem poder de auto-locomoção. Pode até fazer barulho, mexer-se, roncar, balançar e ter passageiros dentro de si, mas nunca sairá do lugar, a menos que alguém coloque rodas nele. Assim são as igrejas e as escolas teológicas sem missões, carros sem rodas. Podem ter motor, tanque de combustível e assentos para os passageiros, mas só serviriam para treinos simulados. Poderemos fazer uma analogia do carro com uma igreja que crê na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, o Filho, é o corpo do carro, a condução. É nele que vamos ao céu. Temos de estar nele. O motor é o Pai, a fonte de toda força. O Espírito Santo é o óleo, ou o combustível. Os três são essenciais, vivos, ativos, dinâmicos e formam um único ser. Formam um conjunto cujo objetivo tem sido criar e mover coisas maravilhosas como a terra, homens, animais, o Universo.
Uma igreja cheia de Teologia, mas sem missões, é um carro sem rodas. Tem Teologia, conhecimento, conhece as letras, mas não anda. Outras vidas de lugares distantes jamais verão a beleza deste carro. Sua tendência é a ferrugem. O combustível acaba o motor trava e a lataria se deteriora. Esse é o destino espiritual de uma igreja que não faz missões, perde a vida e a graça; seu destino é o ferro velho espiritual.
A QUE É MOBILIZAÇÃO MISSIONÁRIA?
Mobilizar e despertar cada membro da igreja para obedecer ao chamado de Deus, é levar o crente a cumprir seu ministério seja ele o de ir para os CAMPOS, o de ORAR para que avance a obra de salvação sobre a terra, ou de SUSTENTENTAR aqueles que vão e aqueles que ORAM.
Tem que ficar BEM claro, que os que ficam não foram LIBERADOS do trabalho, só foram remanejados para outra função, não estão de folga, pelo contrário, estão de SERVIÇO por tempo determinado, até a volta de Jesus.
Muitas vezes a visão que a igreja tem, é que, os que não foram, estão liberados para fazer da sua vida o que bem ENTENDE. Não! Deus também é Senhor dos que ficam, e a estes Deus deu o ministério de enviar: orar (buscar a vontade de Deus, clamar para que seja estabelecido o reino do Messias sobre toda a terra.), investir (Entender que uma alma vale mais que o mundo realmente, dividir compartilhar, adorar a Deus através da oferta de amor).
Os que foram chamados para IREM têm que Compreenderem que o lugar mais prazeroso e seguro para se estar, é onde Deus ordenou que estivesse. Devemos Confiar que Deus não precisa de circunstâncias, lugar ou qualquer outra coisa para nos fazer felizes, pois ele é Senhor de toda TERRA.
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Tem que ficar BEM claro, que os que ficam não foram LIBERADOS do trabalho, só foram remanejados para outra função, não estão de folga, pelo contrário, estão de SERVIÇO por tempo determinado, até a volta de Jesus.
Muitas vezes a visão que a igreja tem, é que, os que não foram, estão liberados para fazer da sua vida o que bem ENTENDE. Não! Deus também é Senhor dos que ficam, e a estes Deus deu o ministério de enviar: orar (buscar a vontade de Deus, clamar para que seja estabelecido o reino do Messias sobre toda a terra.), investir (Entender que uma alma vale mais que o mundo realmente, dividir compartilhar, adorar a Deus através da oferta de amor).
Os que foram chamados para IREM têm que Compreenderem que o lugar mais prazeroso e seguro para se estar, é onde Deus ordenou que estivesse. Devemos Confiar que Deus não precisa de circunstâncias, lugar ou qualquer outra coisa para nos fazer felizes, pois ele é Senhor de toda TERRA.
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DESAFIO MISSIONÁRIO
Aqui você confere os principais desafios missionários deste século. São povos e nações que estão precisando urgentemente ouvir as Boas-novas do Evangelho. Abaixo estão as principais regiões que representam os grandes desafios missionários.
