O Plano de Deus no Antigo e Novo Testamento #2
1 - Uma visão do Antigo Testamento
As Alianças
Em todo o antigo testamento (após a queda do homem, depois que o homem pecou) DEUS revela-se aos homens, estabelecendo os meios e apontando o caminho para a sua liberação (Israel) e futuramente a salvação da humanidade.
A aliança reflete o caráter de DEUS para com mundo o desejo de resgatar o mesmo.
Os tipos de alianças estabelecidas por DEUS.
ALIANÇA OU PACTO ADÂMICO
GÊNESES : 1:27-30
ALIANÇA NOÉTICA
GÊNESES 6:13-22
ALIANÇA ABRAAMICA
GÊNESES 15:17-21
ALIANÇA MOSAICA
GÊNESES 3:10-22
ALIANÇA DAVÍVICA
I SAMUEL 16:12-13
A aliança revela o conceito inicialmente de preservação e- posteriormente da redenção de DEUS a um povo especifico para manifestar seu caráter de compaixão e justiça no mundo e assim resgatar o mesmo para sua glória.
O serviço do povo de DEUS no mundo exige a disposição de um povo disciplinado e discipulado.
E para isso DEUS instituiu os profetas como que aqueles que alertavam ao povo quando este estava longe do propósito de DEUS.
Os Profetas e o cuidado de Deus
Os profetas foram comissionados por DEUS para exortar e dirigir o povo revelando sua sentença de juízo ante a desobediência e de benção diante da obediência e libertação de libertação para os perdidos (gentios todos que não pertencia a ISRAEL).
O Profeta Isaías e os aspectos relevantes
Profecias de julgamento e promessas
Profecias sobre as nações
Profecias messiânicas
Profecias de consolo e paz
O Profeta Jonas e o interesse de DEUS
A restauração de uma nação destruída pelo pecado
2 - Uma visão do Novo Testamento
O problema do pecado foi completamente resolvido na cruz do calvário através de Jesus Cristo, trazendo à luz àquilo que era apenas a sombra do propósito evidenciado através das alianças ou pactos. Não obstante a aliança do sangue de Jesus de fato purifica o homem de todo pecado.
Métodos e estratégias
O recrutamento “Escolheu doze deles...” (Lc 6:13)
O método de Jesus Cristo se baseava em pessoas, quando Jesus chamou alguns homens e os convidou a seguí-lo. Este ato era suficiente para revelar o rumo que sua “estratégia” evangelística tomaria. Ele não se preocupava com projetos especiais para alcançar grandes platéias, mas com as pessoas a quem as multidões deviam seguir.
O anúncio “Ide r pregai o evangelho...” (Lc 16:15)
ü De Mateus – Apresentando Jesus a sua família.
ü De André – Apresentando a sua família a Jesus.
O ensino “... ensinai todas as nações...” (Mt 28:19)
ü De Filipe – (At 8:26-40).
ü De Paulo – (Através de suas cartas).
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
evangelismo
O Plano bíblico da Salvação #1
1- Certeza da Salvação
· Evangelista deve Ter “absoluta certeza de sua salvação, fazendo assim ele terá:
A plena convicção do seu chamado (Jo 15:16)
Completa segurança diante da acusação do acusador (Rm. 8:1)
Consciência da autoridade que lhe foi outorgada (Mc 16:15-18)
2 - 0 Evangelismo deve ser recheado de verdades bíblica
A evangelização deve ser mais, e não menos bíblica do que qualquer outra pregação.
Porque convidamos as pessoas a crer no evangelho?
Não podemos abordar devidamente o assunto do arrependimento, se não bordamos:
· A doutrina do homem: A criação do homem a sua importância para DEUS
I. A criação do homem a imagem de DEUS (Gn. 1: 27)
II. A importância do homem do homem na criação (Gn. 2:15)
· A doutrina da queda: como o homem se tornou pecador
A ordem de DEUS (Gn. 2:17)
A tentação (Gn. 3:1- 13)
As conseqüências
. Separação de DEUS. (Gn. 3: 23 – 24; Is. 59: 1-2)
. Sofrimento para si. (Gn. 3: 15-19)
. Perdição eterna. (Gn. 3:24)
. Não tem como salvar-se. (Gn 3: 24)
. Todos que nasceram na Terra estão perdidos. (Rm. 3: 23)
· A doutrina da Ira de DEUS contra o pecado: o resultado do pecado do homem.
I. O pagamento pelo pecado (Rm. 6:23)
II. A condição do homem natural (Rm. 3:23)
III. O julgamento e o Estado Final do homem (Ap. 20:13 – 15)
Evangelismo sem conteúdo bíblico não é Evangelismo, pode ser um convite a que as pessoas venham ao cristianismo (Cristianismo não é salvação), e tenham uma vida melhor, ou pode ser o oferecimento de algum beneficio psicológico. Mas isso não pode ser reputado pôr Evangelismo cristão, porque sem esses profundos princípios teológicos não existe nenhum motivo autentico para o fazermos
3 - RESOLVENDO O PROBLEMA DO HOMEM.
O Evangelho de cristo é o plano único de DEUS concretizando através da vida, morte e ressurreição de JESUS CRISTO, pelo qual o ser humano é libertado da escravidão do pecado e da perdição eterna.
· O esforço desnecessário, enganando a si mesmo: O homem não pode salvar a si mesmo
I. As boas obras (Ef. 2: 9)
II.Guardar a lei (Rm. 3: 20)
III.Seguir a religião (Tg. 1: 25 – 27)
IV.A reencarnação (Jo. 14: 1-6 Hb. 9: 27)
V.Purgatório (Cl. 16: 19-31)
4 – O homem durante séculos vem tentando obter meios de salvação, mas nunca conseguirá pelos seus próprios meios.
· O que de fato salva o homem: DEUS preparou o plano perfeito para salvar o homem
CRISTO é o único caminho (Jo: 14: 6; Rm. 5:1)
O nascer de novo (Jo. 3)
A confissão dos pecados dos pecados (1JO 1:9)
O crer no sacrifício de CRISTO (At. 16: 27; 3: 19-20) A iniciativa é de DEUS (Tg. 2: 11; Jo 1: 29).
· As conseqüências da salvação: o resultado de sermos salvos pôr DEUS
Não mais será condenado. (Rm. 8: 1)
Foi livre da maldição e do pecado. (2co 5: 17-21)
Tornar-se filho de DEUS. (Jo 1: 12-13)
Herdará o Céu como prêmio da sua fé em CRISTO.
5 - Se você tem certeza da sua salvação, você deve estar ciente de que quem é salvo, Evangeliza
O chamado de JESUS tem que ser tomado a sério, sem dúvida. Mas a verdadeira obediência consiste em ficar na minha profissão, na família, e servir a JESUS ai mesmo (Não perdendo a visão do todo “O MUNDO”).
· A chamada é acompanhada da missão (tarefa), DEUS te chama e te dar uma tarefa...
Ninguém é chamado pelo senhor JESUS, vive vagando sem destino.
Andando de um lado para outro.
Lembre-se quer DEUS não é DEUS de confusão. Portanto, quando ele chama , comissiona para uma obra especifica.
6 - Quando DEUS chama?
· Não tem faixa etária definida, como vemos a seguir
Desde O ventre, o senhor chamou Jeremias Jr 1: 5 e Paulo Gl 1: 15-16.
O senhor chamou Samuel quando este era bem jovem 1sm 3:3-20, também Davi 1sm16: 11-13 e, possivelmente Timóteo Conclusão: Deve ficar claro, que, estar em cristo me dá a certeza que o Espírito Santo habita em mim, e por isso eu tenho o pleno direito e dever de ter convicção da minha salvação, pois o que Cristo fez, foi poderosamente suficiente para isso. Como crente tenho que testemunhar de Cristo, mas nunca posso deixar este testemunho vazio de conteúdo bíblico, mesmo que eu não seja um pregar, toda vez que for compartilhar algo de Cristo ou sobre a salvação que cristo conquistou, ou sobre o projeto maravilho de DEUS para o homem, nunca deve esquecer-se de fazer isso segundo o que Bíblia diz.
1- Certeza da Salvação
· Evangelista deve Ter “absoluta certeza de sua salvação, fazendo assim ele terá:
A plena convicção do seu chamado (Jo 15:16)
Completa segurança diante da acusação do acusador (Rm. 8:1)
Consciência da autoridade que lhe foi outorgada (Mc 16:15-18)
2 - 0 Evangelismo deve ser recheado de verdades bíblica
A evangelização deve ser mais, e não menos bíblica do que qualquer outra pregação.
Porque convidamos as pessoas a crer no evangelho?
Não podemos abordar devidamente o assunto do arrependimento, se não bordamos:
· A doutrina do homem: A criação do homem a sua importância para DEUS
I. A criação do homem a imagem de DEUS (Gn. 1: 27)
II. A importância do homem do homem na criação (Gn. 2:15)
· A doutrina da queda: como o homem se tornou pecador
A ordem de DEUS (Gn. 2:17)
A tentação (Gn. 3:1- 13)
As conseqüências
. Separação de DEUS. (Gn. 3: 23 – 24; Is. 59: 1-2)
. Sofrimento para si. (Gn. 3: 15-19)
. Perdição eterna. (Gn. 3:24)
. Não tem como salvar-se. (Gn 3: 24)
. Todos que nasceram na Terra estão perdidos. (Rm. 3: 23)
· A doutrina da Ira de DEUS contra o pecado: o resultado do pecado do homem.
I. O pagamento pelo pecado (Rm. 6:23)
II. A condição do homem natural (Rm. 3:23)
III. O julgamento e o Estado Final do homem (Ap. 20:13 – 15)
Evangelismo sem conteúdo bíblico não é Evangelismo, pode ser um convite a que as pessoas venham ao cristianismo (Cristianismo não é salvação), e tenham uma vida melhor, ou pode ser o oferecimento de algum beneficio psicológico. Mas isso não pode ser reputado pôr Evangelismo cristão, porque sem esses profundos princípios teológicos não existe nenhum motivo autentico para o fazermos
3 - RESOLVENDO O PROBLEMA DO HOMEM.
O Evangelho de cristo é o plano único de DEUS concretizando através da vida, morte e ressurreição de JESUS CRISTO, pelo qual o ser humano é libertado da escravidão do pecado e da perdição eterna.
· O esforço desnecessário, enganando a si mesmo: O homem não pode salvar a si mesmo
I. As boas obras (Ef. 2: 9)
II.Guardar a lei (Rm. 3: 20)
III.Seguir a religião (Tg. 1: 25 – 27)
IV.A reencarnação (Jo. 14: 1-6 Hb. 9: 27)
V.Purgatório (Cl. 16: 19-31)
4 – O homem durante séculos vem tentando obter meios de salvação, mas nunca conseguirá pelos seus próprios meios.
· O que de fato salva o homem: DEUS preparou o plano perfeito para salvar o homem
CRISTO é o único caminho (Jo: 14: 6; Rm. 5:1)
O nascer de novo (Jo. 3)
A confissão dos pecados dos pecados (1JO 1:9)
O crer no sacrifício de CRISTO (At. 16: 27; 3: 19-20) A iniciativa é de DEUS (Tg. 2: 11; Jo 1: 29).
· As conseqüências da salvação: o resultado de sermos salvos pôr DEUS
Não mais será condenado. (Rm. 8: 1)
Foi livre da maldição e do pecado. (2co 5: 17-21)
Tornar-se filho de DEUS. (Jo 1: 12-13)
Herdará o Céu como prêmio da sua fé em CRISTO.
5 - Se você tem certeza da sua salvação, você deve estar ciente de que quem é salvo, Evangeliza
O chamado de JESUS tem que ser tomado a sério, sem dúvida. Mas a verdadeira obediência consiste em ficar na minha profissão, na família, e servir a JESUS ai mesmo (Não perdendo a visão do todo “O MUNDO”).
· A chamada é acompanhada da missão (tarefa), DEUS te chama e te dar uma tarefa...
Ninguém é chamado pelo senhor JESUS, vive vagando sem destino.
Andando de um lado para outro.
Lembre-se quer DEUS não é DEUS de confusão. Portanto, quando ele chama , comissiona para uma obra especifica.
6 - Quando DEUS chama?
· Não tem faixa etária definida, como vemos a seguir
Desde O ventre, o senhor chamou Jeremias Jr 1: 5 e Paulo Gl 1: 15-16.
O senhor chamou Samuel quando este era bem jovem 1sm 3:3-20, também Davi 1sm16: 11-13 e, possivelmente Timóteo Conclusão: Deve ficar claro, que, estar em cristo me dá a certeza que o Espírito Santo habita em mim, e por isso eu tenho o pleno direito e dever de ter convicção da minha salvação, pois o que Cristo fez, foi poderosamente suficiente para isso. Como crente tenho que testemunhar de Cristo, mas nunca posso deixar este testemunho vazio de conteúdo bíblico, mesmo que eu não seja um pregar, toda vez que for compartilhar algo de Cristo ou sobre a salvação que cristo conquistou, ou sobre o projeto maravilho de DEUS para o homem, nunca deve esquecer-se de fazer isso segundo o que Bíblia diz.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
HISTÓRIA DE MISSÕES
INTRODUÇÃO
A igreja cristã, em suas diferentes expressões, sempre tem tido a consciência de possuir uma missão no mundo. O entendimento dessa missão varia de uma confissão para outra, mas inclui no mínimo o objetivo de anunciar o evangelho (a mensagem cristã) a outros povos e culturas, e implantar a igreja entre esses povos. Alguns períodos da história do cristianismo foram especialmente dinâmicos no que diz respeito ao esforço missionário da igreja. Um desses períodos foi o que teve início com as grandes navegações empreendidas por diversas nações européias no final do século 15 e início do século 16. Tais viagens, que tinham primariamente objetivos comerciais, tiveram como resultado um contato sem precedentes com novos povos e regiões do planeta. Adicionalmente, esse período coincidiu com a ocorrência de profundas transformações religiosas na vida da Europa, notadamente o surgimento da Reforma Protestante e a revitalização do catolicismo romano em reação à mesma. Esse catolicismo militante tomou a dianteira no que diz respeito às missões mundiais.IGREJA PRIMITIVA
GRANDE COMISSÃO: MATEUS 28:18-20
DESPERTAMENTO: ATOS 1:8
ÁREA DE ALCANCE: JERUSALÉM, JUDÉIA, SAMARIA E OS CONFINS DA TERRA.
DIANTE DE PERSEGUIÇÃO A IGREJA PRIMITIVA ALCANÇOU TODA A ÁSIA MENOR E PARTE DA EUROPA PARA O SENHOR JESUS.
A história do cumprimento do mandato de Jesus de se fazer discípulos de todas as nações confunde-se com a história do Cristianismo. Como não poderia deixar de ser, ao fazer missões, a Igreja cresce
Segundo Bertil, os discípulos de Jesus tomaram o seguinte rumo:
João - na Ásia
Pedro - em Ponto, Galácia, Bitínia e Capadócia
Mateus - outras nações
Bartolomeu – Índia
Tomé - entre os partos (Iran, Iraque, Paquistão), Índia
Marcos - no Egito
Simão, o zelote - na Pérsia
Tiago, o grande - na Espanha
Tiago, o justo - na Arábia
“Filipe - na Frigia”
A CORRUPÇÃO DA IGREJA:
A IGREJA FOI SUBTERRÂNEA ATÉ O ANO 313, DATA EM QUE CONSTANTINO ADOTA O CRISTIANISMO. NESTA DATA É OFICIALIZADA (IGREJA LIGADA AO ESTADO). HERESIA ENTRA NA IGREJA, BATISMO INFANTIL, ADORAÇÃO DE IMAGENS, ETC.
OS CRENTES DESCONTENTES SÃO PERSEGUIDOS E A IGREJA VERDADEIRA CONTINUA SUBTERRÂNEA, SENDO OS CRENTES APELIDADOS (NOVACIANOS, PURITANOS, CÁTAROS, DONATISTAS, PAULICIANOS, ANABATISTAS, ETC.)
ANO 500 - OFICIALIZAÇÃO DO PAPADO
A IGREJA DE ROMA FAZ MISSÕES ATRAVÉS DOS MOSTEIROS
DO ANO 500 AO ANO 1500 FORAM 1000 ANOS DE INCERTEZAS. SURGEM AS MIGRAÇÕES DE TRIBOS DENTRO DA EUROPA: GODOS, VIZIGODOS, LOMBARDOS. ESTAS TRIBOS ADOTAM O "CRISTIANISMO DA IGREJA DE ROMA", NUM TEMPO DE 1000 ANOS, MESMO ASSIM POR MEIO DE PRESSÃO, AMEAÇAS E GUERRAS.
A IGREJA PERSEGUIDA:
A IGREJA PERSEGUIDA FAZ A OBRA, NA BASE DA EVANGELIZAÇÃO PESSOAL E COM O ESTILO DE VIDA CRISTÃO GENUINO. DESTACAMOS OS VALDENSES, NO NORTE DA ITÁLIA E OS REFORMADORES QUE SURGIRAM DENTRO DA IGREJA DE ROMA, JOÃO WICLYFE(INGLATERRA), JOÃO HUSS(TCHECOSLOVÁQUIA), SAVONAROLA(ITÁLIA) E MARTINHO LUTERO NA ALEMANHA, ETC.
REFORMA PROTESTANTE E IMPRENSA:
A REFORMA PROTESTANTE DEU UM IMPULSO MUITO GRANDE NA PROPAGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS, ATRAVÉS DA IMPRENSA PODE-SE TRADUZIR A BÍBLIA NA LINGUAGEM DO POVO E ESTE POVO COMEÇOU A TER ACESSO DIRETAMENTE À PALAVRA, SEM SER ATRAVÉS DOS CLÉRICOS DA ÉPOCA.
OS JESUITAS SURGEM DEPOIS DA REFORMA PROTESTANTE.
Após a Reforma Religiosa de Martinho Lutero, surgiram alguns grupos que tentaram reiniciar missões protestantes: As primeiras tentativas de missões aos indígenas americanos, todas infrutíferas, ocorreram no Brasil, nas Índias Ocidentais e no Suriname (séculos 16 e 17). Nessa época surgiram as primeiras missões evangélicas inglesas, voltadas para a América do Norte: a Sociedade para a Propagação do Evangelho na Nova Inglaterra (1649), a Sociedade para a Promoção do Conhecimento Cristão (1698) e a Sociedade para a Propagação do Evangelho em Terras Estrangeiras (1701).
OS PURITANOS - o nome é originado da vontade de purificar-se dos resquícios católicos romanos. A idéia puritana expandiu-se também para a purificação da sociedade por parte dos seus seguidores. Um dos mais famosos puritanos é John Bunyan, autor de “O Peregrino”. Em termos missionários, apenas a influência puritana deixada a algumas Igrejas foi contribuição dos puritanos. Este movimento surgiu no século XVII.
PIETISMO - Originou-se no meio da Igreja Luterana, no final de 1600, e propunha reformas à tradição protestante que já se acomodava. Phillip J. Spener (1631 - 1705) é considerado o Pai do Pietismo. Os pietistas influenciaram grandemente o trabalho missionário de sua época. O movimento missionário protestante teve seus primórdios com o pietismo alemão, um movimento de renovação do luteranismo liderado por Philip Spener e Auguste Francke, com sede na Universidade de Halle (1694). A colaboração entre o rei da Dinamarca e os pietistas resultou na primeira missão protestante, que enviou os missionários Bartolomeu Ziegenbalg e Henrique Plütschau para Tranquebar, na Índia, em 1705.
A MISSÃO HALLE - Esta foi a primeira missão européia as enviar missionários. Nasceu de uma união com o governo dinamarquês e os pietistas.
OS MORÁVIOS - Talvez sejam os mais exemplares dos movimentos missionários até hoje. De cada 60 membros, 1 era missionário, que foram enviados a todos os cinco continentes. Seu Líder era o Conde Nicolau Ludwing Zanzerdof (1700 - 1760). Os pietistas influenciaram o conde Nikolaus Ludwig von Zinzendorf (1700-1760), que acolheu em sua propriedade na Saxônia um grupo de refugiados morávios perseguidos pela Contra-Reforma, herdeiros do pré-reformador tcheco João Hus. Sob a liderança do piedoso Zinzendorf, os morávios empreenderam um vigoroso movimento missionário que até 1760 enviou 226 missionários a São Tomás (Ilhas Virgens), Groenlândia, Suriname, Costa do Ouro, África do Sul, Jamaica, Antigua e aos índios norte-americanos.
Ao longo dos 1600 anos seguintes, a Igreja passou por muitas transformações, mas a partir do ano 1750, tem-se início o período de Missões Modernas, que resumimos assim: Os dois nomes mais famosos destas era, também chamada de 1º era de missões modernas são Willian Carey e Hudson Taylor.