Janela 10/40
A Janela 10/40 é uma faixa de terra que vai do oeste da África até a Ásia. Subindo, a partir da Linha do Equador, fica entre os graus 10 e 40, formando um retângulo.
Na região vive o maior número de povos não-evangelizados da terra, cerca de 3,2 bilhões de pessoas em 62 países. É ali que estão algumas megalópoles de hoje, ou seja, cidades com uma grande concentração urbana como Tóquio (Japão), Calcutá (Índia), Bagdá (Iraque), Bancoc (Tailândia) entre outras. De cada 10 pobres da Terra, oito estão nessa região, e somente 8% dos missionários trabalham entre eles. É nessa faixa que se concentram os adeptos das três maiores religiões não-cristãs do mundo: islamismo, hinduísmo e budismo.
Na maioria dos países dessa região há falta de receptividade aos cristãos e, em especial, aos missionários que ali atuam. A liberdade religiosa, quando existe, é frágil. Há necessidade de missionários, líderes, pastores e escolas de treinamento para os poucos cristãos existentes. Os crentes precisam ser despertados para uma vida de compromisso com Deus. Há poucos obreiros atuando nos países devido à política de restrições quanto à entrada de missionários. A necessidade de tradução da Bíblia é grande. Os crentes sofrem perseguição e correm risco de vida. A saúde e proteção dos missionários é uma necessidade constante na região chamada de Janela 10/40.
Chifre da África
A região denominada Chifre da África, assim batizada por ter semelhança com um chifre de rinoceronte, inclui os territórios da Etiópia, Sudão, Somália, Djibuti e Eritréia, na parte nordeste do continente e está inserida na faixa da Janela 10/40. A história da região, denominada na Bíblia de Cuxe, foi caracterizada por um domínio etíope e lutas entre muçulmanos e pastores e líderes cristãos pelo controle das terras férteis e áreas vitais. No século XX as lutas deixaram a sobrevivência de lado e tomaram características socialistas.
O Chifre da África tem sido negligenciado pelo mundo cristão há décadas. O evangelismo na região, assim como no restante da Janela 10/40, avança lentamente e com muitas dificuldades. Mas a situação tende a mudar. As igrejas e agências missionárias estão focalizando suas orações e recursos para esta árida região. Mesmo diante das dificuldades sociais (pobreza e guerras civis) e religiosas (fundamentalismo islâmico), muitos missionários prepararam a terra para que outros pudessem ir à região e conquistar esses povos para Jesus.
Península Arábica
A Península Arábica, situada no coração da Janela 10/40, compreende os países islâmicos da Arábia Saudita, Catar, Kuweit, Barein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen, e é a região do planeta mais resistente ao Evangelho de Jesus Cristo. Nesta faixa é possível notar grandes contrastes, como inúmeras reservas riquíssimas de petróleo situadas sobre grandes desertos inabitáveis; construções modernas em contraste com a arquitetura antiga; poucos extremamente ricos e muitos extremamente pobres; estilo de vida consumista nas grandes e modernas capitais e tribos nômades que sobrevivem graças a costumes milenares; entre outros. A península é considerada o "coração" do islamismo. Afinal, as duas cidades consideradas sagradas para os muçulmanos, Meca e Medina, estão nesta região.
A Península Arábica foi considerada por muitos como sendo impenetrável para o Evangelho, mas, atualmente, Deus está se movendo na região, revelando-se a pessoas através de sonhos ou através de trabalhos missionários de agências cristãs de todo o mundo.
Janela Turquia
A Janela Turquia, a Rota da Seda ou a Janela 35-45 (por estar localizada acima da linha do equador, entre os graus 35 e 45), é uma faixa de terra que vai desde as antigas Iugoslávia - atuais Sérvia e Montenegro - passando pela Turquia e chegando à Ásia em países da antiga União Soviética, como Uzbequistão e Turcomenistão, e ao extremo oeste da China, na região conhecida como Urumchi. São cerca de 25 países inseridos na Janela Turquia, que recebe este nome devido ao grande número de povos com raízes étnicas turco-otomanas e que possuem o turco e suas derivações como idiomas falados (tais como: azeris, gagaúzes, tártaros, turcomanos, cazaques e quirguizes).