Carey Os ingleses, influenciados tanto pelos pietistas e morávios quanto pelo avivamento evangélico do século 18, iniciaram um movimento de oração intercessória pela conversão dos pagãos. Um líder de grande impacto foi o batista William Carey (1761-1834), considerado “o pai das missões modernas”. Em 1792, ele publicou “Um estudo sobre a obrigação dos cristãos de usarem meios para a conversão dos pagãos” e pregou um célebre sermão baseado em Isaías 54.2-3. Vencendo muita oposição e desânimo, fundou com vários companheiros a Sociedade Batista Particular para a Propagação do Evangelho entre os Pagãos, depois denominada Sociedade Missionária Batista. Em 1793, Carey foi para a Índia, onde passou o restante da sua vida e traduziu a Bíblia para vários idiomas. ele que disse: “espere grandes coisas de Deus; tente grandes coisas para DeusHudson Taylor (1832-1905) - Filho de um farmacêutico, ainda na Inglaterra abdicou do conforto e, em 1853 viajou para China. Foi o pioneiro nas “missões de fé”. Organizou a Missão para o Interior da China. Taylor mudou dois conceitos até então não percebidos por seus antecessores: as necessidades dos povos no interior dos países e não apenas missões no litoral e, a vida pela fé no ministério. Destacou-se também pelo grande amor aos chineses e o intenso desejo de se identificar culturalmente com o povo. Outros nomes importantes são:
Adoniram Judson (1788 - 1850) - Missionário nas Índia e na Birmânia.
Robert Moffat ( 1795 - 1883) - Pioneiro em missões na África do Sul.
David Livingstone (1813 - 1873) - Um dos mais famosos missionários ao interior da África.
Robert Morrison (1782 - 1834) - Na China, foi o primeiro a traduzir a Bíblia para Chinês.
John Paton (1824 - 1907) - Desenvolveu um belíssimo trabalho nas Ilhas do Pacífico.
É importante destacar o trabalho dos jovens em missões em cerca de 200 anos, desde Zinzerdof até o Movimento Voluntário Estudantil.
Zinzerdof, líder dos Morávios foi aluno da Escola Paedagogium, em Halle, Alemanha. Lá organizou a Ordem Do Grão Mostarda, junto com os outros cinco jovens. Como resultado, em 1732, foram enviados os dois primeiros missionários morávios para a Ilha São Tomé, nas Antilhas.
Charles Wesley entrou para faculdade da Igreja de Cristo em 1726, onde seu irmão, John, formara-se no ano anterior. Ele organizou o “Clube do Santos” e oravam sobre as oportunidades para operações missionárias. Como conseqüência, John viajou para a colônia da Georgia (atual estado da Georgia no E.U.A) para evangelizar os índios.
Charles Simeon foi outro estudante a organizar grupos com motivação a atividades missionárias na Universidade de Cambridge.
Samuel Mills foi o fundador de um dos mais expressivos movimentos do séc. XIX. A história formada por Mills tem sua origem no que ficou conhecido de “a oração do monte de feno”. Em 1806, Mills e mais quatro colegas foram orar, como de costume, quando foram pegos de surpresa por uma tempestade. Esconderam-se debaixo de um monte de feno e enquanto aguardavam a chuva passar, oraram ardentemente por um despertamento no interesse dos trabalhos missionários entre os estudantes. “ Foi a partir desta reunião do monte de feno que o movimento de missões estrangeira das Igrejas dos EUA tiveram seu impulso inicial” Ralph Winter - Missões Transculturais - vol III).
O Movimento Voluntário Estudantil - MVE tem suas raízes na oração do monte de feno, realizada no Willians College. Em 1886, 251 estudantes reuniram-se no Monte Hermon para uma série de estudos. Como conseqüência cem alunos se voluntariaram para missões no exterior. Durante os dois anos seguintes, Robert G. Wilder e John Forman visitaram 167 escolas e faculdades divulgando a visão do MVE, conseguindo sensibilizar 2106 estudantes que se decidiram com missionários. Cinco anos depois, os números eram: 6200 estudantes voluntários de 352 escolas; 321 voluntários partiram para o exterior; 40 faculdades e 32 seminários participavam do sustento dos voluntários.
Cameron Towsend, missionário fruto do MVE, foi enviado à Guatemala na primeira metade deste século XX. Lá deu início ao que hoje conhecemos como Evangelização dos Povos Ocultos. Towsend percebeu que cada país possui vários povos que o formam, com muitas características diferentes.
Finalmente, no início do século 19, um grupo de estudantes do Seminário de Andover, na Nova Inglaterra, criou a “Sociedade de Investigação do Assunto de Missões”, o que levou em 1810 à fundação da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras. Dois anos depois, vários missionários foram enviados para a Ásia, entre os quais Adoniram Judson, que trabalhou na Índia e na Birmânia. Outros campos pioneiros da Junta Americana foram o Ceilão, o Oriente Próximo, a China e Madura, uma ilha da Indonésia.No século 19, outros notáveis missionários protestantes foram: Reginald Heber (Índia e Guido Verbeck, James Hepburn e Samuel Brown (Japão), Horace Underwood e Henry Appenzeller (Coréia), Ludwig Nommensem (Sumatra), Daniel Bliss e Howard Bliss (Síria), Robert Kalley, Ashbel Simonton e William Bagby (Brasil). Entre as mulheres, destacaram-se Mary Slessor (Calabar, África Ocidental), Florence Young (Austrália, Ilhas Salomão e China) e Amy Carmichael (Índia), entre outras.O historiador Kenneth S. Latourette concluiu: “Nunca antes, em um período de igual duração, o cristianismo ou qualquer outra religião tinha penetrado pela primeira vez em uma área tão grande”, no que foi secundado pelo missiólogo J. Herbert Kane: “Nunca dantes na história da igreja cristã se fizera um esforço tão concentrado, organizado e hercúleo visando levar o evangelho até os confins da terra”.Missões em retrospectoA avaliação do esforço missionário nos últimos séculos, quer católico quer protestante, leva a algumas conclusões gerais, tanto positivas como negativas. Em seu livro A Concise History of the Christian World Mission (Breve história da missão cristã mundial), Herbert Kane arrola algumas críticas que têm sido feitas a muitos missionários: (a) tinham um complexo de superioridade; (b) trataram de maneira insensível as religiões “pagãs”; (c) deixaram de distinguir entre o cristianismo e a cultura ocidental; (d) exportaram o denominacionalismo juntamente com o evangelho; (e) deixaram de incentivar a indigenização do cristianismo; (f) foram culpados de paternalismo; (g) não foram sábios no uso dos fundos missionários do Ocidente; (h) identificaram-se muito de perto com o sistema colonial.Ao mesmo tempo, é importante destacar as contribuições positivas de muitos missionários: (a) amaram os povos entre os quais trabalharam; (b) desenvolveram uma apreciação genuína pelas Culturais locais; (c) aprenderam as línguas locais e traduziram as Escrituras; (d) proporcionaram educação moderna para os povos do terceiro mundo; (e) foram os primeiros a crer no potencial dos “nativos”; (f) abriram hospitais, clínicas e escolas de medicina; (g) introduziram reformas sociais e políticas; (h) formaram uma ponte entre o Oriente e o Ocidente; e (i) plantaram a igreja em quase todos os países do mundo.Perguntas para reflexão:
1. Por que a associação entre as missões cristãs e o colonialismo foi tão problemática? Isso ainda acontece hoje?
2. Foi justificável a demora dos protestantes em iniciar missões em âmbito mundial? Por quê?
3. Quais os principais desafios e barreiras enfrentados pelas missões internacionais e transculturais? Como superá-los?
4. Qual deve ser o objetivo maior do esforço missionário em determinada região ou país?
5. Quais são as diferentes ênfases das missões católicas e protestantes?
Sugestões bibliográficas:
CALDAS, Carlos. O último missionário. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
CÉSAR, Elben M. Lenz. História da evangelização no Brasil: dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2000.
GONZÁLEZ, Justo L. Uma história ilustrada do cristianismo. Vol. 7: A era dos conquistadores. São Paulo: Vida Nova, 1983.
NEILL, Stephen. História das missões. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1997.
STEUERNAGEL, Valdir (Org.). A missão da igreja: uma visão panorâmica sobre os desafios e propostas de missão para a igreja na antevéspera do terceiro milênio. Belo Horizonte: Missão Editora, 1994.
A igreja cristã, em suas diferentes expressões, sempre tem tido a consciência de possuir uma missão no mundo. O entendimento dessa missão varia de uma confissão para outra, mas inclui no mínimo o objetivo de anunciar o evangelho (a mensagem cristã) a outros povos e culturas, e implantar a igreja entre esses povos. Alguns períodos da história do cristianismo foram especialmente dinâmicos no que diz respeito ao esforço missionário da igreja. Um desses períodos foi o que teve início com as grandes navegações empreendidas por diversas nações européias no final do século 15 e início do século 16. Tais viagens, que tinham primariamente objetivos comerciais, tiveram como resultado um contato sem precedentes com novos povos e regiões do planeta. Adicionalmente, esse período coincidiu com a ocorrência de profundas transformações religiosas na vida da Europa, notadamente o surgimento da Reforma Protestante e a revitalização do catolicismo romano em reação à mesma. Esse catolicismo militante tomou a dianteira no que diz respeito às missões mundiais.IGREJA PRIMITIVA
GRANDE COMISSÃO: MATEUS 28:18-20
DESPERTAMENTO: ATOS 1:8
ÁREA DE ALCANCE: JERUSALÉM, JUDÉIA, SAMARIA E OS CONFINS DA TERRA.
DIANTE DE PERSEGUIÇÃO A IGREJA PRIMITIVA ALCANÇOU TODA A ÁSIA MENOR E PARTE DA EUROPA PARA O SENHOR JESUS.
A história do cumprimento do mandato de Jesus de se fazer discípulos de todas as nações confunde-se com a história do Cristianismo. Como não poderia deixar de ser, ao fazer missões, a Igreja cresce
Segundo Bertil, os discípulos de Jesus tomaram o seguinte rumo:
João - na Ásia
Pedro - em Ponto, Galácia, Bitínia e Capadócia
Mateus - outras nações
Bartolomeu – Índia
Tomé - entre os partos (Iran, Iraque, Paquistão), Índia
Marcos - no Egito
Simão, o zelote - na Pérsia
Tiago, o grande - na Espanha
Tiago, o justo - na Arábia
“Filipe - na Frigia”
A CORRUPÇÃO DA IGREJA:
A IGREJA FOI SUBTERRÂNEA ATÉ O ANO 313, DATA EM QUE CONSTANTINO ADOTA O CRISTIANISMO. NESTA DATA É OFICIALIZADA (IGREJA LIGADA AO ESTADO). HERESIA ENTRA NA IGREJA, BATISMO INFANTIL, ADORAÇÃO DE IMAGENS, ETC.
OS CRENTES DESCONTENTES SÃO PERSEGUIDOS E A IGREJA VERDADEIRA CONTINUA SUBTERRÂNEA, SENDO OS CRENTES APELIDADOS (NOVACIANOS, PURITANOS, CÁTAROS, DONATISTAS, PAULICIANOS, ANABATISTAS, ETC.)
ANO 500 - OFICIALIZAÇÃO DO PAPADO
A IGREJA DE ROMA FAZ MISSÕES ATRAVÉS DOS MOSTEIROS
DO ANO 500 AO ANO 1500 FORAM 1000 ANOS DE INCERTEZAS. SURGEM AS MIGRAÇÕES DE TRIBOS DENTRO DA EUROPA: GODOS, VIZIGODOS, LOMBARDOS. ESTAS TRIBOS ADOTAM O "CRISTIANISMO DA IGREJA DE ROMA", NUM TEMPO DE 1000 ANOS, MESMO ASSIM POR MEIO DE PRESSÃO, AMEAÇAS E GUERRAS.
A IGREJA PERSEGUIDA:
A IGREJA PERSEGUIDA FAZ A OBRA, NA BASE DA EVANGELIZAÇÃO PESSOAL E COM O ESTILO DE VIDA CRISTÃO GENUINO. DESTACAMOS OS VALDENSES, NO NORTE DA ITÁLIA E OS REFORMADORES QUE SURGIRAM DENTRO DA IGREJA DE ROMA, JOÃO WICLYFE(INGLATERRA), JOÃO HUSS(TCHECOSLOVÁQUIA), SAVONAROLA(ITÁLIA) E MARTINHO LUTERO NA ALEMANHA, ETC.
REFORMA PROTESTANTE E IMPRENSA:
A REFORMA PROTESTANTE DEU UM IMPULSO MUITO GRANDE NA PROPAGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS, ATRAVÉS DA IMPRENSA PODE-SE TRADUZIR A BÍBLIA NA LINGUAGEM DO POVO E ESTE POVO COMEÇOU A TER ACESSO DIRETAMENTE À PALAVRA, SEM SER ATRAVÉS DOS CLÉRICOS DA ÉPOCA.
OS JESUITAS SURGEM DEPOIS DA REFORMA PROTESTANTE.
Após a Reforma Religiosa de Martinho Lutero, surgiram alguns grupos que tentaram reiniciar missões protestantes: As primeiras tentativas de missões aos indígenas americanos, todas infrutíferas, ocorreram no Brasil, nas Índias Ocidentais e no Suriname (séculos 16 e 17). Nessa época surgiram as primeiras missões evangélicas inglesas, voltadas para a América do Norte: a Sociedade para a Propagação do Evangelho na Nova Inglaterra (1649), a Sociedade para a Promoção do Conhecimento Cristão (1698) e a Sociedade para a Propagação do Evangelho em Terras Estrangeiras (1701).
OS PURITANOS - o nome é originado da vontade de purificar-se dos resquícios católicos romanos. A idéia puritana expandiu-se também para a purificação da sociedade por parte dos seus seguidores. Um dos mais famosos puritanos é John Bunyan, autor de “O Peregrino”. Em termos missionários, apenas a influência puritana deixada a algumas Igrejas foi contribuição dos puritanos. Este movimento surgiu no século XVII.
PIETISMO - Originou-se no meio da Igreja Luterana, no final de 1600, e propunha reformas à tradição protestante que já se acomodava. Phillip J. Spener (1631 - 1705) é considerado o Pai do Pietismo. Os pietistas influenciaram grandemente o trabalho missionário de sua época. O movimento missionário protestante teve seus primórdios com o pietismo alemão, um movimento de renovação do luteranismo liderado por Philip Spener e Auguste Francke, com sede na Universidade de Halle (1694). A colaboração entre o rei da Dinamarca e os pietistas resultou na primeira missão protestante, que enviou os missionários Bartolomeu Ziegenbalg e Henrique Plütschau para Tranquebar, na Índia, em 1705.
A MISSÃO HALLE - Esta foi a primeira missão européia as enviar missionários. Nasceu de uma união com o governo dinamarquês e os pietistas.
OS MORÁVIOS - Talvez sejam os mais exemplares dos movimentos missionários até hoje. De cada 60 membros, 1 era missionário, que foram enviados a todos os cinco continentes. Seu Líder era o Conde Nicolau Ludwing Zanzerdof (1700 - 1760). Os pietistas influenciaram o conde Nikolaus Ludwig von Zinzendorf (1700-1760), que acolheu em sua propriedade na Saxônia um grupo de refugiados morávios perseguidos pela Contra-Reforma, herdeiros do pré-reformador tcheco João Hus. Sob a liderança do piedoso Zinzendorf, os morávios empreenderam um vigoroso movimento missionário que até 1760 enviou 226 missionários a São Tomás (Ilhas Virgens), Groenlândia, Suriname, Costa do Ouro, África do Sul, Jamaica, Antigua e aos índios norte-americanos.
Ao longo dos 1600 anos seguintes, a Igreja passou por muitas transformações, mas a partir do ano 1750, tem-se início o período de Missões Modernas, que resumimos assim: Os dois nomes mais famosos destas era, também chamada de 1º era de missões modernas são Willian Carey e Hudson Taylor.
Carey Os ingleses, influenciados tanto pelos pietistas e morávios quanto pelo avivamento evangélico do século 18, iniciaram um movimento de oração intercessória pela conversão dos pagãos. Um líder de grande impacto foi o batista William Carey (1761-1834), considerado “o pai das missões modernas”. Em 1792, ele publicou “Um estudo sobre a obrigação dos cristãos de usarem meios para a conversão dos pagãos” e pregou um célebre sermão baseado em Isaías 54.2-3. Vencendo muita oposição e desânimo, fundou com vários companheiros a Sociedade Batista Particular para a Propagação do Evangelho entre os Pagãos, depois denominada Sociedade Missionária Batista. Em 1793, Carey foi para a Índia, onde passou o restante da sua vida e traduziu a Bíblia para vários idiomas. ele que disse: “espere grandes coisas de Deus; tente grandes coisas para DeusHudson Taylor (1832-1905) - Filho de um farmacêutico, ainda na Inglaterra abdicou do conforto e, em 1853 viajou para China. Foi o pioneiro nas “missões de fé”. Organizou a Missão para o Interior da China. Taylor mudou dois conceitos até então não percebidos por seus antecessores: as necessidades dos povos no interior dos países e não apenas missões no litoral e, a vida pela fé no ministério. Destacou-se também pelo grande amor aos chineses e o intenso desejo de se identificar culturalmente com o povo. Outros nomes importantes são:
Adoniram Judson (1788 - 1850) - Missionário nas Índia e na Birmânia.
Robert Moffat ( 1795 - 1883) - Pioneiro em missões na África do Sul.
David Livingstone (1813 - 1873) - Um dos mais famosos missionários ao interior da África.
Robert Morrison (1782 - 1834) - Na China, foi o primeiro a traduzir a Bíblia para Chinês.
John Paton (1824 - 1907) - Desenvolveu um belíssimo trabalho nas Ilhas do Pacífico.
É importante destacar o trabalho dos jovens em missões em cerca de 200 anos, desde Zinzerdof até o Movimento Voluntário Estudantil.
Zinzerdof, líder dos Morávios foi aluno da Escola Paedagogium, em Halle, Alemanha. Lá organizou a Ordem Do Grão Mostarda, junto com os outros cinco jovens. Como resultado, em 1732, foram enviados os dois primeiros missionários morávios para a Ilha São Tomé, nas Antilhas.
Charles Wesley entrou para faculdade da Igreja de Cristo em 1726, onde seu irmão, John, formara-se no ano anterior. Ele organizou o “Clube do Santos” e oravam sobre as oportunidades para operações missionárias. Como conseqüência, John viajou para a colônia da Georgia (atual estado da Georgia no E.U.A) para evangelizar os índios.
Charles Simeon foi outro estudante a organizar grupos com motivação a atividades missionárias na Universidade de Cambridge.
Samuel Mills foi o fundador de um dos mais expressivos movimentos do séc. XIX. A história formada por Mills tem sua origem no que ficou conhecido de “a oração do monte de feno”. Em 1806, Mills e mais quatro colegas foram orar, como de costume, quando foram pegos de surpresa por uma tempestade. Esconderam-se debaixo de um monte de feno e enquanto aguardavam a chuva passar, oraram ardentemente por um despertamento no interesse dos trabalhos missionários entre os estudantes. “ Foi a partir desta reunião do monte de feno que o movimento de missões estrangeira das Igrejas dos EUA tiveram seu impulso inicial” Ralph Winter - Missões Transculturais - vol III).
O Movimento Voluntário Estudantil - MVE tem suas raízes na oração do monte de feno, realizada no Willians College. Em 1886, 251 estudantes reuniram-se no Monte Hermon para uma série de estudos. Como conseqüência cem alunos se voluntariaram para missões no exterior. Durante os dois anos seguintes, Robert G. Wilder e John Forman visitaram 167 escolas e faculdades divulgando a visão do MVE, conseguindo sensibilizar 2106 estudantes que se decidiram com missionários. Cinco anos depois, os números eram: 6200 estudantes voluntários de 352 escolas; 321 voluntários partiram para o exterior; 40 faculdades e 32 seminários participavam do sustento dos voluntários.
Cameron Towsend, missionário fruto do MVE, foi enviado à Guatemala na primeira metade deste século XX. Lá deu início ao que hoje conhecemos como Evangelização dos Povos Ocultos. Towsend percebeu que cada país possui vários povos que o formam, com muitas características diferentes.