A região engloba inúmeros países de confissão islâmica ou cristão-ortodoxa, o que dificulta a entrada e o trabalho de missionários ali. Ela ficou conhecida como Rota da Seda por ter sido um grande canal de comunicação e comércio entre a Europa e a Ásia, com mais de 10.000 quilômetros de estradas e caminhos. Nessa região estão alguns dos montes mais altos do mundo, os desertos mais desolados e infindáveis planaltos, sendo explorada à exaustão por nomes como Genghis Khan, Tamerlane e Alexandre - o Grande.
A parte européia da janela conviveu durante anos com as guerras separatistas ou processos de separação de repúblicas independentes (como as da Iugoslávia e União Soviética) e com a chamada Guerra Fria (divisão da Terra em Socialismo Soviético e Capitalismo Americano), além de um processo de evangelização islâmica muito intensa, principalmente no período do Império Turco-Otomano.
Antes da formação desse bloco imperial, a região era um grande referencial cristão na Ásia e na entrada da Europa, especialmente no noroeste do continente com a Macedônia, Grécia, Turquia e Albânia. Já o trecho asiático foi afetado pela dissolução da União Soviética e pela pobreza que muitos desses países passaram a viver em decorrência da separação.
Hoje, a Janela Turquica é um dos grandes desafios missionários. A região está aberta ao trabalho missionário, exceção a alguns países de confissão islâmica que ainda dificultam a evangelização. Entretanto, muitos outros estão recebendo obreiros comprometidos e que têm dado testemunho do amor de Jesus por essas vidas. Muitos turcos, a partir desses contatos, têm se rendido ao Senhorio de Jesus Cristo.
Janela 10/40
A Janela 10/40 é uma faixa de terra que vai do oeste da África até a Ásia. Subindo, a partir da Linha do Equador, fica entre os graus 10 e 40, formando um retângulo.
Na região vive o maior número de povos não-evangelizados da terra, cerca de 3,2 bilhões de pessoas em 62 países. É ali que estão algumas megalópoles de hoje, ou seja, cidades com uma grande concentração urbana como Tóquio (Japão), Calcutá (Índia), Bagdá (Iraque), Bancoc (Tailândia) entre outras. De cada 10 pobres da Terra, oito estão nessa região, e somente 8% dos missionários trabalham entre eles. É nessa faixa que se concentram os adeptos das três maiores religiões não-cristãs do mundo: islamismo, hinduísmo e budismo.
Na maioria dos países dessa região há falta de receptividade aos cristãos e, em especial, aos missionários que ali atuam. A liberdade religiosa, quando existe, é frágil. Há necessidade de missionários, líderes, pastores e escolas de treinamento para os poucos cristãos existentes. Os crentes precisam ser despertados para uma vida de compromisso com Deus. Há poucos obreiros atuando nos países devido à política de restrições quanto à entrada de missionários. A necessidade de tradução da Bíblia é grande. Os crentes sofrem perseguição e correm risco de vida. A saúde e proteção dos missionários é uma necessidade constante na região chamada de Janela 10/40.
Chifre da África
A região denominada Chifre da África, assim batizada por ter semelhança com um chifre de rinoceronte, inclui os territórios da Etiópia, Sudão, Somália, Djibuti e Eritréia, na parte nordeste do continente e está inserida na faixa da Janela 10/40. A história da região, denominada na Bíblia de Cuxe, foi caracterizada por um domínio etíope e lutas entre muçulmanos e pastores e líderes cristãos pelo controle das terras férteis e áreas vitais. No século XX as lutas deixaram a sobrevivência de lado e tomaram características socialistas.