Finalmente, no início do século 19, um grupo de estudantes do Seminário de Andover, na Nova Inglaterra, criou a “Sociedade de Investigação do Assunto de Missões”, o que levou em 1810 à fundação da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras. Dois anos depois, vários missionários foram enviados para a Ásia, entre os quais Adoniram Judson, que trabalhou na Índia e na Birmânia. Outros campos pioneiros da Junta Americana foram o Ceilão, o Oriente Próximo, a China e Madura, uma ilha da Indonésia.No século 19, outros notáveis missionários protestantes foram: Reginald Heber (Índia e Guido Verbeck, James Hepburn e Samuel Brown (Japão), Horace Underwood e Henry Appenzeller (Coréia), Ludwig Nommensem (Sumatra), Daniel Bliss e Howard Bliss (Síria), Robert Kalley, Ashbel Simonton e William Bagby (Brasil). Entre as mulheres, destacaram-se Mary Slessor (Calabar, África Ocidental), Florence Young (Austrália, Ilhas Salomão e China) e Amy Carmichael (Índia), entre outras.O historiador Kenneth S. Latourette concluiu: “Nunca antes, em um período de igual duração, o cristianismo ou qualquer outra religião tinha penetrado pela primeira vez em uma área tão grande”, no que foi secundado pelo missiólogo J. Herbert Kane: “Nunca dantes na história da igreja cristã se fizera um esforço tão concentrado, organizado e hercúleo visando levar o evangelho até os confins da terra”.Missões em retrospectoA avaliação do esforço missionário nos últimos séculos, quer católico quer protestante, leva a algumas conclusões gerais, tanto positivas como negativas. Em seu livro A Concise History of the Christian World Mission (Breve história da missão cristã mundial), Herbert Kane arrola algumas críticas que têm sido feitas a muitos missionários: (a) tinham um complexo de superioridade; (b) trataram de maneira insensível as religiões “pagãs”; (c) deixaram de distinguir entre o cristianismo e a cultura ocidental; (d) exportaram o denominacionalismo juntamente com o evangelho; (e) deixaram de incentivar a indigenização do cristianismo; (f) foram culpados de paternalismo; (g) não foram sábios no uso dos fundos missionários do Ocidente; (h) identificaram-se muito de perto com o sistema colonial.Ao mesmo tempo, é importante destacar as contribuições positivas de muitos missionários: (a) amaram os povos entre os quais trabalharam; (b) desenvolveram uma apreciação genuína pelas Culturais locais; (c) aprenderam as línguas locais e traduziram as Escrituras; (d) proporcionaram educação moderna para os povos do terceiro mundo; (e) foram os primeiros a crer no potencial dos “nativos”; (f) abriram hospitais, clínicas e escolas de medicina; (g) introduziram reformas sociais e políticas; (h) formaram uma ponte entre o Oriente e o Ocidente; e (i) plantaram a igreja em quase todos os países do mundo.Perguntas para reflexão:
1. Por que a associação entre as missões cristãs e o colonialismo foi tão problemática? Isso ainda acontece hoje?
2. Foi justificável a demora dos protestantes em iniciar missões em âmbito mundial? Por quê?
3. Quais os principais desafios e barreiras enfrentados pelas missões internacionais e transculturais? Como superá-los?
4. Qual deve ser o objetivo maior do esforço missionário em determinada região ou país?
5. Quais são as diferentes ênfases das missões católicas e protestantes?
Sugestões bibliográficas:
CALDAS, Carlos. O último missionário. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
CÉSAR, Elben M. Lenz. História da evangelização no Brasil: dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2000.
GONZÁLEZ, Justo L. Uma história ilustrada do cristianismo. Vol. 7: A era dos conquistadores. São Paulo: Vida Nova, 1983.
NEILL, Stephen. História das missões. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1997.
STEUERNAGEL, Valdir (Org.). A missão da igreja: uma visão panorâmica sobre os desafios e propostas de missão para a igreja na antevéspera do terceiro milênio. Belo Horizonte: Missão Editora, 1994.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
NÃO ENTENDO
A coisa muito difícil de entender no nosso Brasil, por exemplo, o analfabetismo é (crime) num País, que educação é para uma elite, onde pessoas escolhem comer (trabalhar), ao invés de estudar (senão morre de fome), e são crucificados por isso.
Outra coisa muito complicada é a discussão sobre condenar à pessoa a pena de morte, não pelo seu crime, mas pelo crime que seu pai cometeu, no país onde não existe pena de morte para criminoso, querem condenar um inocente sem o direto de defesa do crime que não cometeu, se alguém deve ser condenado à morte (não estou defendendo a pena de morte), que pelo menos seja o culpado pelo crime, talvez todos estejam pensando sobre o que este louco esta falando! Claro que estou falando sobre o aborto, quando o mesmo é resultado de uma violência, os outros casos eu nem vou falar, talvez outra hora eu fale sobre outros casos, mas no momento eu quis me ater nestes casos.
Estes dois casos surgiram na minha mente quando caminhava a rua (Vicente de lima cleto) aqui perto da minha casa, achei interecente por no meu blog, com o intuito de os amigos ampliarem estas questões com suas parcipações.
Outra coisa muito complicada é a discussão sobre condenar à pessoa a pena de morte, não pelo seu crime, mas pelo crime que seu pai cometeu, no país onde não existe pena de morte para criminoso, querem condenar um inocente sem o direto de defesa do crime que não cometeu, se alguém deve ser condenado à morte (não estou defendendo a pena de morte), que pelo menos seja o culpado pelo crime, talvez todos estejam pensando sobre o que este louco esta falando! Claro que estou falando sobre o aborto, quando o mesmo é resultado de uma violência, os outros casos eu nem vou falar, talvez outra hora eu fale sobre outros casos, mas no momento eu quis me ater nestes casos.
Estes dois casos surgiram na minha mente quando caminhava a rua (Vicente de lima cleto) aqui perto da minha casa, achei interecente por no meu blog, com o intuito de os amigos ampliarem estas questões com suas parcipações.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
2.4 A Procura de Substitutos à Pregação
Não resta dúvida que a Bíblia nos ensina acerca da centralidade da pregação. O próprio Senhor Jesus dedicava-se à pregação em seu ministério: “Ele porém lhes disse: É necessário que eu vá também às outras cidades e anuncie o evangelho do Reino de Deus; porque para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Judéia.” (Lucas 4:44). Embora Jesus se destacasse pelo seu ensino e pelas curas que operava, a pregação ocupou lugar central em seu ministério.
O verbo grego kerusso, “proclamar”, “anunciar como um arauto”, é aplicado a Jesus tanto no texto acima como em vários outros: “Foi Jesus para a Galiléia pregando o Evangelho de Deus” (Marcos 1:14), “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino...” (Mateus 9:35).
Na Bíblia também aprendemos que Jesus transmitiu esta mesma prioridade aos seus discípulos. O capítulo 3 do Evangelho de Marcos nos descreve que Jesus, depois de orar, “chamou a si os que Ele mesmo queria” e que, vindo a Ele, “designou doze para que estivessem com Ele, e os mandasse pregar...” (v. 13 a 15). Em Lucas 9:2 novamente encontramos que Jesus enviou seus discípulos a pregar.
Que tal prioridade foi abraçada pela Igreja apostólica, o livro de Atos não nos deixa dúvidas. Que a pregação era vista como prioridade pelo apóstolo Paulo, suas cartas bem podem atestar. Em II Timóteo 4:2 o apóstolo transmite ao seu “filho” uma recomendação que bem atesta o que na sua opinião era prioridade no ministério pastoral: “Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino”.
Num artigo publicado em O Jornal Batista, Fausto Aguiar Vasconcelos referiu-se ao célebre Pr. Rúbens Lopes e a uma frase de sua autoria: “O púlpito é o apogeu do ministério pastoral”. Concordando com esta opinião, o articulista enaltece a oportunidade que o pregador tem dominicalmente de ministrar a Palavra de Deus ao seu rebanho e a responsabilidade que isto confere ao pregador. O mesmo afirma que, diante de tamanha responsabilidade, o pastor não deve afastar-se de seu púlpito, a não ser excepcionalmente, justamente porque “o púlpito é a maior arma do pastor”.
Esta mesma opinião é defendida por Lloyd-Jones na obra que é resultado de suas preleções proferidas aos estudantes do Seminário Teológico Westminster, durante seis semanas, em 1969, com o tema “A Pregação e os Pregadores”. Para ele a pregação, além de ser tarefa primordial da Igreja, é a salvação para restabelecer o papel da Igreja no mundo. Ele acreditava que se houver pregação nos moldes corretos as pessoas virão para ouvi-la, pois a pregação sempre atrai pessoas.
Deus continua sendo o mesmo, e o homem continua sendo o mesmo... Ele honrará este método. Esse é o método através do qual as igrejas sempre vieram à existência.
Este mesmo autor comenta acerca dos substitutos da pregação no culto, chamados à existência pelo declínio na importância da pregação. O autor nota uma incrementação do “elemento de entretenimento no culto público”. Este elemento de entretenimento pode relacionar-se a muitas práticas adotadas pelas Igrejas modernas e que visam simplesmente satisfazer o povo. Não que haja erro em “satisfazer o povo”, afinal estamos tratando justamente da necessidade de a pregação atentar para as reais necessidades do povo. Acontece que o tal “entretenimento” que, consequentemente ocupa o lugar deixado pela pregação, não dá ao povo o que este precisa, mas o que o povo gosta.
Esta é a questão: a pregação é insubstituível. Outros elementos do culto podem auxiliar a pregação, mas não substituí-la.
Nos nossos dias já é normal que Igrejas tenham longos momentos de cânticos alegres e juvenis, com suas melodias simples e de fácil aprendizado. Muitas vezes estes cânticos pouco têm a ensinar devido à simplicidade de suas letras que, nem sempre, são elaboradas seguindo preceitos doutrinários corretos. Testemunhos de bênçãos alcançadas, períodos de intercessão, dentre outras práticas, têm feito parte da liturgia de número crescente de nossas Igrejas. Tais coisas não são perniciosas em si, porém, atentamos para que sua utilização acentua-se na medida em que a pregação torna-se insatisfatória.
Aliás, vale ressaltar que no meio “evangélico” nacional coisas espantosas se tem feito. Há expulsões de demônios esdrúxulos, como o da obesidade, da caspa, da bronquite e da asma. Num artigo publicado na revista Ultimato, Marcos Roberto Inhauser, teólogo menonita, refere-se a uma igreja carioca onde plantou-se arruda em frente ao templo para impedir a entrada de demônios. Noutra, segundo o autor, os membros são orientados a vir com um galho de arruda na orelha para impedir que Satanás atrapalhe na hora de ouvir a mensagem.
Inhauser comenta também acerca de uma igreja em Campinas que vendeu folhas da Bíblia do púlpito e orientou os compradores a comê-las para que tivessem a Palavra de Deus “por dentro”. Ainda sobre as tendências de se substituir a pregação por elementos de entretenimento no culto, Inhauser observa:
A exposição séria da Palavra tem cedido lugar aos testemunhos. O louvor praticado em algumas igrejas fala mais de guerra, pisar os inimigos, destruir os adversários, que em voltar a outra face a quem lhe bate em uma, andar a segunda milha e amar os inimigos. Fala-se de guerra e não se menciona que bem aventurados são os pacificadores. Fala-se de conversão sem dar ênfase ao discipulado radical. Fala-se do espiritual sem falar do amor ao próximo na sua necessidade material.
Estes “elementos de entretenimento” realçados nos cultos contemporâneos em muitas Igrejas, mesmo batistas, até funcionam como catalizador do povo, sobretudo a juventude. O problema está na insuficiência da mensagem pregada pois, como afirma o autor acima, há cânticos populares que contém ensinos incompletos ou até antagônicos ao modelo bíblico.
Ultimamente muito se tem comentado acerca do espantoso crescimento da Igreja Universal do Reino de Deus que, em cerca de dezessete anos arrebanhou, segundo a Revista Veja, 3,5 milhões de fiéis e já se espalhou por 34 países. Em número de fiéis só perde para a Igreja Assembléia de Deus; no entanto é a única a possuir uma rede de televisão, com 47 emissoras, um banco, uma gravadora e mais de uma dezena de emissoras de rádio.
Citamos estes dados para exemplificar como, com elementos que não a pregação na sua concepção puramente bíblica, pode-se arrebanhar multidões.. Um de seus ex-bispos, de nome Sérgio Von Helde, protagonista de uma grande polêmica em virtude de ter agredido diante de câmaras de televisão uma imagem da santa católica, Aparecida, em entrevista publicada pela mesma revista, demonstrou ser uma pessoa iletrada, que não lê nada além da Bíblia, nem jornais, e que nunca leu um livro na vida que não fosse a Bíblia.
Esta facilidade de as Igrejas crescerem através de outros recursos que não a prioridade da pregação é observada também no contexto da Igreja norte americana. Warren Wiersbe reconhece esta tendência pelo entretenimento. Para ele o principal substituto à verdadeira pregação é o desejo de que a Igreja receba a aprovação do mundo em geral e das pessoas “importantes”, em particular. Ele afirma que a Igreja de seu país trocou a aprovação de Deus pelos aplausos dos homens. Em busca destes aplausos tanto a pregação como tudo mais que constituem o culto se tornaram em mero entretenimento para o público cristão. Nesta crítica o autor ressalta também o que chama de “culto à personalidade”, uma tendência de valorizar pessoas e ministérios centrados em líderes carismáticos.
Assim, os tidos “elementos de entretenimento” se constituem no meio mais fácil de se arrebanhar pessoas. Ressaltamos ainda que a própria pregação pode se constituir num destes elementos, na medida que se proponha a simplesmente preencher um espaço dentro de uma estratégia.
Entendemos, portanto, que nossos dias são marcados pelo crescente desprestígio da pregação, isto refletindo-se no acentuamento de uma crise de identidade. A relação entre a pregação sem relevância e a insalubridade da vida cristã do povo é incontestável. Observamos ainda que a falta de crescimento de nossas Igrejas é sintoma do lugar ocupado pela pregação nos nossos dias e que a máxima “púlpito inócuo, bancos vazios” explica, ao menos em parte, o esvaziamento de muitos templos. Uma tentativa de impedir a apostasia, que não pelo tradicional método da pregação contextualizada, é a implementação do que chamamos “elementos de entretenimento”.
Acreditamos que os demais elementos do culto precisam contextualizar-se à cultura dos adoradores a fim de torná-los mais que simples assistentes nos cultos. Entretanto, verificamos que o desafio maior dos pregadores é restaurar o prestígio da pregação nos nossos dias. No próximo capítulo indicamos os primeiros passos nesta direção.
Não resta dúvida que a Bíblia nos ensina acerca da centralidade da pregação. O próprio Senhor Jesus dedicava-se à pregação em seu ministério: “Ele porém lhes disse: É necessário que eu vá também às outras cidades e anuncie o evangelho do Reino de Deus; porque para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Judéia.” (Lucas 4:44). Embora Jesus se destacasse pelo seu ensino e pelas curas que operava, a pregação ocupou lugar central em seu ministério.
O verbo grego kerusso, “proclamar”, “anunciar como um arauto”, é aplicado a Jesus tanto no texto acima como em vários outros: “Foi Jesus para a Galiléia pregando o Evangelho de Deus” (Marcos 1:14), “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino...” (Mateus 9:35).
Na Bíblia também aprendemos que Jesus transmitiu esta mesma prioridade aos seus discípulos. O capítulo 3 do Evangelho de Marcos nos descreve que Jesus, depois de orar, “chamou a si os que Ele mesmo queria” e que, vindo a Ele, “designou doze para que estivessem com Ele, e os mandasse pregar...” (v. 13 a 15). Em Lucas 9:2 novamente encontramos que Jesus enviou seus discípulos a pregar.
Que tal prioridade foi abraçada pela Igreja apostólica, o livro de Atos não nos deixa dúvidas. Que a pregação era vista como prioridade pelo apóstolo Paulo, suas cartas bem podem atestar. Em II Timóteo 4:2 o apóstolo transmite ao seu “filho” uma recomendação que bem atesta o que na sua opinião era prioridade no ministério pastoral: “Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino”.
Num artigo publicado em O Jornal Batista, Fausto Aguiar Vasconcelos referiu-se ao célebre Pr. Rúbens Lopes e a uma frase de sua autoria: “O púlpito é o apogeu do ministério pastoral”. Concordando com esta opinião, o articulista enaltece a oportunidade que o pregador tem dominicalmente de ministrar a Palavra de Deus ao seu rebanho e a responsabilidade que isto confere ao pregador. O mesmo afirma que, diante de tamanha responsabilidade, o pastor não deve afastar-se de seu púlpito, a não ser excepcionalmente, justamente porque “o púlpito é a maior arma do pastor”.
Esta mesma opinião é defendida por Lloyd-Jones na obra que é resultado de suas preleções proferidas aos estudantes do Seminário Teológico Westminster, durante seis semanas, em 1969, com o tema “A Pregação e os Pregadores”. Para ele a pregação, além de ser tarefa primordial da Igreja, é a salvação para restabelecer o papel da Igreja no mundo. Ele acreditava que se houver pregação nos moldes corretos as pessoas virão para ouvi-la, pois a pregação sempre atrai pessoas.
Deus continua sendo o mesmo, e o homem continua sendo o mesmo... Ele honrará este método. Esse é o método através do qual as igrejas sempre vieram à existência.
Este mesmo autor comenta acerca dos substitutos da pregação no culto, chamados à existência pelo declínio na importância da pregação. O autor nota uma incrementação do “elemento de entretenimento no culto público”. Este elemento de entretenimento pode relacionar-se a muitas práticas adotadas pelas Igrejas modernas e que visam simplesmente satisfazer o povo. Não que haja erro em “satisfazer o povo”, afinal estamos tratando justamente da necessidade de a pregação atentar para as reais necessidades do povo. Acontece que o tal “entretenimento” que, consequentemente ocupa o lugar deixado pela pregação, não dá ao povo o que este precisa, mas o que o povo gosta.
Esta é a questão: a pregação é insubstituível. Outros elementos do culto podem auxiliar a pregação, mas não substituí-la.
Nos nossos dias já é normal que Igrejas tenham longos momentos de cânticos alegres e juvenis, com suas melodias simples e de fácil aprendizado. Muitas vezes estes cânticos pouco têm a ensinar devido à simplicidade de suas letras que, nem sempre, são elaboradas seguindo preceitos doutrinários corretos. Testemunhos de bênçãos alcançadas, períodos de intercessão, dentre outras práticas, têm feito parte da liturgia de número crescente de nossas Igrejas. Tais coisas não são perniciosas em si, porém, atentamos para que sua utilização acentua-se na medida em que a pregação torna-se insatisfatória.
Aliás, vale ressaltar que no meio “evangélico” nacional coisas espantosas se tem feito. Há expulsões de demônios esdrúxulos, como o da obesidade, da caspa, da bronquite e da asma. Num artigo publicado na revista Ultimato, Marcos Roberto Inhauser, teólogo menonita, refere-se a uma igreja carioca onde plantou-se arruda em frente ao templo para impedir a entrada de demônios. Noutra, segundo o autor, os membros são orientados a vir com um galho de arruda na orelha para impedir que Satanás atrapalhe na hora de ouvir a mensagem.
Inhauser comenta também acerca de uma igreja em Campinas que vendeu folhas da Bíblia do púlpito e orientou os compradores a comê-las para que tivessem a Palavra de Deus “por dentro”. Ainda sobre as tendências de se substituir a pregação por elementos de entretenimento no culto, Inhauser observa:
A exposição séria da Palavra tem cedido lugar aos testemunhos. O louvor praticado em algumas igrejas fala mais de guerra, pisar os inimigos, destruir os adversários, que em voltar a outra face a quem lhe bate em uma, andar a segunda milha e amar os inimigos. Fala-se de guerra e não se menciona que bem aventurados são os pacificadores. Fala-se de conversão sem dar ênfase ao discipulado radical. Fala-se do espiritual sem falar do amor ao próximo na sua necessidade material.
Estes “elementos de entretenimento” realçados nos cultos contemporâneos em muitas Igrejas, mesmo batistas, até funcionam como catalizador do povo, sobretudo a juventude. O problema está na insuficiência da mensagem pregada pois, como afirma o autor acima, há cânticos populares que contém ensinos incompletos ou até antagônicos ao modelo bíblico.
Ultimamente muito se tem comentado acerca do espantoso crescimento da Igreja Universal do Reino de Deus que, em cerca de dezessete anos arrebanhou, segundo a Revista Veja, 3,5 milhões de fiéis e já se espalhou por 34 países. Em número de fiéis só perde para a Igreja Assembléia de Deus; no entanto é a única a possuir uma rede de televisão, com 47 emissoras, um banco, uma gravadora e mais de uma dezena de emissoras de rádio.
Citamos estes dados para exemplificar como, com elementos que não a pregação na sua concepção puramente bíblica, pode-se arrebanhar multidões.. Um de seus ex-bispos, de nome Sérgio Von Helde, protagonista de uma grande polêmica em virtude de ter agredido diante de câmaras de televisão uma imagem da santa católica, Aparecida, em entrevista publicada pela mesma revista, demonstrou ser uma pessoa iletrada, que não lê nada além da Bíblia, nem jornais, e que nunca leu um livro na vida que não fosse a Bíblia.
Esta facilidade de as Igrejas crescerem através de outros recursos que não a prioridade da pregação é observada também no contexto da Igreja norte americana. Warren Wiersbe reconhece esta tendência pelo entretenimento. Para ele o principal substituto à verdadeira pregação é o desejo de que a Igreja receba a aprovação do mundo em geral e das pessoas “importantes”, em particular. Ele afirma que a Igreja de seu país trocou a aprovação de Deus pelos aplausos dos homens. Em busca destes aplausos tanto a pregação como tudo mais que constituem o culto se tornaram em mero entretenimento para o público cristão. Nesta crítica o autor ressalta também o que chama de “culto à personalidade”, uma tendência de valorizar pessoas e ministérios centrados em líderes carismáticos.
Assim, os tidos “elementos de entretenimento” se constituem no meio mais fácil de se arrebanhar pessoas. Ressaltamos ainda que a própria pregação pode se constituir num destes elementos, na medida que se proponha a simplesmente preencher um espaço dentro de uma estratégia.
Entendemos, portanto, que nossos dias são marcados pelo crescente desprestígio da pregação, isto refletindo-se no acentuamento de uma crise de identidade. A relação entre a pregação sem relevância e a insalubridade da vida cristã do povo é incontestável. Observamos ainda que a falta de crescimento de nossas Igrejas é sintoma do lugar ocupado pela pregação nos nossos dias e que a máxima “púlpito inócuo, bancos vazios” explica, ao menos em parte, o esvaziamento de muitos templos. Uma tentativa de impedir a apostasia, que não pelo tradicional método da pregação contextualizada, é a implementação do que chamamos “elementos de entretenimento”.
Acreditamos que os demais elementos do culto precisam contextualizar-se à cultura dos adoradores a fim de torná-los mais que simples assistentes nos cultos. Entretanto, verificamos que o desafio maior dos pregadores é restaurar o prestígio da pregação nos nossos dias. No próximo capítulo indicamos os primeiros passos nesta direção.
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PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
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2.3 A Apostasia dos Membros da Igreja
O Pr. João Falcão Sobrinho, num artigo propondo uma forma de atuação da Igreja para com seus excluídos estima que para cada cem batistas brasileiros haja quarenta e dois excluídos. Ele dá o exemplo de um bairro no Rio de Janeiro onde foi feito um levantamento e constatou-se que ali haviam mais batistas excluídos do que membros da Igreja local. Segundo o manual de “pré-evangelização” da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileiro, em nossas Igrejas, em média, batizou uma pessoa para cada dez que “se convertem” e chegamos a excluir 50% dos que batizamos.
Até que ponto esta apostasia tem a ver com a pregação que se faz na Igreja? Em 1986, num Congresso Nacional de Evangelização e Missões, ocorrido no Rio de Janeiro, o Pr. Irland Pereira de Azevedo apresentou um estudo no qual alistou alguns dos motivos pelos quais igrejas estão morrendo, dentre estes a pretensão de trazer os homens à Igreja antes de lhes falar de Cristo.
Outro motivo apontado pelo ilustre pregador foi “a pregação de um evangelho barato, antropocêntrico e deslembrado da soberania e Senhorio de Cristo”. Isto posto, é inegável que dentre outros fatores, a pregação é estreitamente relacionada ao êxodo que boa parte dos membros empreende das igrejas.
Igrejas com bancos vazios não são, infelizmente, exceções nos nossos dias. Uma explicação para a quantidade de bancos vazios numa Igreja é encontrada no livro de Blackwood, onde transcreve um estudo do inglês Charles Morgan.
O púlpito deveria alimentar as ovelhas e não apenas “divertir a assistência”. O que o ausente exige e deixa continuamente de achar, é algo que o interesse e desafie na Igreja. O que mais o desaponta são os sermões - não como muitos pastores modestamente supõem, por serem longos demais ou porque ofendem o ouvinte, mas pela razão oposta, por serem mesquinhos, por não irem bem ao fundo da questão e por serem conciliadores e tímidos demais... Quando o sermão começa, o que deseja ouvir... É o pastor que, sem temor nem compromisso, relacione o seu assunto, qualquer que seja com as verdades mais profundas do Cristianismo.
Desta forma, parece-nos inegável que dentre outras conseqüências, a apostasia reflete o lugar descaracterizado que a pregação ocupa atualmente em nossas Igrejas e confirma a tese de que bancos vazios refletem púlpitos descontextualizados. Vale lembrar ainda que boa parte dos “apóstatas” termina por vincular-se a outras denominações, geralmente neo-pentecostais.
O abandono da Igreja é visto por Martha Saint de Berberián como, em muitos casos, decorrência da “desnutrição espiritual” a que os membros ficam expostos quando seus pastores não são eficientes no suprimento do “alimento”. Esta autora expõe a necessidade de o pregador estar consciente da variedade de necessidades que envolvem uma congregação para então dedicar-se a supri-la com “uma dieta balanceada” por sermões com temas e objetivos variados, práticos e que toquem as vidas das pessoas com a Verdade de Deus.
Samuel Escobar, professor de Missiologia e Estudos Hispânicos no Eastern Baptist Theological Seminary, em Filadélfia, EUA, batista boliviano e ex-secretário executivo da Aliança Bíblica Universitária, escreveu um artigo em que respondeu à questão do porque do crescimento dos protestantes na América Latina. Segundo fontes citadas pelo autor, os evangélicos chegam a 12,5% da população do continente. Não é difícil perceber que tal índice de crescimento espelha principalmente a expansão das Igrejas Pentecostais e neo-Pentecostais nestas últimas décadas.
A mobilização dos leigos e a ativa participação popular nas tarefas da igreja, marcas características do pentecostalismo, são apontadas por Escobar. Outra característica marcante dos pentecostais é a adentração que tais Igrejas têm junto à população marginalizada com uma proposta de auxílio às suas carências, inclusive materiais que, para o autor, também explica este crescimento. Eles crescem porque “têm conseguido atingir melhor os pobres emocionalmente e consolá-los”.
Sendo assim, deduzimos que grande parte da migração dos membros para denominações pentecostais e neo-pentecostais explica-se pelo tipo de mensagem que recebem ali. Não discutimos a legitimidade da mensagem pentecostal, no entanto, isto nos alerta para o fato de que esta mudança é também conseqüência da insensibilidade dos nossos púlpitos para com essas mesmas necessidades.
Se os médicos de um hospital que tem todos os mecanismos de pesquisa e tratamento das enfermidades da população não se dedicam a utilizar os melhores tratamentos para com os enfermos, estes desistem e vão em busca de alternativas. Nossos pregadores não têm identificado corretamente as doenças do povo de nossas Igrejas e, muitas vezes, lhes têm designado “medicamentos” inócuos.
O Pr. João Falcão Sobrinho, num artigo propondo uma forma de atuação da Igreja para com seus excluídos estima que para cada cem batistas brasileiros haja quarenta e dois excluídos. Ele dá o exemplo de um bairro no Rio de Janeiro onde foi feito um levantamento e constatou-se que ali haviam mais batistas excluídos do que membros da Igreja local. Segundo o manual de “pré-evangelização” da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileiro, em nossas Igrejas, em média, batizou uma pessoa para cada dez que “se convertem” e chegamos a excluir 50% dos que batizamos.
Até que ponto esta apostasia tem a ver com a pregação que se faz na Igreja? Em 1986, num Congresso Nacional de Evangelização e Missões, ocorrido no Rio de Janeiro, o Pr. Irland Pereira de Azevedo apresentou um estudo no qual alistou alguns dos motivos pelos quais igrejas estão morrendo, dentre estes a pretensão de trazer os homens à Igreja antes de lhes falar de Cristo.
Outro motivo apontado pelo ilustre pregador foi “a pregação de um evangelho barato, antropocêntrico e deslembrado da soberania e Senhorio de Cristo”. Isto posto, é inegável que dentre outros fatores, a pregação é estreitamente relacionada ao êxodo que boa parte dos membros empreende das igrejas.
Igrejas com bancos vazios não são, infelizmente, exceções nos nossos dias. Uma explicação para a quantidade de bancos vazios numa Igreja é encontrada no livro de Blackwood, onde transcreve um estudo do inglês Charles Morgan.
O púlpito deveria alimentar as ovelhas e não apenas “divertir a assistência”. O que o ausente exige e deixa continuamente de achar, é algo que o interesse e desafie na Igreja. O que mais o desaponta são os sermões - não como muitos pastores modestamente supõem, por serem longos demais ou porque ofendem o ouvinte, mas pela razão oposta, por serem mesquinhos, por não irem bem ao fundo da questão e por serem conciliadores e tímidos demais... Quando o sermão começa, o que deseja ouvir... É o pastor que, sem temor nem compromisso, relacione o seu assunto, qualquer que seja com as verdades mais profundas do Cristianismo.
Desta forma, parece-nos inegável que dentre outras conseqüências, a apostasia reflete o lugar descaracterizado que a pregação ocupa atualmente em nossas Igrejas e confirma a tese de que bancos vazios refletem púlpitos descontextualizados. Vale lembrar ainda que boa parte dos “apóstatas” termina por vincular-se a outras denominações, geralmente neo-pentecostais.
O abandono da Igreja é visto por Martha Saint de Berberián como, em muitos casos, decorrência da “desnutrição espiritual” a que os membros ficam expostos quando seus pastores não são eficientes no suprimento do “alimento”. Esta autora expõe a necessidade de o pregador estar consciente da variedade de necessidades que envolvem uma congregação para então dedicar-se a supri-la com “uma dieta balanceada” por sermões com temas e objetivos variados, práticos e que toquem as vidas das pessoas com a Verdade de Deus.
Samuel Escobar, professor de Missiologia e Estudos Hispânicos no Eastern Baptist Theological Seminary, em Filadélfia, EUA, batista boliviano e ex-secretário executivo da Aliança Bíblica Universitária, escreveu um artigo em que respondeu à questão do porque do crescimento dos protestantes na América Latina. Segundo fontes citadas pelo autor, os evangélicos chegam a 12,5% da população do continente. Não é difícil perceber que tal índice de crescimento espelha principalmente a expansão das Igrejas Pentecostais e neo-Pentecostais nestas últimas décadas.
A mobilização dos leigos e a ativa participação popular nas tarefas da igreja, marcas características do pentecostalismo, são apontadas por Escobar. Outra característica marcante dos pentecostais é a adentração que tais Igrejas têm junto à população marginalizada com uma proposta de auxílio às suas carências, inclusive materiais que, para o autor, também explica este crescimento. Eles crescem porque “têm conseguido atingir melhor os pobres emocionalmente e consolá-los”.
Sendo assim, deduzimos que grande parte da migração dos membros para denominações pentecostais e neo-pentecostais explica-se pelo tipo de mensagem que recebem ali. Não discutimos a legitimidade da mensagem pentecostal, no entanto, isto nos alerta para o fato de que esta mudança é também conseqüência da insensibilidade dos nossos púlpitos para com essas mesmas necessidades.
Se os médicos de um hospital que tem todos os mecanismos de pesquisa e tratamento das enfermidades da população não se dedicam a utilizar os melhores tratamentos para com os enfermos, estes desistem e vão em busca de alternativas. Nossos pregadores não têm identificado corretamente as doenças do povo de nossas Igrejas e, muitas vezes, lhes têm designado “medicamentos” inócuos.
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PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
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2.2 A Crise de Identidade da Igreja
O que é ser cristão no mundo, hoje? Parece-nos que esta pergunta não tem sido bem respondida pelos pastores com seus sermões. Nossa pesquisa junto aos membros das Igrejas Batistas da região de Campinas aponta que há diversos temas atuais que nunca são abordados por quase a totalidade dos pregadores, embora seus ouvintes vivam num mundo perturbado por tais questões. O mais grave disso é que nossa pesquisa junto aos pastores aponta que boa parte deles nem sequer busca conhecer ou atualizar-se acerca destas questões cruciais e atuais.
É claro que tal alienação por parte dos pastores não se deve pura e simplesmente à má vontade destes, mas a uma estrutura muito mais complexa, explicável pelo diagnóstico da “crise de identidade” que afeta também estes pastores. Pensamos que, de modo geral, os pastores não respondem à pergunta “o que é ser cristão no mundo hoje?” porque, principalmente, não conseguem fazer uma leitura fidedigna da realidade que nos cerca.
A necessidade de a Igreja adaptar-se ao contexto social é reconhecida por Merval Rosa. Para ele na falta desta capacidade está a razão para que a nossa pregação quase sempre se dirija a problemas apenas em termos genéricos. Para ele, damos margem àqueles que nos acusam de pregarmos “uma espécie de alienação”.
Merval Rosa conclui que a pregação é o principal meio para transmitir ao homem códigos que lhe possibilitem ser “sal e luz para a Terra”. Da forma como a pregação é feita hoje, onde o indivíduo ouve que deve tornar-se agente de transformação na sociedade, mas deixa de receber os instrumentos para esta ação, a crise de identidade tende a perpetuar-se.
O indivíduo convertido por nossa pregação fica quase sempre fechado e protegido dentro da comunidade evangélica numa espécie de marginalização social. (...) Em grande número de casos é difícil encontrar a relação entre aquilo em que nós cremos e nosso comportamento na vida cotidiana. Será que um pregador do Evangelho do período apostólico reconheceria nossa pregação? Ao entrar hoje em nossas igrejas para ouvir nossos pregadores o que pensariam que estão querendo dizer? Será que o protestantismo do Brasil se identifica com a fé Bíblica e com o Espírito da Reforma ou está se tornando cada vez mais um moralismo que enaltece a capacidade de autoredenção do homem? Estamos produzindo cristãos que sejam novas criaturas, sal da terra e luz do mundo, força dinâmica de transformação ou meros conformistas a um legalismo asfixiante e a um moralismo castrante?
Interessante notar que Merval Rosa atribui a culpa pelo Cristianismo desfigurado dos nossos dias ao tipo de pregação que se pratica em nossas Igrejas. Atentando para suas ponderações podemos concluir que o resultado deste tipo de pregação geradora de crise produz, não discípulos de Cristo, mas fariseus modernos.
Analisando a Igreja evangélica brasileira deste final de milênio Caio Fábio afirma que o maior problema desta está relacionado à ética. Para ele há uma fraqueza ética na Igreja, cuja raiz deriva-se da “fraqueza reflexiva”.
Essa Igreja alegre e feliz identificada com boa parte da população tem dado muito pouco valor ao estudo e à reflexão na Palavra. Sem o estudo, sem a reflexão, não se adensam no coração de ninguém os referenciais que formam o caráter, que balizam o comportamento, que enchem o ser com conteúdos éticos, que o capacitam a viver não apenas uma santidade religiosa, mas uma santidade social ampla.
Justamente a falta de estudo e reflexão na Palavra é o fator levantado para implementar uma “crise de ser” da Igreja. E qual é a maneira clássica pela qual o povo ouve e reflete na Palavra? Não resta dúvida que na medida em que a pregação torna-se ineficiente e abdica da sua condição e importância que a própria Bíblia lhe atribui, o povo perde os referenciais que lhe possibilitariam viver o Cristianismo na essência.
A realidade social e cultural contemporânea com a qual a Igreja brasileira tenta conviver é descrita por Christian Gillis num artigo onde propõe alternativas à Igreja a fim de galgar o desafio da contextualização. Ele aponta seis principais fatores que determinam esta nova realidade. O primeiro deles ressalta as mudanças políticas e econômicas ocorridas a partir da década de 70 e que, inegavelmente, produziram profundas mudanças sociais. Na visão deste autor tais mudanças geraram uma “crise institucional generalizada” e exigiu também novas respostas teológico-eclesiásticas.
Os outros fatores que, segundo Gillis, cooperam para o surgimento de um novo ordenamento sócio cultural são: o desmantelamento das estruturas e economias comunistas, o desenvolvimento tecnológico nas comunicações, na informática e na biologia, o movimento feminista, a acelerada urbanização, o renascimento místico e a consciência ecológica.
Todos estes fatores correspondem a tendências que têm consolidado uma nova mentalidade com a qual a Igreja precisa aprender a lidar.
É nesta realidade histórica que a Igreja precisa sobreviver e desempenhar sua tarefa. Justamente pela complexidade do panorama histórico é que se acentua a crise de identidade da Igreja. Gillis afirma que a Igreja erra em preocupar-se demasiadamente com o passado, ao mesmo tempo que não percebe as mudanças ocorridas ao redor. Para ele o problema da Igreja não está na questão do “ser Igreja”, mas no “como ser Igreja aqui e agora”. Conclui ser preciso uma remodelação das estruturas da Igreja para que seus membros não sejam submetidos a viver entre as paredes eclesiásticas “respirando uma realidade alheia ao mundo”, sofrendo uma espécie de “esquizofrenia histórica”.
É certa e direta a relação entre a situação de desprestígio do ministério da pregação e a crise de identidade da Igreja. Por isso que a pregação, biblicamente, é a principal tarefa do pastor, justamente porque por ela, principalmente, o povo recebe palavras de vida, não somente de vida eterna, mas de vida abundante em meio à sociedade. Quando pensamos na pregação desta maneira, somos motivados a lembrar de Lloyd-Jones, um entusiasta pelo ministério da pregação.
... o pregador não está ali meramente para falar com eles, nem está ali a fim de divertí-los. Ele se encontra ali - e quero ressaltar isto - para fazer algo em favor daquela gente; ele está ali para produzir resultados de várias modalidades, ele está ali para influenciar pessoas. Não lhe compete meramente influenciar uma parte delas; não lhe compete influenciar suas mentes, ou apenas suas emoções, ou meramente fazer pressão sobre a vontade delas, induzindo-as a se lançarem a alguma atividade qualquer. Mas acha-se ali a fim de tratar da pessoa inteira; e sua pregação tem por intuito atingir a pessoa inteira, no próprio centro da vida. A pregação deveria efetuar uma diferença tal no indivíduo que a ouve, que nunca mais ele fosse a mesma pessoa novamente. Noutras palavras, a pregação é uma transação entre o pregador e o ouvinte. Realiza algo em prol da alma humana, em favor da pessoa inteira, do homem todo; trata dele de maneira vital e radical.
Concordando com a centralidade da pregação no ministério pastoral e de sua vitalidade à saúde do povo de Deus, entendemos não haver dúvidas acerca da relação entre o tipo de pregação descaracterizado de fidelidade bíblica mais aplicação relevante e os sintomas que marcam o Cristianismo dos nossos dias.
Esta crise de identidade pela qual a Igreja passa é diagnosticada por diversos autores. Um deles é Ray Harms-Wiebe, num ensaio intitulado “Estrutura Criativa”, onde propõe caminhos para a Igreja brasileira deste final de milênio.
A Igreja cristã, tanto católica quanto protestante, está em crise. Ela já não desfruta mais da posição privilegiada que mantinha há cinquenta anos. Por isso precisa estudar novamente os relatos bíblicos e redescobrir a razão da sua existência.
Esta crise requer uma análise profunda por parte do Corpo de Cristo acerca do seu contexto sócio-cultural. Este autor sugere que cada comunidade local deve se prostrar diante de Deus e pedir “sua visão” para cumprir um papel relevante dentro do momento histórico.
Sem esta “visão”, seremos uma Igreja destinada a morrer! Esta é a conclusão de J. Scott Horrel com relação à Igreja “tradicional e denominacionalista”. Para ele a razão disto se deve às características que são marcantes nestas Igrejas: formas antiquadas, falta de criatividade, falta de penetração junto à população circunvizinha, preguiça espiritual, baixa ética moral e ignorância das verdades bíblicas.
Obviamente, na medida em que a pregação falha e o crente deixa de reconhecer como ser crente no mundo atual, a consequência mais óbvia disso passa a ser a apostasia, o afastamento dos crentes das Igrejas “tradicionalistas”. Estes crentes ou migram para outras denominações ou voltam-se para o “mundo”.
O que é ser cristão no mundo, hoje? Parece-nos que esta pergunta não tem sido bem respondida pelos pastores com seus sermões. Nossa pesquisa junto aos membros das Igrejas Batistas da região de Campinas aponta que há diversos temas atuais que nunca são abordados por quase a totalidade dos pregadores, embora seus ouvintes vivam num mundo perturbado por tais questões. O mais grave disso é que nossa pesquisa junto aos pastores aponta que boa parte deles nem sequer busca conhecer ou atualizar-se acerca destas questões cruciais e atuais.
É claro que tal alienação por parte dos pastores não se deve pura e simplesmente à má vontade destes, mas a uma estrutura muito mais complexa, explicável pelo diagnóstico da “crise de identidade” que afeta também estes pastores. Pensamos que, de modo geral, os pastores não respondem à pergunta “o que é ser cristão no mundo hoje?” porque, principalmente, não conseguem fazer uma leitura fidedigna da realidade que nos cerca.