O Chifre da África tem sido negligenciado pelo mundo cristão há décadas. O evangelismo na região, assim como no restante da Janela 10/40, avança lentamente e com muitas dificuldades. Mas a situação tende a mudar. As igrejas e agências missionárias estão focalizando suas orações e recursos para esta árida região. Mesmo diante das dificuldades sociais (pobreza e guerras civis) e religiosas (fundamentalismo islâmico), muitos missionários prepararam a terra para que outros pudessem ir à região e conquistar esses povos para Jesus.
Península Arábica
A Península Arábica, situada no coração da Janela 10/40, compreende os países islâmicos da Arábia Saudita, Catar, Kuweit, Barein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen, e é a região do planeta mais resistente ao Evangelho de Jesus Cristo. Nesta faixa é possível notar grandes contrastes, como inúmeras reservas riquíssimas de petróleo situadas sobre grandes desertos inabitáveis; construções modernas em contraste com a arquitetura antiga; poucos extremamente ricos e muitos extremamente pobres; estilo de vida consumista nas grandes e modernas capitais e tribos nômades que sobrevivem graças a costumes milenares; entre outros. A península é considerada o "coração" do islamismo. Afinal, as duas cidades consideradas sagradas para os muçulmanos, Meca e Medina, estão nesta região.
A Península Arábica foi considerada por muitos como sendo impenetrável para o Evangelho, mas, atualmente, Deus está se movendo na região, revelando-se a pessoas através de sonhos ou através de trabalhos missionários de agências cristãs de todo o mundo.
Janela Turquia
A Janela Turquia, a Rota da Seda ou a Janela 35-45 (por estar localizada acima da linha do equador, entre os graus 35 e 45), é uma faixa de terra que vai desde as antigas Iugoslávia - atuais Sérvia e Montenegro - passando pela Turquia e chegando à Ásia em países da antiga União Soviética, como Uzbequistão e Turcomenistão, e ao extremo oeste da China, na região conhecida como Urumchi. São cerca de 25 países inseridos na Janela Turquia, que recebe este nome devido ao grande número de povos com raízes étnicas turco-otomanas e que possuem o turco e suas derivações como idiomas falados (tais como: azeris, gagaúzes, tártaros, turcomanos, cazaques e quirguizes).
A região engloba inúmeros países de confissão islâmica ou cristão-ortodoxa, o que dificulta a entrada e o trabalho de missionários ali. Ela ficou conhecida como Rota da Seda por ter sido um grande canal de comunicação e comércio entre a Europa e a Ásia, com mais de 10.000 quilômetros de estradas e caminhos. Nessa região estão alguns dos montes mais altos do mundo, os desertos mais desolados e infindáveis planaltos, sendo explorada à exaustão por nomes como Genghis Khan, Tamerlane e Alexandre - o Grande.
A parte européia da janela conviveu durante anos com as guerras separatistas ou processos de separação de repúblicas independentes (como as da Iugoslávia e União Soviética) e com a chamada Guerra Fria (divisão da Terra em Socialismo Soviético e Capitalismo Americano), além de um processo de evangelização islâmica muito intensa, principalmente no período do Império Turco-Otomano.
Antes da formação desse bloco imperial, a região era um grande referencial cristão na Ásia e na entrada da Europa, especialmente no noroeste do continente com a Macedônia, Grécia, Turquia e Albânia. Já o trecho asiático foi afetado pela dissolução da União Soviética e pela pobreza que muitos desses países passaram a viver em decorrência da separação.
Hoje, a Janela Turquica é um dos grandes desafios missionários. A região está aberta ao trabalho missionário, exceção a alguns países de confissão islâmica que ainda dificultam a evangelização. Entretanto, muitos outros estão recebendo obreiros comprometidos e que têm dado testemunho do amor de Jesus por essas vidas. Muitos turcos, a partir desses contatos, têm se rendido ao Senhorio de Jesus Cristo.
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