A necessidade de a Igreja adaptar-se ao contexto social é reconhecida por Merval Rosa. Para ele na falta desta capacidade está a razão para que a nossa pregação quase sempre se dirija a problemas apenas em termos genéricos. Para ele, damos margem àqueles que nos acusam de pregarmos “uma espécie de alienação”.
Merval Rosa conclui que a pregação é o principal meio para transmitir ao homem códigos que lhe possibilitem ser “sal e luz para a Terra”. Da forma como a pregação é feita hoje, onde o indivíduo ouve que deve tornar-se agente de transformação na sociedade, mas deixa de receber os instrumentos para esta ação, a crise de identidade tende a perpetuar-se.
O indivíduo convertido por nossa pregação fica quase sempre fechado e protegido dentro da comunidade evangélica numa espécie de marginalização social. (...) Em grande número de casos é difícil encontrar a relação entre aquilo em que nós cremos e nosso comportamento na vida cotidiana. Será que um pregador do Evangelho do período apostólico reconheceria nossa pregação? Ao entrar hoje em nossas igrejas para ouvir nossos pregadores o que pensariam que estão querendo dizer? Será que o protestantismo do Brasil se identifica com a fé Bíblica e com o Espírito da Reforma ou está se tornando cada vez mais um moralismo que enaltece a capacidade de autoredenção do homem? Estamos produzindo cristãos que sejam novas criaturas, sal da terra e luz do mundo, força dinâmica de transformação ou meros conformistas a um legalismo asfixiante e a um moralismo castrante?
Interessante notar que Merval Rosa atribui a culpa pelo Cristianismo desfigurado dos nossos dias ao tipo de pregação que se pratica em nossas Igrejas. Atentando para suas ponderações podemos concluir que o resultado deste tipo de pregação geradora de crise produz, não discípulos de Cristo, mas fariseus modernos.
Analisando a Igreja evangélica brasileira deste final de milênio Caio Fábio afirma que o maior problema desta está relacionado à ética. Para ele há uma fraqueza ética na Igreja, cuja raiz deriva-se da “fraqueza reflexiva”.
Essa Igreja alegre e feliz identificada com boa parte da população tem dado muito pouco valor ao estudo e à reflexão na Palavra. Sem o estudo, sem a reflexão, não se adensam no coração de ninguém os referenciais que formam o caráter, que balizam o comportamento, que enchem o ser com conteúdos éticos, que o capacitam a viver não apenas uma santidade religiosa, mas uma santidade social ampla.
Justamente a falta de estudo e reflexão na Palavra é o fator levantado para implementar uma “crise de ser” da Igreja. E qual é a maneira clássica pela qual o povo ouve e reflete na Palavra? Não resta dúvida que na medida em que a pregação torna-se ineficiente e abdica da sua condição e importância que a própria Bíblia lhe atribui, o povo perde os referenciais que lhe possibilitariam viver o Cristianismo na essência.
A realidade social e cultural contemporânea com a qual a Igreja brasileira tenta conviver é descrita por Christian Gillis num artigo onde propõe alternativas à Igreja a fim de galgar o desafio da contextualização. Ele aponta seis principais fatores que determinam esta nova realidade. O primeiro deles ressalta as mudanças políticas e econômicas ocorridas a partir da década de 70 e que, inegavelmente, produziram profundas mudanças sociais. Na visão deste autor tais mudanças geraram uma “crise institucional generalizada” e exigiu também novas respostas teológico-eclesiásticas.
Os outros fatores que, segundo Gillis, cooperam para o surgimento de um novo ordenamento sócio cultural são: o desmantelamento das estruturas e economias comunistas, o desenvolvimento tecnológico nas comunicações, na informática e na biologia, o movimento feminista, a acelerada urbanização, o renascimento místico e a consciência ecológica.
Todos estes fatores correspondem a tendências que têm consolidado uma nova mentalidade com a qual a Igreja precisa aprender a lidar.
É nesta realidade histórica que a Igreja precisa sobreviver e desempenhar sua tarefa. Justamente pela complexidade do panorama histórico é que se acentua a crise de identidade da Igreja. Gillis afirma que a Igreja erra em preocupar-se demasiadamente com o passado, ao mesmo tempo que não percebe as mudanças ocorridas ao redor. Para ele o problema da Igreja não está na questão do “ser Igreja”, mas no “como ser Igreja aqui e agora”. Conclui ser preciso uma remodelação das estruturas da Igreja para que seus membros não sejam submetidos a viver entre as paredes eclesiásticas “respirando uma realidade alheia ao mundo”, sofrendo uma espécie de “esquizofrenia histórica”.
É certa e direta a relação entre a situação de desprestígio do ministério da pregação e a crise de identidade da Igreja. Por isso que a pregação, biblicamente, é a principal tarefa do pastor, justamente porque por ela, principalmente, o povo recebe palavras de vida, não somente de vida eterna, mas de vida abundante em meio à sociedade. Quando pensamos na pregação desta maneira, somos motivados a lembrar de Lloyd-Jones, um entusiasta pelo ministério da pregação.
... o pregador não está ali meramente para falar com eles, nem está ali a fim de divertí-los. Ele se encontra ali - e quero ressaltar isto - para fazer algo em favor daquela gente; ele está ali para produzir resultados de várias modalidades, ele está ali para influenciar pessoas. Não lhe compete meramente influenciar uma parte delas; não lhe compete influenciar suas mentes, ou apenas suas emoções, ou meramente fazer pressão sobre a vontade delas, induzindo-as a se lançarem a alguma atividade qualquer. Mas acha-se ali a fim de tratar da pessoa inteira; e sua pregação tem por intuito atingir a pessoa inteira, no próprio centro da vida. A pregação deveria efetuar uma diferença tal no indivíduo que a ouve, que nunca mais ele fosse a mesma pessoa novamente. Noutras palavras, a pregação é uma transação entre o pregador e o ouvinte. Realiza algo em prol da alma humana, em favor da pessoa inteira, do homem todo; trata dele de maneira vital e radical.
Concordando com a centralidade da pregação no ministério pastoral e de sua vitalidade à saúde do povo de Deus, entendemos não haver dúvidas acerca da relação entre o tipo de pregação descaracterizado de fidelidade bíblica mais aplicação relevante e os sintomas que marcam o Cristianismo dos nossos dias.
Esta crise de identidade pela qual a Igreja passa é diagnosticada por diversos autores. Um deles é Ray Harms-Wiebe, num ensaio intitulado “Estrutura Criativa”, onde propõe caminhos para a Igreja brasileira deste final de milênio.
A Igreja cristã, tanto católica quanto protestante, está em crise. Ela já não desfruta mais da posição privilegiada que mantinha há cinquenta anos. Por isso precisa estudar novamente os relatos bíblicos e redescobrir a razão da sua existência.
Esta crise requer uma análise profunda por parte do Corpo de Cristo acerca do seu contexto sócio-cultural. Este autor sugere que cada comunidade local deve se prostrar diante de Deus e pedir “sua visão” para cumprir um papel relevante dentro do momento histórico.
Sem esta “visão”, seremos uma Igreja destinada a morrer! Esta é a conclusão de J. Scott Horrel com relação à Igreja “tradicional e denominacionalista”. Para ele a razão disto se deve às características que são marcantes nestas Igrejas: formas antiquadas, falta de criatividade, falta de penetração junto à população circunvizinha, preguiça espiritual, baixa ética moral e ignorância das verdades bíblicas.
Obviamente, na medida em que a pregação falha e o crente deixa de reconhecer como ser crente no mundo atual, a consequência mais óbvia disso passa a ser a apostasia, o afastamento dos crentes das Igrejas “tradicionalistas”. Estes crentes ou migram para outras denominações ou voltam-se para o “mundo”.
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PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
2.1 O crescente Desprestígio da Pregação
A observação de que neste século, mais uma vez, a Igreja está marcada com o declínio da pregação, a exemplo do que houve no período pós-apostólico, é demonstrada por Lloyd-Jones que, mesmo tendo algumas posturas “radicais”, defende a pregação como sendo a principal tarefa do pregador e a razão maior do seu chamado.
No final da década de 60 Lloyd-Jones já denunciava algumas das tendências de mudanças na ordem de culto geralmente pretendidas pelas igrejas, chamando-as de “elementos de entretenimento no culto”. Para ele, na medida em que a pregação perdeu sua importância, foi necessário dar ênfase a outras partes do culto. Em sua análise, o maior culpado pelo desprestígio da pregação é o próprio púlpito; toda vez que o púlpito está correto e a pregação é autêntica, isso atrai e arrebanha o povo para ouvir .
Um famoso ministro norte americano, Warrem Wiersbe, destacado pelo ministério radiofônico que desenvolve há décadas e por alguns livros, escreveu uma obra traduzida para o português com o título “A Crise de Integridade”. Nele, o autor reconhece o desprestígio da pregação no meio evangélico de seu país e conclui: “o tipo errado de pregadores, compelido por motivos errados, criou o tipo errado de cristãos mediante a pregação da mensagem errada.”
Desta forma, a pregação que é tão prioritária para a vida da Igreja tem, nos próprios pregadores, os principais responsáveis pelo seu desprestígio. Vale a pena lembrar a definição da pregação segundo Blackwood: “a verdade de Deus proclamada por uma personalidade escolhida com o fim de satisfazer as necessidades humanas”. Ora, podemos concluir que o fato da pregação estar desprestigiada se deve, principalmente, à incapacidade dos púlpitos em “satisfazer” as necessidades humanas.
Aproveitando a definição acima vale ressaltar que o que faz a pregação é a veracidade bíblica exposta fielmente e aplicada relevantemente ao homem contemporâneo. Parece-nos que nos dias atuais nossos pregadores cumprem a primeira das condições e desprezam a segunda.
Estas mesmas duas condições podem ser encontradas na definição de sermão de John H. Jowett. Para ele o sermão tem que ser uma proclamação da verdade “como vitalmente relacionada com os homens e mulheres que vivem”. Ele diz que um sermão precisa tocar a vida onde o toque seja significativo, “tanto nas suas crises como nas suas corriqueirices”. Completa ainda que o sermão precisa ser “aquela verdade que viaja em companhia dos homens morro acima e morro abaixo, ou na planície monótona”.
É justamente por isso que a pregação é tão importante para os ouvintes. Há uma “fome” deste toque especial patrocinado pela Palavra pregada. Na medida em que esta pregação é ineficiente em suprir os ouvintes desta necessidade, deixa de ser prestigiada.
Este desprestígio é observado também por James Crane. Para ele isto se deve, principalmente, à inaptidão em estabelecer objetivos realmente relevantes para a pregação. Crane lembra que a pregação só tem sentido quando imbuída de um propósito persuasivo. Argumentando acerca disso, ele cita G. Campbell Morgan:
Toda pregação tem um só fim, a saber, o de tomar cativa a cidadela central da alma humana, ou seja, a vontade. O intelecto e as emoções constituem vias de aproximação que devemos utilizar. Porém o que temos de recordar sempre é que não temos atingido o verdadeiro fim da pregação enquanto não for atingida a vontade, constrangendo-a a fazer sua escolha de acordo com a verdade que proclamamos.
Sem este caráter persuasivo a pregação perde sua eficácia e, consequentemente, seu prestígio junto à própria Igreja. E qual o resultado para a Igreja deste estágio em que a pregação se encontra? A própria Bíblia, no livro de Provérbios nos mostra o resultado natural da ausência da legítima e eficiente pregação: “Não havendo profecia, o povo se corrompe”.
A observação de que neste século, mais uma vez, a Igreja está marcada com o declínio da pregação, a exemplo do que houve no período pós-apostólico, é demonstrada por Lloyd-Jones que, mesmo tendo algumas posturas “radicais”, defende a pregação como sendo a principal tarefa do pregador e a razão maior do seu chamado.
No final da década de 60 Lloyd-Jones já denunciava algumas das tendências de mudanças na ordem de culto geralmente pretendidas pelas igrejas, chamando-as de “elementos de entretenimento no culto”. Para ele, na medida em que a pregação perdeu sua importância, foi necessário dar ênfase a outras partes do culto. Em sua análise, o maior culpado pelo desprestígio da pregação é o próprio púlpito; toda vez que o púlpito está correto e a pregação é autêntica, isso atrai e arrebanha o povo para ouvir .
Um famoso ministro norte americano, Warrem Wiersbe, destacado pelo ministério radiofônico que desenvolve há décadas e por alguns livros, escreveu uma obra traduzida para o português com o título “A Crise de Integridade”. Nele, o autor reconhece o desprestígio da pregação no meio evangélico de seu país e conclui: “o tipo errado de pregadores, compelido por motivos errados, criou o tipo errado de cristãos mediante a pregação da mensagem errada.”
Desta forma, a pregação que é tão prioritária para a vida da Igreja tem, nos próprios pregadores, os principais responsáveis pelo seu desprestígio. Vale a pena lembrar a definição da pregação segundo Blackwood: “a verdade de Deus proclamada por uma personalidade escolhida com o fim de satisfazer as necessidades humanas”. Ora, podemos concluir que o fato da pregação estar desprestigiada se deve, principalmente, à incapacidade dos púlpitos em “satisfazer” as necessidades humanas.
Aproveitando a definição acima vale ressaltar que o que faz a pregação é a veracidade bíblica exposta fielmente e aplicada relevantemente ao homem contemporâneo. Parece-nos que nos dias atuais nossos pregadores cumprem a primeira das condições e desprezam a segunda.
Estas mesmas duas condições podem ser encontradas na definição de sermão de John H. Jowett. Para ele o sermão tem que ser uma proclamação da verdade “como vitalmente relacionada com os homens e mulheres que vivem”. Ele diz que um sermão precisa tocar a vida onde o toque seja significativo, “tanto nas suas crises como nas suas corriqueirices”. Completa ainda que o sermão precisa ser “aquela verdade que viaja em companhia dos homens morro acima e morro abaixo, ou na planície monótona”.
É justamente por isso que a pregação é tão importante para os ouvintes. Há uma “fome” deste toque especial patrocinado pela Palavra pregada. Na medida em que esta pregação é ineficiente em suprir os ouvintes desta necessidade, deixa de ser prestigiada.
Este desprestígio é observado também por James Crane. Para ele isto se deve, principalmente, à inaptidão em estabelecer objetivos realmente relevantes para a pregação. Crane lembra que a pregação só tem sentido quando imbuída de um propósito persuasivo. Argumentando acerca disso, ele cita G. Campbell Morgan:
Toda pregação tem um só fim, a saber, o de tomar cativa a cidadela central da alma humana, ou seja, a vontade. O intelecto e as emoções constituem vias de aproximação que devemos utilizar. Porém o que temos de recordar sempre é que não temos atingido o verdadeiro fim da pregação enquanto não for atingida a vontade, constrangendo-a a fazer sua escolha de acordo com a verdade que proclamamos.
Sem este caráter persuasivo a pregação perde sua eficácia e, consequentemente, seu prestígio junto à própria Igreja. E qual o resultado para a Igreja deste estágio em que a pregação se encontra? A própria Bíblia, no livro de Provérbios nos mostra o resultado natural da ausência da legítima e eficiente pregação: “Não havendo profecia, o povo se corrompe”.
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PREGAÇÕES DO PR. FAUSTO AGUIAR
REPORTAGEM TENDENCIOSA, mas muito intereçante para se olhar, com um olhar critico
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São Luís (MA) - terça-feira, 30 de setembro de 2008
REVISTA DA FAMÍLIA
Reportagem Tendenciosa, mas muito intereçante para se olhar, com um olhar critico
Crescendo na fé
Elas pregam, dão conselhos, atendem desesperados e prometem cura. Conheça crianças que atuam como pastoras nas igrejas evangélicas do país
Karla Monteiro
Alex Silva de 13 anos, “cura” uma fiel que desmaiou durante vigíliaAlex Silva entra em ação. É sábado, quase meia-noite. Na platéia, mulheres com roupa de domingo e homens trajando as suas melhores fatiotas. Cerca de 800 pessoas, ao todo. O missionário de pouco mais de 1,40m é o segundo pastor a falar na vigília evangélica da Assembléia de Deus que acontece em uma escola no bairro Parada de Taipas, periferia de São Paulo. Ele começa por uma passagem bíblica que diz “há tempo de plantar, há tempo de colher”. Ironicamente, o pregador em questão só tem 13 anos. Com sotaque baiano, terno muito bem passado e sapato de bico fino, o menino segue a cartilha, ora falando baixo e pausadamente, ora aos berros e quase em fúria. O discurso, cuidadosamente articulado, segue em um crescente, levando os fiéis à beira da histeria. Quase três horas depois, vem o golpe de mestre. Alex convida a turba a se aproximar do púlpito. Glória a Deus: o clima agora é de real catarse. Enquanto algumas pessoas pulam e sacodem freneticamente o corpo, outras desmaiam. O garoto coloca-se, então, à disposição para curar as enfermidades do seu rebanho. A fila se forma. Alex pousa a mão na testa de um por um. Todos desabam após serem tocados. Um homem sai dizendo que foi “libertado” de uma insônia que o acompanha há dois anos:— Hoje eu nem vou tomar remédio. Estou morrendo de sono. Meus olhos não estão vermelhos?Uma senhora idosa enfrenta a fila cinco vezes, sempre munida de retratos de parentes. É derrubada, para usar o jargão local, nas cinco investidas. Para colorir a cena já surreal o suficiente para olhos desavisados, 12 meninas vestidas de longo cor-de-rosa, bordados de prateado, protagonizam, ao fundo, um show de dança, bem no estilo das chacretes. Seis horas da manhã. Dia claro. Alex encerra. Hora de criança ir para cama. Aleluia!Por trás do missionário mirim, existe um mundo, segundo as estatísticas do IBGE, habitado por 37 milhões de almas. O Brasil ocupa o posto de terceiro maior país em número de protestantes, distribuídos em mais de cem denominações evangélicas. Os Estados Unidos, o grande líder, têm aproximadamente 55 milhões de protestantes. A atuação de crianças nesse universo — como Alex, Ana Carolina Lucena Dias, de 12 anos, e Paloma Gomes da Silva, também de 12 anos, os pastores mirins que você vai conhecer ao longo desta reportagem — é cada vez mais comum. Elas pregam, dão conselhos espirituais, atendem desesperados de toda ordem, evangelizam e, claro, gravam CDs e DVDs. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos, os produtos gospel abocanham 10% das vendas de CDs e DVDs do país. Só para se comparar: o pop/rock fica com 27% da fatia do bolo e o forró com 15%, enquanto o pagode, a música sertaneja e a MPB têm porcentagem igual: 11%. O axé participa com 3%, a música infantil com 2% e o restante, 10%, fica dividido entre outras variações musicais. Traduzindo em cifras, o setor religioso movimenta sozinho R$ 61 milhões de reais, sem incluir aí, claro, a pirataria. Alex, por exemplo, já está no segundo DVD. Sua vendagem, segundo o pastor Waldir Ruas, uma espécie de mentor espiritual do menino, ainda não está consolidada. Mas seu sucesso é inspirador. Quase milagroso.— Ele está começando. Acabamos de gravar seus DVDs. Para se ter uma idéia, vendemos 70 unidades em exatos três minutos depois de uma pregação num encontro evangélico — conta, animado. — Deus usa muito o Alex para curas. Ele já pregou até na Argentina.Histórias de fé permeiam o caminho dessas crianças que falam de demônios, inimigos e salvação sem nem mesmo terem experimentado o inferno aqui na terra. Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Em uma casa simples, caprichosamente arrumada, vive Ana Carolina Lucena Dias. Aos 12 anos, ela já é uma veterana nos púlpitos país afora. Começou a pregar com apenas 3 anos.
Ana Carolina Lucena Dias, 12 anos. A menina, que montou um Pronto-Socorro Espiritual na casa onde mora com os pais, em Campo Grande, no Rio, começou a pregar aos 3 anos. Nas fotos, ela ora com uma fiel, lidera um culto na Tijuca (abaixo) e autografa um dos quatro CDs que já lançou
De sandália de salto da Melissa, Carol diz, com lágrimas nos olhos, que só está viva por milagre. Aos 2 anos, ficou doente e foi desenganada pelos médicos. O pai, o pastor Ezequiel Dias, da Assembléia de Deus, resolveu, então, entregar o caso para Deus. E, na mesma madrugada, após ouvir uma voz, a menina teria pedido comida. Um ano depois, seu Ezequiel foi a uma rádio, levando a filha a tiracolo, para anunciar uma vigília da sua igreja. O locutor sugeriu que a garotinha fizesse o anúncio. Em vez de dar o recado, Carol começou a pregar. Sem roteiro, sem ensaio. O telefone disparou. Eram fiéis que tinham sido “tocados” pela criança. Estava assim traçado o caminho da menina, que ficou ainda mais conhecida no site YouTube. Carol já percorreu programas de TV e tem quatro CDs gravados. Faz, em média, oito pregações por mês, atende por telefone em seu Pronto-Socorro Espiritual, um escritório bem montado no segundo andar de sua casa, já viajou em missão para a Alemanha e duas vezes para os Estados Unidos. Em breve, será personagem de um documentário produzido pelo canal 4 da Inglaterra. — Na Alemanha, tem uma história engraçada. Lá é proibido pregar na rua. Eu falava Jesus te ama em alemão bem alto. Aí apareceu um carro da polícia. Saímos correndo. Tive que ficar escondida no hotel até a hora do culto — conta. — Não dá para explicar o que eu sinto. Sinto uma alegria enorme vendo pessoas se rendendo ao Senhor. Nosso maior objetivo é alcançar almas para o reino de Deus.Carol é doce, tímida, inteligente, cheia de sonhos. Conta que quer ser juíza, mostra a coleção de ursos de pelúcia e a cama onde dorme, ainda no quarto dos pais. Ela é unha e carne com seu Ezequiel. Inseparáveis, como define a mãe, Suzana. Quando sobe no púlpito, no entanto, a menina vira gente grande. Em uma quinta-feira, na Tijuca, Carol pregou para mais de 500 mulheres da comunidade evangélica da redondeza. A menina pastora começou o show por volta das 21h. Tirou as sandálias e deu início. — Faixa 4, amado, por favor — pediu ao responsável pelo som. Ela recorreu a uma passagem bíblica sobre a prostituta Hagar, que era uma “boa senhora, porém prostituta”. A garota repetiu as palavras “porém prostituta” duas, três, quatro, cinco vezes. Seguiu a pregação por cerca de duas horas, alternando eloqüência e brandura. Concluiu dizendo que, como Hagar, todos têm um porém na vida. — Amados, eu tenho um porém. Vocês têm um porém. Mas tenho certeza que, quaisquer que sejam os nossos poréns, Jesus, Ele, está conosco — arrematou. A platéia explodiu. — Assim como se estuda para uma prova, se estuda para uma pregação. Eu escolho um personagem da Bíblia, pesquiso sobre esse personagem e pego opiniões com o meu pai. No fim, monto um texto-base só para me dar direção. Mas na hora flui, recebo mensagens — garante. — Eu me considero uma adolescente normal. Brinco com as minhas amigas, vou à escola. A diferença é que preciso do meu momento de calma, do meu momento com Deus todos os dias.A explicação para o fenômeno dos pastores mirins é simples, segundo várias correntes. A antroposofia, por exemplo, ciência desenvolvida pelo austro-húngaro Rudolph Steiner, divide a infância em setênios. Nos primeiros sete anos, a criança imita e, de 7 a 14, ela sente, mas ainda não elabora o pensamento. Dentro dessa lógica, os pequenos missionários agem movidos pelo sentimento. Puro instinto. A filósofa Viviane Mosé aposta na associação da força desses sentimentos a uma inteligência acima da média. A pregação seria só a forma que encontraram para expressar a sua capacidade. Já a psicanálise aponta para a “identificação maciça”, como explica Joel Birman: — As crianças entram de cabeça em tudo o que fazem. Os adultos têm mais defesas. No processo de identificação maciça, você é o outro. É mais do que ter o que o outro tem. É ser o outro. Dentro do universo evangélico, ser pastor é o equivalente a ser artista de cinema.
Paloma Gomes da Silva. 12 anos a pastora Palominha, como é conhecida, lê a Bíblia na porta de uma loja de produtos religiosos em São Paulo, onde atrai fiéis como Narriman Vitória, de 3 anos, que já ensaia para virar missionária (acima). Abaixo na foto menor, Paloma brinca com os irmãos em casa
Pastores viram celebridades mirins
Alex Silva, 13 anosO baiano que se mudou para São Paulo para investir na carreira de pastor banca o curandeiro numa vigília que vai até de manhã. Na foto menor, ele se arruma para o culto diante dos filhos do pastor
Na porta de uma loja de produtos religiosos no centro de São Paulo, Paloma Gomes da Silva, de 12 anos, é, de fato, uma celebridade. Seus CDs e DVDs vendem como água. A menina distribui autógrafos enquanto canta e prega para dezenas de fiéis que se aglomeram à sua volta. A pastora Palominha, como é conhecida, começou a carreira aos 7 anos. Até então, fazia showzinhos para as crianças do prédio onde seu pai, Severino Luís da Silva, era zelador. Quando foi demitido do emprego, seu Severino, evangélico ferrenho, resolveu investir no dom da filha. Apostou o fundo de garantia, cerca de R$ 16 mil, na divulgação da garota. Seu primeiro CD vendeu 16 mil cópias. O segundo, recém-lançado, está em 8 mil cópias. E o terceiro chega às lojas no fim do ano. A rotina de Palominha é digna de estrela do show business. Todo dia ela apresenta um programa de uma hora em uma rádio local e faz shows de quinta-feira a domingo — fora as viagens para o interior do país. Paloma vive com os pais e os dois irmãos em uma casa de três cômodos em Interlagos, periferia de São Paulo. A mãe, Eliane, cuida do visual da filha. Semanalmente, compra novos vestidos e sapatos — sempre de salto alto — para ela não fazer feio nos palcos. Palominha gosta de brincar de culto: transforma a tábua de passar roupas em altar e escala o irmão Paulo Henrique, de 11 anos, para tocar bateria, enquanto a mãe e o caçulinha da casa, João Paulo, de 11 meses, viram platéia. A brincadeira serve de ensaio. Ela está se preparando para um tour de dez eventos nos Estados Unidos. — Quero dedicar toda a minha vida à palavra de Deus. As pessoas me pediam para pregar, mas meu pai não deixava. Ele só queria que eu cantasse. Mas, quando eu tinha 9 anos, aconteceu: o pastor não apareceu, eu preguei e Deus fez milagres maravilhosos — conta.Assim como Paloma, Alex também se diverte brincando de pastor. Ele conta que quando ainda era bem pequeno, em Feira de Santana, na Bahia, costumava imitar o líder da igreja local:— Eu pregava em frente ao espelho, pregava para as plantas. Achava interessante, ficava fascinado e imitava.Um dia, Alex tomou coragem e pediu ao pastor para subir no púlpito. Tinha, então, 9 anos. A primeira apresentação foi um sucesso. No ano passado, sem um tostão no bolso, o menino resolveu tentar a sorte em São Paulo. Convenceu a mãe, a doméstica Maria Aparecida, a acompanhá-lo e instalou-se em Osasco. Ele conheceu o pastor Waldir Ruas em um culto. Alex conta que ficou de olho “no sapato bonito do irmão”. Hoje, Ruas cuida da carreira do garoto, que já tem oito sapatos do mesmo modelo e 12 ternos no armário. Alex gosta de assistir aos DVDs dos seus pastores prediletos, de jogar futebol e de passar horas lendo a Bíblia para preparar seus discursos. Ele quer começar a estudar hebraico ainda este ano e pretende fazer duas faculdades: filosofia e teologia. — Já joguei futebol na escolinha do Inter de Milão, mas percebi que não queria jogar bola. Queria pregar. A sensação é muito boa. Adoro quando termino e as pessoas vêm me dizer que sou bom orador — comenta.
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REVISTA DA FAMÍLIA
Reportagem Tendenciosa, mas muito intereçante para se olhar, com um olhar critico
Crescendo na fé
Elas pregam, dão conselhos, atendem desesperados e prometem cura. Conheça crianças que atuam como pastoras nas igrejas evangélicas do país
Karla Monteiro
Alex Silva de 13 anos, “cura” uma fiel que desmaiou durante vigíliaAlex Silva entra em ação. É sábado, quase meia-noite. Na platéia, mulheres com roupa de domingo e homens trajando as suas melhores fatiotas. Cerca de 800 pessoas, ao todo. O missionário de pouco mais de 1,40m é o segundo pastor a falar na vigília evangélica da Assembléia de Deus que acontece em uma escola no bairro Parada de Taipas, periferia de São Paulo. Ele começa por uma passagem bíblica que diz “há tempo de plantar, há tempo de colher”. Ironicamente, o pregador em questão só tem 13 anos. Com sotaque baiano, terno muito bem passado e sapato de bico fino, o menino segue a cartilha, ora falando baixo e pausadamente, ora aos berros e quase em fúria. O discurso, cuidadosamente articulado, segue em um crescente, levando os fiéis à beira da histeria. Quase três horas depois, vem o golpe de mestre. Alex convida a turba a se aproximar do púlpito. Glória a Deus: o clima agora é de real catarse. Enquanto algumas pessoas pulam e sacodem freneticamente o corpo, outras desmaiam. O garoto coloca-se, então, à disposição para curar as enfermidades do seu rebanho. A fila se forma. Alex pousa a mão na testa de um por um. Todos desabam após serem tocados. Um homem sai dizendo que foi “libertado” de uma insônia que o acompanha há dois anos:— Hoje eu nem vou tomar remédio. Estou morrendo de sono. Meus olhos não estão vermelhos?Uma senhora idosa enfrenta a fila cinco vezes, sempre munida de retratos de parentes. É derrubada, para usar o jargão local, nas cinco investidas. Para colorir a cena já surreal o suficiente para olhos desavisados, 12 meninas vestidas de longo cor-de-rosa, bordados de prateado, protagonizam, ao fundo, um show de dança, bem no estilo das chacretes. Seis horas da manhã. Dia claro. Alex encerra. Hora de criança ir para cama. Aleluia!Por trás do missionário mirim, existe um mundo, segundo as estatísticas do IBGE, habitado por 37 milhões de almas. O Brasil ocupa o posto de terceiro maior país em número de protestantes, distribuídos em mais de cem denominações evangélicas. Os Estados Unidos, o grande líder, têm aproximadamente 55 milhões de protestantes. A atuação de crianças nesse universo — como Alex, Ana Carolina Lucena Dias, de 12 anos, e Paloma Gomes da Silva, também de 12 anos, os pastores mirins que você vai conhecer ao longo desta reportagem — é cada vez mais comum. Elas pregam, dão conselhos espirituais, atendem desesperados de toda ordem, evangelizam e, claro, gravam CDs e DVDs. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos, os produtos gospel abocanham 10% das vendas de CDs e DVDs do país. Só para se comparar: o pop/rock fica com 27% da fatia do bolo e o forró com 15%, enquanto o pagode, a música sertaneja e a MPB têm porcentagem igual: 11%. O axé participa com 3%, a música infantil com 2% e o restante, 10%, fica dividido entre outras variações musicais. Traduzindo em cifras, o setor religioso movimenta sozinho R$ 61 milhões de reais, sem incluir aí, claro, a pirataria. Alex, por exemplo, já está no segundo DVD. Sua vendagem, segundo o pastor Waldir Ruas, uma espécie de mentor espiritual do menino, ainda não está consolidada. Mas seu sucesso é inspirador. Quase milagroso.— Ele está começando. Acabamos de gravar seus DVDs. Para se ter uma idéia, vendemos 70 unidades em exatos três minutos depois de uma pregação num encontro evangélico — conta, animado. — Deus usa muito o Alex para curas. Ele já pregou até na Argentina.Histórias de fé permeiam o caminho dessas crianças que falam de demônios, inimigos e salvação sem nem mesmo terem experimentado o inferno aqui na terra. Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Em uma casa simples, caprichosamente arrumada, vive Ana Carolina Lucena Dias. Aos 12 anos, ela já é uma veterana nos púlpitos país afora. Começou a pregar com apenas 3 anos.
Ana Carolina Lucena Dias, 12 anos. A menina, que montou um Pronto-Socorro Espiritual na casa onde mora com os pais, em Campo Grande, no Rio, começou a pregar aos 3 anos. Nas fotos, ela ora com uma fiel, lidera um culto na Tijuca (abaixo) e autografa um dos quatro CDs que já lançou
De sandália de salto da Melissa, Carol diz, com lágrimas nos olhos, que só está viva por milagre. Aos 2 anos, ficou doente e foi desenganada pelos médicos. O pai, o pastor Ezequiel Dias, da Assembléia de Deus, resolveu, então, entregar o caso para Deus. E, na mesma madrugada, após ouvir uma voz, a menina teria pedido comida. Um ano depois, seu Ezequiel foi a uma rádio, levando a filha a tiracolo, para anunciar uma vigília da sua igreja. O locutor sugeriu que a garotinha fizesse o anúncio. Em vez de dar o recado, Carol começou a pregar. Sem roteiro, sem ensaio. O telefone disparou. Eram fiéis que tinham sido “tocados” pela criança. Estava assim traçado o caminho da menina, que ficou ainda mais conhecida no site YouTube. Carol já percorreu programas de TV e tem quatro CDs gravados. Faz, em média, oito pregações por mês, atende por telefone em seu Pronto-Socorro Espiritual, um escritório bem montado no segundo andar de sua casa, já viajou em missão para a Alemanha e duas vezes para os Estados Unidos. Em breve, será personagem de um documentário produzido pelo canal 4 da Inglaterra. — Na Alemanha, tem uma história engraçada. Lá é proibido pregar na rua. Eu falava Jesus te ama em alemão bem alto. Aí apareceu um carro da polícia. Saímos correndo. Tive que ficar escondida no hotel até a hora do culto — conta. — Não dá para explicar o que eu sinto. Sinto uma alegria enorme vendo pessoas se rendendo ao Senhor. Nosso maior objetivo é alcançar almas para o reino de Deus.Carol é doce, tímida, inteligente, cheia de sonhos. Conta que quer ser juíza, mostra a coleção de ursos de pelúcia e a cama onde dorme, ainda no quarto dos pais. Ela é unha e carne com seu Ezequiel. Inseparáveis, como define a mãe, Suzana. Quando sobe no púlpito, no entanto, a menina vira gente grande. Em uma quinta-feira, na Tijuca, Carol pregou para mais de 500 mulheres da comunidade evangélica da redondeza. A menina pastora começou o show por volta das 21h. Tirou as sandálias e deu início. — Faixa 4, amado, por favor — pediu ao responsável pelo som. Ela recorreu a uma passagem bíblica sobre a prostituta Hagar, que era uma “boa senhora, porém prostituta”. A garota repetiu as palavras “porém prostituta” duas, três, quatro, cinco vezes. Seguiu a pregação por cerca de duas horas, alternando eloqüência e brandura. Concluiu dizendo que, como Hagar, todos têm um porém na vida. — Amados, eu tenho um porém. Vocês têm um porém. Mas tenho certeza que, quaisquer que sejam os nossos poréns, Jesus, Ele, está conosco — arrematou. A platéia explodiu. — Assim como se estuda para uma prova, se estuda para uma pregação. Eu escolho um personagem da Bíblia, pesquiso sobre esse personagem e pego opiniões com o meu pai. No fim, monto um texto-base só para me dar direção. Mas na hora flui, recebo mensagens — garante. — Eu me considero uma adolescente normal. Brinco com as minhas amigas, vou à escola. A diferença é que preciso do meu momento de calma, do meu momento com Deus todos os dias.A explicação para o fenômeno dos pastores mirins é simples, segundo várias correntes. A antroposofia, por exemplo, ciência desenvolvida pelo austro-húngaro Rudolph Steiner, divide a infância em setênios. Nos primeiros sete anos, a criança imita e, de 7 a 14, ela sente, mas ainda não elabora o pensamento. Dentro dessa lógica, os pequenos missionários agem movidos pelo sentimento. Puro instinto. A filósofa Viviane Mosé aposta na associação da força desses sentimentos a uma inteligência acima da média. A pregação seria só a forma que encontraram para expressar a sua capacidade. Já a psicanálise aponta para a “identificação maciça”, como explica Joel Birman: — As crianças entram de cabeça em tudo o que fazem. Os adultos têm mais defesas. No processo de identificação maciça, você é o outro. É mais do que ter o que o outro tem. É ser o outro. Dentro do universo evangélico, ser pastor é o equivalente a ser artista de cinema.
Paloma Gomes da Silva. 12 anos a pastora Palominha, como é conhecida, lê a Bíblia na porta de uma loja de produtos religiosos em São Paulo, onde atrai fiéis como Narriman Vitória, de 3 anos, que já ensaia para virar missionária (acima). Abaixo na foto menor, Paloma brinca com os irmãos em casa
Pastores viram celebridades mirins
Alex Silva, 13 anosO baiano que se mudou para São Paulo para investir na carreira de pastor banca o curandeiro numa vigília que vai até de manhã. Na foto menor, ele se arruma para o culto diante dos filhos do pastor
Na porta de uma loja de produtos religiosos no centro de São Paulo, Paloma Gomes da Silva, de 12 anos, é, de fato, uma celebridade. Seus CDs e DVDs vendem como água. A menina distribui autógrafos enquanto canta e prega para dezenas de fiéis que se aglomeram à sua volta. A pastora Palominha, como é conhecida, começou a carreira aos 7 anos. Até então, fazia showzinhos para as crianças do prédio onde seu pai, Severino Luís da Silva, era zelador. Quando foi demitido do emprego, seu Severino, evangélico ferrenho, resolveu investir no dom da filha. Apostou o fundo de garantia, cerca de R$ 16 mil, na divulgação da garota. Seu primeiro CD vendeu 16 mil cópias. O segundo, recém-lançado, está em 8 mil cópias. E o terceiro chega às lojas no fim do ano. A rotina de Palominha é digna de estrela do show business. Todo dia ela apresenta um programa de uma hora em uma rádio local e faz shows de quinta-feira a domingo — fora as viagens para o interior do país. Paloma vive com os pais e os dois irmãos em uma casa de três cômodos em Interlagos, periferia de São Paulo. A mãe, Eliane, cuida do visual da filha. Semanalmente, compra novos vestidos e sapatos — sempre de salto alto — para ela não fazer feio nos palcos. Palominha gosta de brincar de culto: transforma a tábua de passar roupas em altar e escala o irmão Paulo Henrique, de 11 anos, para tocar bateria, enquanto a mãe e o caçulinha da casa, João Paulo, de 11 meses, viram platéia. A brincadeira serve de ensaio. Ela está se preparando para um tour de dez eventos nos Estados Unidos. — Quero dedicar toda a minha vida à palavra de Deus. As pessoas me pediam para pregar, mas meu pai não deixava. Ele só queria que eu cantasse. Mas, quando eu tinha 9 anos, aconteceu: o pastor não apareceu, eu preguei e Deus fez milagres maravilhosos — conta.Assim como Paloma, Alex também se diverte brincando de pastor. Ele conta que quando ainda era bem pequeno, em Feira de Santana, na Bahia, costumava imitar o líder da igreja local:— Eu pregava em frente ao espelho, pregava para as plantas. Achava interessante, ficava fascinado e imitava.Um dia, Alex tomou coragem e pediu ao pastor para subir no púlpito. Tinha, então, 9 anos. A primeira apresentação foi um sucesso. No ano passado, sem um tostão no bolso, o menino resolveu tentar a sorte em São Paulo. Convenceu a mãe, a doméstica Maria Aparecida, a acompanhá-lo e instalou-se em Osasco. Ele conheceu o pastor Waldir Ruas em um culto. Alex conta que ficou de olho “no sapato bonito do irmão”. Hoje, Ruas cuida da carreira do garoto, que já tem oito sapatos do mesmo modelo e 12 ternos no armário. Alex gosta de assistir aos DVDs dos seus pastores prediletos, de jogar futebol e de passar horas lendo a Bíblia para preparar seus discursos. Ele quer começar a estudar hebraico ainda este ano e pretende fazer duas faculdades: filosofia e teologia. — Já joguei futebol na escolinha do Inter de Milão, mas percebi que não queria jogar bola. Queria pregar. A sensação é muito boa. Adoro quando termino e as pessoas vêm me dizer que sou bom orador — comenta.
sábado, 20 de setembro de 2008
QUESTIONÁRIO DE RESPOSTA DO MOBILIZADOR DE MISSÕES
CURSO DE MOBILIZAÇÃO MISSIONÁRIA
SÃO GONÇALO, _____ DE ________________________DE 2008.
ALUNO (a): ________________________________________
QUESTIONÁRIO
1. Você se interessa pela salvação dos perdidos?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Qual é o seu grau de interesse?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Você já leu quando livros sobre o assunto (Missões e Evangelismo)?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4. Jesus morreu para salvar a nossa comunidade ou o mundo?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5. Onde Cristo deve ser anunciado?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6. Quanto você investe por ano para que Cristo seja anunciado neste lugar?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7. Quanto tempo por dia você separa para orar por Missões?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
8. Descreva tudo o que você sabe sobre Missões.
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
9. No seu entendimento o que é Mobilização Missionária?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Para divulgarmos e mobilizarmos, temos que nos envolvermos, temos que ser participantes ativos. Não basta conhecer, tem que estar comprometido com evangelização, além das fronteiras da nossa cultura.
Prof.: Edivaldo Rocha.
SÃO GONÇALO, _____ DE ________________________DE 2008.
ALUNO (a): ________________________________________
QUESTIONÁRIO
1. Você se interessa pela salvação dos perdidos?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Qual é o seu grau de interesse?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Você já leu quando livros sobre o assunto (Missões e Evangelismo)?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4. Jesus morreu para salvar a nossa comunidade ou o mundo?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5. Onde Cristo deve ser anunciado?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6. Quanto você investe por ano para que Cristo seja anunciado neste lugar?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7. Quanto tempo por dia você separa para orar por Missões?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
8. Descreva tudo o que você sabe sobre Missões.
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
9. No seu entendimento o que é Mobilização Missionária?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Para divulgarmos e mobilizarmos, temos que nos envolvermos, temos que ser participantes ativos. Não basta conhecer, tem que estar comprometido com evangelização, além das fronteiras da nossa cultura.
Prof.: Edivaldo Rocha.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Hebreus capitulo 11
15/O9/08
HEBREUS CAPITULO 11
DEUS não necessita que nós creiamos nele para ele existir, mas, se queremos saber se DEUS realmente existe, ele criou uma estrada que nos conduz a ele, e essa estrada ele chamou de fé (v.6), e, mas, ele também criou no final desta estrada de fé, uma continuação para aqueles que querem mais que simplesmente saber que DEUS existe, mas também querem ter um relacionamento com DEUS, E A CONTINUAÇÃO da estrada da fé que nos leva a ter um relacionamento com DEUS se chama JESUS CRISTO (Capitulo 10: 19 – 23), pois ele (JESUS) mesmo disse: EU SOU o caminho a verdade e a vida ninguém vai ao PAI a não ser por MIM.
O único meio de nos chegar a DEUS, é também eo meio de sermos abençoados por ele. Pela fé os grandes homens de DEUS (NOÉ, ABRAÃO, JACÓ, JOSÉ, MOISÉS, DAVI, OS PROFETAS, ETC...) foram ABENÇOADOS, receberam uma promeça, mas por serem fieis, foram agraciados com uma recompensa maior do lhe foi prometido (v. 10).
Que coisa linda são os versículos 15 e 16, o 15 dizem que os que creram, e, não quiseram voltar para suas expectativas humanas (lembraram da sua terra, e, do seu passado, mas, não quiseram deixar a promeça de DEUS), mas aspiraram algo maior, por, mas que eles não sabia o que era, tinham plena confiança em DEUS, por isso DEUS faz uma declaração surpreendentemente linda e maravilhosa sobre estes no v.6b, DEUS diz que não se envergonha de ser chamado de DEUS destes, será que DEUS se sente envergonhado quando eu ou você, diz que ele é o nosso DEUS?
Escolher ficar do lado de DEUS, às vezes é escolher ser perseguido, maltratado, é escolher abdicar do conforto momentâneo para ter um conforto permanente e ETERNO.
Do verso 27 ao 36 fala dos homens de DEUS que, resistiram às adversidades, venceram guerras, tiveram vitórias extraordinárias pela FÉ, mas também pela mesma FÉ, outros foram açoitados, presos, assassinados, tão foi o sofrimento que alguns foram serrados ao meio, mortos a espada, sofreram privações. A BÍBLIA DIZ QUE O MUNDO NÃO ERA DIGNO DESTES HOMENS (V. 38)!!
CONCLUSÃO: com isso eu apreendo que a fé (EM JESUS) É um caminho que me conduz a DEUS, e me qualifica tanto para receber as maravilhosas vitórias, quanto para percorrer os caminhos da vitória, que às vezes são doloridos, difíceis, mas que ao final terei a certeza que valeu apena. A FÉ nos da força para resistir às adversidades da vida e não desistir da promeça de DEUS.
HEBREUS CAPITULO 11
DEUS não necessita que nós creiamos nele para ele existir, mas, se queremos saber se DEUS realmente existe, ele criou uma estrada que nos conduz a ele, e essa estrada ele chamou de fé (v.6), e, mas, ele também criou no final desta estrada de fé, uma continuação para aqueles que querem mais que simplesmente saber que DEUS existe, mas também querem ter um relacionamento com DEUS, E A CONTINUAÇÃO da estrada da fé que nos leva a ter um relacionamento com DEUS se chama JESUS CRISTO (Capitulo 10: 19 – 23), pois ele (JESUS) mesmo disse: EU SOU o caminho a verdade e a vida ninguém vai ao PAI a não ser por MIM.
O único meio de nos chegar a DEUS, é também eo meio de sermos abençoados por ele. Pela fé os grandes homens de DEUS (NOÉ, ABRAÃO, JACÓ, JOSÉ, MOISÉS, DAVI, OS PROFETAS, ETC...) foram ABENÇOADOS, receberam uma promeça, mas por serem fieis, foram agraciados com uma recompensa maior do lhe foi prometido (v. 10).
Que coisa linda são os versículos 15 e 16, o 15 dizem que os que creram, e, não quiseram voltar para suas expectativas humanas (lembraram da sua terra, e, do seu passado, mas, não quiseram deixar a promeça de DEUS), mas aspiraram algo maior, por, mas que eles não sabia o que era, tinham plena confiança em DEUS, por isso DEUS faz uma declaração surpreendentemente linda e maravilhosa sobre estes no v.6b, DEUS diz que não se envergonha de ser chamado de DEUS destes, será que DEUS se sente envergonhado quando eu ou você, diz que ele é o nosso DEUS?
Escolher ficar do lado de DEUS, às vezes é escolher ser perseguido, maltratado, é escolher abdicar do conforto momentâneo para ter um conforto permanente e ETERNO.
Do verso 27 ao 36 fala dos homens de DEUS que, resistiram às adversidades, venceram guerras, tiveram vitórias extraordinárias pela FÉ, mas também pela mesma FÉ, outros foram açoitados, presos, assassinados, tão foi o sofrimento que alguns foram serrados ao meio, mortos a espada, sofreram privações. A BÍBLIA DIZ QUE O MUNDO NÃO ERA DIGNO DESTES HOMENS (V. 38)!!
CONCLUSÃO: com isso eu apreendo que a fé (EM JESUS) É um caminho que me conduz a DEUS, e me qualifica tanto para receber as maravilhosas vitórias, quanto para percorrer os caminhos da vitória, que às vezes são doloridos, difíceis, mas que ao final terei a certeza que valeu apena. A FÉ nos da força para resistir às adversidades da vida e não desistir da promeça de DEUS.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Bibliografia
BIBLIOGRAFIAS.
A missão de enviar: autor, Neal pirolo. Editora, descoberta. (Este livro é essencial para o promotor de missões, todos tem que ter)
Missões Até a Última Fronteira: Cláudio Ananias Machado. Editora, edições KAIRÓS.
O ministério Cristão: autor, jaci C. Maraschin. Editora, Aste.
RELAÇÕES HUMANAS INTERPESSOAIS: autor, Silvino José Fritzen. Editora vozes.
Visão Global: autor, David Botelho. Editora, Horizontes América Latina.
Indicação de leitura: Torturado Por Sua FÉ: Autor, Harlan Popov. Editora, FIEL.
Missões transcultural.
Igreja Local e Missões. Autor: Edison Queiroz. Editora Vida Nova.
A missão de enviar: autor, Neal pirolo. Editora, descoberta. (Este livro é essencial para o promotor de missões, todos tem que ter)
Missões Até a Última Fronteira: Cláudio Ananias Machado. Editora, edições KAIRÓS.
O ministério Cristão: autor, jaci C. Maraschin. Editora, Aste.
RELAÇÕES HUMANAS INTERPESSOAIS: autor, Silvino José Fritzen. Editora vozes.
Visão Global: autor, David Botelho. Editora, Horizontes América Latina.
Indicação de leitura: Torturado Por Sua FÉ: Autor, Harlan Popov. Editora, FIEL.
Missões transcultural.
Igreja Local e Missões. Autor: Edison Queiroz. Editora Vida Nova.
FACILITADOR.
FACILITADOR
Primeiramente, o Facilitador é aquele que foi abertamente designado para ser o responsável pelo processo do grupo. O Facilitador pode ser um elemento externo, ou o “cabeça” do grupo por título ou propriedade, ou mesmo um membro comum que foi designado temporariamente para este propósito. Entretanto, o Facilitador em qualquer circunstância é a pessoa com poderes concedidos pelo grupo que tem como função primordial conduzir o processo.Facilitação, entretanto, não deve jamais ser confundida com Instrução, Aconselhamento, Consultoria, Coaching ou outra função de uma terceira parte. O Facilitador é neutro em relação à solução para o problema criada pelo grupo, objetivo em relação às alternativas e possibilidades para esta solução, comprometido éticamente com a colaboração e a decisão democrática da solução do problema. O Facilitador é o negociador para o processo dentro deste contexto, preocupado em tornar os participantes conscientes de suas próprias opiniões através de reflexão, resumo e clareza. Em situações de conflito, o papel do Facilitador é mais como um mediador, uma terceira parte neutra, encarregado de ajudar uma negociação consensual acontecer. Especificamente em situações de conflito, o papel do Facilitador pode mudar bastante.
Primeiramente, o Facilitador é aquele que foi abertamente designado para ser o responsável pelo processo do grupo. O Facilitador pode ser um elemento externo, ou o “cabeça” do grupo por título ou propriedade, ou mesmo um membro comum que foi designado temporariamente para este propósito. Entretanto, o Facilitador em qualquer circunstância é a pessoa com poderes concedidos pelo grupo que tem como função primordial conduzir o processo.Facilitação, entretanto, não deve jamais ser confundida com Instrução, Aconselhamento, Consultoria, Coaching ou outra função de uma terceira parte. O Facilitador é neutro em relação à solução para o problema criada pelo grupo, objetivo em relação às alternativas e possibilidades para esta solução, comprometido éticamente com a colaboração e a decisão democrática da solução do problema. O Facilitador é o negociador para o processo dentro deste contexto, preocupado em tornar os participantes conscientes de suas próprias opiniões através de reflexão, resumo e clareza. Em situações de conflito, o papel do Facilitador é mais como um mediador, uma terceira parte neutra, encarregado de ajudar uma negociação consensual acontecer. Especificamente em situações de conflito, o papel do Facilitador pode mudar bastante.
MISSÕES DOIS MIL ANOS DE HISTÓRIA.
MISSÕES DOIS MIL ANOS DE HISTÓRIA
Estamos caminhando para dois mil anos de história de Missões. Faz quase dois mil anos que recebemos uma Grande Comissão. “Ide pôr todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15), “Ide Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Esta e a ordem imperativa de Jesus, mas o que fizemos a quase dois mil anos que se passaram? Vamos Observar:
a) Ano 100 a 500 D.C. - A Conquista do Mundo RomanoNos seus primeiros dias a Igreja primitiva falava a língua Aramaica, idioma corrente da Palestina. O Império Romano aceitava a língua grega, tanto para fins comerciais, como para meio de comunicação familiar entre os homens educados. Graças à conquista de Alexandre Magno no século IV a.C., o grego tinha se tornado praticamente uma língua Universal. Quem soubesse grego poderia ir a todo o lado, encontraria amigos com quem falar. Como já estudamos anteriormente, o Apostolo Paulo foi um baluarte da expansão do Cristianismo, e isso sem dúvida graças á contribuição de muitos fatores, sendo um destes fatores a facilidade que tinha de se deslocar de um lado para o outro devido o fato de falar fluentemente o Grego.
Tanto Paulo falava o Grego “Koiné” (falado pela população comum), como também falava o Grego clássico (falado pelos eruditos). Nos primeiros 100 anos do Cristianismo, podemos chamá-los de “Era Apostólica, foi a “Idade de Ouro” da Igreja cristã. Com a morte de Paulo no ano 68 d.C., diminuiu um pouco o ritmo de crescimento das Igrejas. Mas mesmo assim continuavam crescendo. mesmo sob fortes perseguições. Com a morte de João no ano 100 d.C., findou a era apostólica. e a igreja tinha que caminhar com suas próprias pernas.Com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não provocou o fim da igreja cristã. Terminou, sim, a existência nacional dos Judeus, durante um período de mais de 1800 anos. Porém a Igreja de Jerusalém continuou ainda como o primeiro lar da Igreja. Antioquia, na Síria era o segundo lar da Igreja. No tempo de João Crisóstomo (344-407 d.C.), a população de Antioquia chegava à beira de 500.000 habitantes, dos quais, mais da metade da população seriam Cristãos. A Ásia Menor, desde o tempo de Paulo era um dos campos mais prometedores para o trabalho cristão.Após Jerusalém e Antioquia, Roma era o terceiro grande centro do mundo cristão. Porém só no século IV, a igreja de Roma começou a proclamar o seu domínio universal. Após longo período de perseguições imperiais a situação modificou-se, pois o imperador Constantino (274- 227 d.C.), mostrou-se favorável a nova religião, aceitando-a como religião oficial do Estado. Os cristãos pôr fim sair se suas catacumbas, em que viviam algum tempo e beneficiar dos fatores imperiais. No ano 500 d.C. a Igreja ainda quase nada das antigas civilizações da Índia e da China. mas constituíra na maior força civilizadora do mundo Ocidental.
b) Ano 500 d.C. a 1000 d.C. - Missões Cristãs ou Missões Muçulmanas?Poderia parecer que a igreja iria buscar progressos constantes e sem obstáculos, até torna-se literalmente co-extensiva com o mundo habitado com a raça humana. Na realidade a partir do ano 500 d.C., iria entrar no período de conflitos amargos e desanimadores. Envolver-se-ia em lutas desesperadas em duas frentes: numa delas, depois de mais de 500 anos de esforços, sairia quase inteiramente vitoriosa; Na outra iria sofrer terríveis perdas e durante mais de 500 anos limitar-se ia a conservar o que lhe pertencia. Neste período com a queda do império Romano Ocidental em 476 d.C., a Igreja passou de um estado imperial a um estado Feudal. Deixou as armas espirituais de um lado e sua principal tarefa neste período turbulento consistiu em lutar contra os Bárbaros e a Barbárie, a fim de conseguir obter a conversões que não fosse somente animais. Muito mais difícil perigosa e desastrosa foi a luta da Igreja contra o Muçulmanismo. Enquanto no Ocidente a igreja caminhava tropeçando em suas próprias pernas. O império romano Oriental estava sendo conquistado à força pelos muçulmanos liderados pôr Maomé, nascido em Meca, Arábia Saudita no ano 570 d.C., Justamente o berço do Cristianismo estava agora se tornando muçulmano. Sendo assim neste período houve mais esforço das missões muçulmanas do que das missões cristãs. No ano 609 d.C., houve o começo histórico do sistema Papal e a partir deste período a igreja perdeu de vez sua identidade evangélica. Neste período até o ano 1000 d.C., basicamente descreve a hegemonia dos papas, cujos assuntos pertencem à matéria de história do cristianismo. Estamos procurando citar apenas se existem alguns vestígios de Missões nestes períodos da história da Igreja Cristã.
c) Primeira Expansão Européia -100 d.C. a 1500 d.C.O ano 1000 d.C., foi caracterizado pôr enorme terror e ansiedade, ao longo de todo o mundo cristão. Acreditava-se que a era de igreja duraria justamente 1000 anos e que, segundo os cálculos de Dionísio Exíguo, no século IV, que sabemos não serem exato, este prazo de tempo se aproxima do seu fim. Na realidade, nada de especial aconteceu e a história do mundo parecia prosseguir pôr um número indefinido de anos. Nesse período a Europa começava sair dos piores horrores da Idade Média, e no discurso dos quatro séculos seguintes, através do comércio, viagens aventuras militares, arte e arquitetura e finalmente na construção do edifício do pensamento teológico, consistiam como principal tarefa difundir o Cristianismo até seus próprios limites. No ano 1095 d.C., o Papa Urbano II iniciou a primeira cruzada a fim de libertar a Palestina do poder muçulmano e depois disso uma série de outras cruzadas, porém sem lograr nenhum êxito, no campo espiritual. Porém no campo material foi benéfico para expansão do comércio e das grandes navegações pelo Mediterrâneo, quando chegou até as Índias. As grandes navegações continuaram sendo lideradas pela Espanha, que descobriu mais um novo Continente, a América. Neste período houve um crescimento de Missões católicas aliadas às descobertas de novas terras pelos navegadores. Isso pelo fato de em cada embarcação existir um Padre. Exemplo disso foi o descobrimento do Brasil pelos portugueses, os quais trouxeram Padres para catequizar os índios. De maneira que onde os navegadores descobriam uma nova terra, ali era plantada a semente católica. Isso mostra porque o Brasil hoje é um dos países mais católicos do mundo. Nesse período da expansão Européia começou também o despertar da reforma protestante, em meio o avanço das missões católicas nos continentes descobertos. Mas com tudo existiam cristãos espalhados pôr toda parte. Um dos exemplos disso é que em 1500, quando Cabral chegou à Índia encontrou alguns cristãos seguidores do Apostolo Tomé, que segundo a tradição Tomé foi missionário na Índia. Do ano l500 a 1600 d.C., é considerado o período dos descobrimentos. Em 1497, Vasco da Gama, seguindo os passos de Bartolomeu Dias, dobrou o Cabo da Boa Esperança, atravessou o Oceano Indico, chegando verdadeiramente até a Índia.
d) As Missões Católicas Romanas -1600 a 1787 d.C.O Século XVII como o século XVI foi para o mundo católico, um período de grandes e notáveis feitos, embora jamais tenham o mesmo interesse que os esforços pioneiros dos primeiros tempos. Como já vimos no capítulo anterior, no século XVI, a iniciativa pertenceu aos reis da Espanha e de Portugal, e as grandes ordens religiosas desempenhadas pelos jesuítas com os Franciscanos e Dominicanos no sentido de propagar o catolicismo romano nas novas terras descobertas. Em 1622, o Papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação para propaganda da Fé, muitas vezes conhecida apenas como propaganda. Com a chegada da Reforma, incentivada pelo espanhol Inácio de Loyola com a criação da ordem dos Jesuítas que passou a fazer missões empregando a força e a violência. Como a Reforma estava tomando conta de toda a Europa, o catolicismo se viu ameaçado e começou a fazer missões ostensivas, obrigando Judeus e Cristãos que tinham aderido a Reforma virarem católicos forçados.
e) Iniciativas no Oriente e no Ocidente -1600 a 1800 d.C.As Igrejas orientais haviam sido paralisadas pelo avanço Islâmico. A captura da Constantinopla marcou o fim do império do Oriente e da grande história missionária das igrejas de língua grega.As Igrejas Ortodoxas do Sul, dos grandes Patriarcas de Constantinopla. Antioquia, Jerusalém e, Alexandria viveram no meio de inúmeros sofrimentos durante os sucessivos períodos de domínio Árabe e Turco. Com a queda de Constantinopla em 1453 d.C., Moscou era agora a herdeira campeã do mundo bizantino, de maneira que passou a ser conhecida como a "terceira Roma". A Igreja Russa iniciou a sua expansão, fazendo algumas Missões conhecidas como: Missão na Sibéria Ocidental Missão à China (1702 e 1727 d.C.), e Sibéria Ocidental etc.A história das missões apoiadas pelas Igrejas do continente Europeu só começa a formação de um movimento chamado "Pietismo". O "Espiritualismo" do século XVI, o misticismo católico romano, o puritanismo Inglês, a importância pôr estes concedidas à conversão individual, parecem ter desempenhado o seu papel na formação do Pietismo. Os princípios do Pietismo são a procura da conversão pessoal e da santidade, da fraternidade social e da responsabilidade do testemunho. A expectativa do regresso de Cristo que não poderá ser adiada durante muito tempo, será precedida pôr uma grande efusão do Espírito Santo entre os Judeus e pagãos, pôr uma graduação natural do pensamento para um sentido de responsabilidade perante missões "estrangeiras".
f) As Missões Modernas -1800 a 1914 d.C.Certos autores ingleses referem-se freqüentemente a William Carey (1761 - 1834 d.C.), como o "Pai das missões modernas", e define a sua obra com a primeira missão protestante dos tempos modernos. William Carey via a obra missionária como um avanço em cinco direções:Uma vasta pregação do evangelho, pôr todos os métodos possíveis.O reforço da pregação, pôr meio de distribuição de Bíblias em línguas regionais.A criação, o mais cedo possível de uma Igreja.Um estudo profundo das tradições e do pensamento dos povos não cristãos. A preparação, o mais cedo possível de sacerdotes indígenas.Apesar do movimento que William Carey chegou à Índia não ser um movimento propicio para a fundação de uma missão, em cada uma das direções acima ele logrou bons resultados. Com a independência dos Estados Unidos, e a revolução industrial na Inglaterra as missões inglesas e as americanas começaram a se expandir pôr todas as terras estrangeiras. Verificam-se cinco acontecimentos que caracterizaram a história missionária das Igrejas protestantes de então:Consistiu na aceitação do povo britânico, de governar e administrar a Índia. E sendo assim a Rainha Vitória, fez uma proclamação que ninguém seria religiosa. E com esta proclamação os missionários encontrar-se-iam livres dos preconceitos hostis e da discriminação que haviam sofrido por parte do regime da chamada "Companhia".O Segundo acontecimento que contribuiu para expansão missionária das igrejas protestante de então, foi com fim da segunda guerra das potências européias, com a china em 1858, que firmaram uma série de tratados entre aquela potência e varias nações européias garantindo assim a tolerância ao Cristianismo e proteção a pratica de sua fé.O terceiro acontecimento foi o despertar Evangélico, iniciando entre laicos na América, em que participou muitos cristãos, encontrou a sua expressão num sentimento de responsabilidade, em relação ao testemunho de Cristão e ao serviço missionário, atravessou o Atlântico e despertaram muitas zonas, especialmente a Irlanda do Norte.O quarto acontecimento favorável foi quando em 1858, o primeiro missionário dos tempos modernos entrou no Japão, abrindo a porta para que outros entrassem também, e em 1880 marcou um período de rápido crescimento da igreja no Japão. E em 1882, havia 145 missionários e quase 5000 cristãos japoneses protestantes no Japão.O quinto acontecimento positivo se deu em 1857, quando David Livingstone publicava as suas viagens missionárias e investigações na África do Sul. O entusiasmo despertado pôr esta narrativa simultaneamente rigorosa, científica, calorosa e humana foi muito grande. O mundo cristão convencia-se de que chegara o tempo de assaltar a África e de penetrar no próprio coração do continente. Seria possível preencher todo este capítulo com uma relação das sociedades, grupos e organizações missionárias que surgiram entre 1859 e 1914, Porém o espaço é curto.
Pastor Domingos Dias Ferreira
Estamos caminhando para dois mil anos de história de Missões. Faz quase dois mil anos que recebemos uma Grande Comissão. “Ide pôr todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15), “Ide Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Esta e a ordem imperativa de Jesus, mas o que fizemos a quase dois mil anos que se passaram? Vamos Observar:
a) Ano 100 a 500 D.C. - A Conquista do Mundo RomanoNos seus primeiros dias a Igreja primitiva falava a língua Aramaica, idioma corrente da Palestina. O Império Romano aceitava a língua grega, tanto para fins comerciais, como para meio de comunicação familiar entre os homens educados. Graças à conquista de Alexandre Magno no século IV a.C., o grego tinha se tornado praticamente uma língua Universal. Quem soubesse grego poderia ir a todo o lado, encontraria amigos com quem falar. Como já estudamos anteriormente, o Apostolo Paulo foi um baluarte da expansão do Cristianismo, e isso sem dúvida graças á contribuição de muitos fatores, sendo um destes fatores a facilidade que tinha de se deslocar de um lado para o outro devido o fato de falar fluentemente o Grego.
Tanto Paulo falava o Grego “Koiné” (falado pela população comum), como também falava o Grego clássico (falado pelos eruditos). Nos primeiros 100 anos do Cristianismo, podemos chamá-los de “Era Apostólica, foi a “Idade de Ouro” da Igreja cristã. Com a morte de Paulo no ano 68 d.C., diminuiu um pouco o ritmo de crescimento das Igrejas. Mas mesmo assim continuavam crescendo. mesmo sob fortes perseguições. Com a morte de João no ano 100 d.C., findou a era apostólica. e a igreja tinha que caminhar com suas próprias pernas.Com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não provocou o fim da igreja cristã. Terminou, sim, a existência nacional dos Judeus, durante um período de mais de 1800 anos. Porém a Igreja de Jerusalém continuou ainda como o primeiro lar da Igreja. Antioquia, na Síria era o segundo lar da Igreja. No tempo de João Crisóstomo (344-407 d.C.), a população de Antioquia chegava à beira de 500.000 habitantes, dos quais, mais da metade da população seriam Cristãos. A Ásia Menor, desde o tempo de Paulo era um dos campos mais prometedores para o trabalho cristão.Após Jerusalém e Antioquia, Roma era o terceiro grande centro do mundo cristão. Porém só no século IV, a igreja de Roma começou a proclamar o seu domínio universal. Após longo período de perseguições imperiais a situação modificou-se, pois o imperador Constantino (274- 227 d.C.), mostrou-se favorável a nova religião, aceitando-a como religião oficial do Estado. Os cristãos pôr fim sair se suas catacumbas, em que viviam algum tempo e beneficiar dos fatores imperiais. No ano 500 d.C. a Igreja ainda quase nada das antigas civilizações da Índia e da China. mas constituíra na maior força civilizadora do mundo Ocidental.
b) Ano 500 d.C. a 1000 d.C. - Missões Cristãs ou Missões Muçulmanas?Poderia parecer que a igreja iria buscar progressos constantes e sem obstáculos, até torna-se literalmente co-extensiva com o mundo habitado com a raça humana. Na realidade a partir do ano 500 d.C., iria entrar no período de conflitos amargos e desanimadores. Envolver-se-ia em lutas desesperadas em duas frentes: numa delas, depois de mais de 500 anos de esforços, sairia quase inteiramente vitoriosa; Na outra iria sofrer terríveis perdas e durante mais de 500 anos limitar-se ia a conservar o que lhe pertencia. Neste período com a queda do império Romano Ocidental em 476 d.C., a Igreja passou de um estado imperial a um estado Feudal. Deixou as armas espirituais de um lado e sua principal tarefa neste período turbulento consistiu em lutar contra os Bárbaros e a Barbárie, a fim de conseguir obter a conversões que não fosse somente animais. Muito mais difícil perigosa e desastrosa foi a luta da Igreja contra o Muçulmanismo. Enquanto no Ocidente a igreja caminhava tropeçando em suas próprias pernas. O império romano Oriental estava sendo conquistado à força pelos muçulmanos liderados pôr Maomé, nascido em Meca, Arábia Saudita no ano 570 d.C., Justamente o berço do Cristianismo estava agora se tornando muçulmano. Sendo assim neste período houve mais esforço das missões muçulmanas do que das missões cristãs. No ano 609 d.C., houve o começo histórico do sistema Papal e a partir deste período a igreja perdeu de vez sua identidade evangélica. Neste período até o ano 1000 d.C., basicamente descreve a hegemonia dos papas, cujos assuntos pertencem à matéria de história do cristianismo. Estamos procurando citar apenas se existem alguns vestígios de Missões nestes períodos da história da Igreja Cristã.
c) Primeira Expansão Européia -100 d.C. a 1500 d.C.O ano 1000 d.C., foi caracterizado pôr enorme terror e ansiedade, ao longo de todo o mundo cristão. Acreditava-se que a era de igreja duraria justamente 1000 anos e que, segundo os cálculos de Dionísio Exíguo, no século IV, que sabemos não serem exato, este prazo de tempo se aproxima do seu fim. Na realidade, nada de especial aconteceu e a história do mundo parecia prosseguir pôr um número indefinido de anos. Nesse período a Europa começava sair dos piores horrores da Idade Média, e no discurso dos quatro séculos seguintes, através do comércio, viagens aventuras militares, arte e arquitetura e finalmente na construção do edifício do pensamento teológico, consistiam como principal tarefa difundir o Cristianismo até seus próprios limites. No ano 1095 d.C., o Papa Urbano II iniciou a primeira cruzada a fim de libertar a Palestina do poder muçulmano e depois disso uma série de outras cruzadas, porém sem lograr nenhum êxito, no campo espiritual. Porém no campo material foi benéfico para expansão do comércio e das grandes navegações pelo Mediterrâneo, quando chegou até as Índias. As grandes navegações continuaram sendo lideradas pela Espanha, que descobriu mais um novo Continente, a América. Neste período houve um crescimento de Missões católicas aliadas às descobertas de novas terras pelos navegadores. Isso pelo fato de em cada embarcação existir um Padre. Exemplo disso foi o descobrimento do Brasil pelos portugueses, os quais trouxeram Padres para catequizar os índios. De maneira que onde os navegadores descobriam uma nova terra, ali era plantada a semente católica. Isso mostra porque o Brasil hoje é um dos países mais católicos do mundo. Nesse período da expansão Européia começou também o despertar da reforma protestante, em meio o avanço das missões católicas nos continentes descobertos. Mas com tudo existiam cristãos espalhados pôr toda parte. Um dos exemplos disso é que em 1500, quando Cabral chegou à Índia encontrou alguns cristãos seguidores do Apostolo Tomé, que segundo a tradição Tomé foi missionário na Índia. Do ano l500 a 1600 d.C., é considerado o período dos descobrimentos. Em 1497, Vasco da Gama, seguindo os passos de Bartolomeu Dias, dobrou o Cabo da Boa Esperança, atravessou o Oceano Indico, chegando verdadeiramente até a Índia.
d) As Missões Católicas Romanas -1600 a 1787 d.C.O Século XVII como o século XVI foi para o mundo católico, um período de grandes e notáveis feitos, embora jamais tenham o mesmo interesse que os esforços pioneiros dos primeiros tempos. Como já vimos no capítulo anterior, no século XVI, a iniciativa pertenceu aos reis da Espanha e de Portugal, e as grandes ordens religiosas desempenhadas pelos jesuítas com os Franciscanos e Dominicanos no sentido de propagar o catolicismo romano nas novas terras descobertas. Em 1622, o Papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação para propaganda da Fé, muitas vezes conhecida apenas como propaganda. Com a chegada da Reforma, incentivada pelo espanhol Inácio de Loyola com a criação da ordem dos Jesuítas que passou a fazer missões empregando a força e a violência. Como a Reforma estava tomando conta de toda a Europa, o catolicismo se viu ameaçado e começou a fazer missões ostensivas, obrigando Judeus e Cristãos que tinham aderido a Reforma virarem católicos forçados.
e) Iniciativas no Oriente e no Ocidente -1600 a 1800 d.C.As Igrejas orientais haviam sido paralisadas pelo avanço Islâmico. A captura da Constantinopla marcou o fim do império do Oriente e da grande história missionária das igrejas de língua grega.As Igrejas Ortodoxas do Sul, dos grandes Patriarcas de Constantinopla. Antioquia, Jerusalém e, Alexandria viveram no meio de inúmeros sofrimentos durante os sucessivos períodos de domínio Árabe e Turco. Com a queda de Constantinopla em 1453 d.C., Moscou era agora a herdeira campeã do mundo bizantino, de maneira que passou a ser conhecida como a "terceira Roma". A Igreja Russa iniciou a sua expansão, fazendo algumas Missões conhecidas como: Missão na Sibéria Ocidental Missão à China (1702 e 1727 d.C.), e Sibéria Ocidental etc.A história das missões apoiadas pelas Igrejas do continente Europeu só começa a formação de um movimento chamado "Pietismo". O "Espiritualismo" do século XVI, o misticismo católico romano, o puritanismo Inglês, a importância pôr estes concedidas à conversão individual, parecem ter desempenhado o seu papel na formação do Pietismo. Os princípios do Pietismo são a procura da conversão pessoal e da santidade, da fraternidade social e da responsabilidade do testemunho. A expectativa do regresso de Cristo que não poderá ser adiada durante muito tempo, será precedida pôr uma grande efusão do Espírito Santo entre os Judeus e pagãos, pôr uma graduação natural do pensamento para um sentido de responsabilidade perante missões "estrangeiras".
f) As Missões Modernas -1800 a 1914 d.C.Certos autores ingleses referem-se freqüentemente a William Carey (1761 - 1834 d.C.), como o "Pai das missões modernas", e define a sua obra com a primeira missão protestante dos tempos modernos. William Carey via a obra missionária como um avanço em cinco direções:Uma vasta pregação do evangelho, pôr todos os métodos possíveis.O reforço da pregação, pôr meio de distribuição de Bíblias em línguas regionais.A criação, o mais cedo possível de uma Igreja.Um estudo profundo das tradições e do pensamento dos povos não cristãos. A preparação, o mais cedo possível de sacerdotes indígenas.Apesar do movimento que William Carey chegou à Índia não ser um movimento propicio para a fundação de uma missão, em cada uma das direções acima ele logrou bons resultados. Com a independência dos Estados Unidos, e a revolução industrial na Inglaterra as missões inglesas e as americanas começaram a se expandir pôr todas as terras estrangeiras. Verificam-se cinco acontecimentos que caracterizaram a história missionária das Igrejas protestantes de então:Consistiu na aceitação do povo britânico, de governar e administrar a Índia. E sendo assim a Rainha Vitória, fez uma proclamação que ninguém seria religiosa. E com esta proclamação os missionários encontrar-se-iam livres dos preconceitos hostis e da discriminação que haviam sofrido por parte do regime da chamada "Companhia".O Segundo acontecimento que contribuiu para expansão missionária das igrejas protestante de então, foi com fim da segunda guerra das potências européias, com a china em 1858, que firmaram uma série de tratados entre aquela potência e varias nações européias garantindo assim a tolerância ao Cristianismo e proteção a pratica de sua fé.O terceiro acontecimento foi o despertar Evangélico, iniciando entre laicos na América, em que participou muitos cristãos, encontrou a sua expressão num sentimento de responsabilidade, em relação ao testemunho de Cristão e ao serviço missionário, atravessou o Atlântico e despertaram muitas zonas, especialmente a Irlanda do Norte.O quarto acontecimento favorável foi quando em 1858, o primeiro missionário dos tempos modernos entrou no Japão, abrindo a porta para que outros entrassem também, e em 1880 marcou um período de rápido crescimento da igreja no Japão. E em 1882, havia 145 missionários e quase 5000 cristãos japoneses protestantes no Japão.O quinto acontecimento positivo se deu em 1857, quando David Livingstone publicava as suas viagens missionárias e investigações na África do Sul. O entusiasmo despertado pôr esta narrativa simultaneamente rigorosa, científica, calorosa e humana foi muito grande. O mundo cristão convencia-se de que chegara o tempo de assaltar a África e de penetrar no próprio coração do continente. Seria possível preencher todo este capítulo com uma relação das sociedades, grupos e organizações missionárias que surgiram entre 1859 e 1914, Porém o espaço é curto.
Pastor Domingos Dias Ferreira
REQUISITOS MINISTÉRIAS DO PROMOTOR.
I - INTRODUÇÃO
Mobilizador de Missões
Louvamos a Deus por sua vida e pelo ministério voluntário que você desenvolve na divulgação de Missões em nossa igreja. E com muita alegria e gratidão a Deus apresentamos a você este material com a proposta do nosso Curso de Mobilizador. Esperamos que este material preparado para o curso seja uma benção para você, e conseqüentemente para a nossa igreja.
REQUISITOS MINISTERIAS DO PROMOTOR.
O Significado do Ministério
“Quem é o mais importante? O que está sentado à mesa para comer, ou o que está servindo?” Jesus fazia estas perguntas aos discípulos quando discutiam para saber qual deles era o mais importante.
“Claro que o que está sentado à mesa”, respondeu Jesus, referindo-se ao modo como as pessoas, em geral, pensavam. “Mas”, concluiu, “entre vocês eu sou como aquele que serve” (Lc 22:27).
Os discípulos não conseguiam entendê-lo. Sabiam que Jesus era seu mestre e eles os discípulos, mas agora ele os servia. A palavra grega traduzida aqui por “servir”, é o verbo diakoneo. Diakonos quer dizer servo. O substantivo diakonia, da mesma raiz, às vezes traduzido por “serviço”, é o termo empregado no Novo Testamento para “ministério”. A fé cristã é a única tradição religiosa existente no mundo que considera seus oficiais eclesiásticos como “servos”, ou “ministros”.
Por que procedem os cristãos assim? Porque acreditamos que Jesus agiu dessa maneira para nos deixar um exemplo a ser seguido. Na passagem mencionada Jesus disse aos discípulos, “os reis deste mundo têm poder sobre o povo... Mas entre vocês não pode ser assim. Ao contrário, o mais importante deve ser como menos importante; e o que manda, como o que é mandado” (Lc 22:25-26).
Na passagem paralela do Quarto Evangelho, Jesus diz aos discípulos, “Vocês me chamam Mestre e Senhor, e têm razão, porque eu sou. Sou o Senhor e o Mestre, e lavei os pés de vocês. Por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros; porque dei exemplo, para que façam o que eu fiz” (Jo 13:13-16).
Os cristãos chamam seus líderes de “ministros” porque o próprio Jesus tomou sobre si o papel de servo e mandou os discípulos fazerem o mesmo. O mandamento de Jesus, entretanto, não se aplica apenas aos líderes da igreja cristã, mas a todos os cristãos. Todos os membros da igreja são chamados ao ministério.
De quem somos ministros, ou servos? Somos ministros de Cristo, da mesma maneira como os ministros de Estado são separados para servir ao seu país. Somos também ministros ou servos uns dos outros bem como de todos os que encontramos em nosso caminho.
Paulo pergunta aos coríntios, “Afinal de contas, quem é Apolo? E quem é Paulo? Somos somente servidores de Deus... Cada uma de nós faz o trabalho que o Senhor deu para fazer” (I Co 3:5). “Vocês nos devem tratar”, acrescenta “como servidor de Cristo” (I Co 4:1). Numa outra ocasião Paulo afirmou, “Pois não anunciamos a nós mesmos; anunciamos Jesus Cristo como o Senhor, e a nós como servidores de vocês, por causa de Jesus” (II Co 4:5).
Os cristãos, então, consideram-se servos de três maneiras distintas. Somos servos (1) de Deus, (2) dos nossos irmãos cristãos e (3) do mundo, isto é, de todos os seres humanos. Em todas essas situações somos chamados a seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus que “sempre teve a mesma natureza de Deus”, mas não insistiu em ser igual a Deus... Abandonou tudo o que podia, e tomou a natureza de servo. “Ele se rebaixou, andando nos caminhos da obediência até a morte” (Fp 2:6-8). Ele mos ensinou que “Quem se esforçar para conservar sua vida, vai perdê-la”, e quem perder sua vida por causa dele, “vai achá-la” (Mt 10:39).
O Significado dos Ministérios
Quando então falamos a respeito do ministério referimo-nos a uma atividade a que todos os cristãos são chamados. Todo povo de Deus deve se preparar, segundo o autor da Epístola aos efésios, “para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:12). Mas, no interior desse corpo de cristo, que é a igreja, cada pessoa recebe um serviço diferente para fazer, de tal maneira que todo o povo de Deus se prepara para o serviço cristão no mundo.
Ao chamar seu povo dessa maneira, Deus quer que a igreja cresça e se desenvolva “por meio do amor” (Ef 4:16). “Seu plano é unir no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que há no céu e na terra” (Ef 1:10). Deus escolheu agir, de certo modo, milagrosamente, por meio da instrumentalidade da igreja, descrita na Epístola aos efésios, como “corpo de Cristo”, “a totalidade dele mesmo, que completa todas as coisas em todos os lugares” (Ef 1:23).
A igreja tem uma tarefa tremendamente difícil para realizar. Na Carta aos Efésios lemos que “todos”, até mesmo “as autoridades e os poderes angélicos do mundo celestial” conhecerão a soberania de Deus “em todas as suas formas”, “por meio da Igreja” (Ef 3:9-10). De que maneira a igreja realizará este ministério se não for “edificada”? Como se preparará para essa missão sem o auxílio de deus? Deus, no entanto, já a preparou, lemos no Novo Testamento, concedendo-lhe “dons”. Lemos em Efésios que “escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e ainda outros para pastores e mestres... a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:11-12).
É por isso que precisamos estabelecer distinções entre “ministérios” e “o ministério”. No âmbito do ministério total da igreja há ministérios especiais que se modificam com o passar do tempo. A lista encontrada em Efésios não pretende ser completa (cf. Rm 12:4-8; I Co 12:4-11; e as Cartas Pastorais, onde se encontram outras listas de ministérios reconhecidos no Novo Testamento). São ministérios especiais e específicos os de “apóstolo”, de “profeta” e de “evangelista”, entre outros.
“O ministério dos ‘pastores e mestres”, é provavelmente o da maioria dos leitores deste livro. É o ministério dos que se ordenam e vão trabalhar numa instituição eclesiástica. Este, como todos os outros, é um ministério no serviço de Deus, e no serviço de Deus, e no serviço da igreja, corpo de Cristo. É um ministério chamado por Deus por causa de sua igreja, “para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:13).
MISSIOLOGIA.
Teologia.
Uma simples definição do que é Teologia pode nos ajudar a entender a Missiologia. Como as igrejas são supostamente, comprometidas com a Teologia, penso valer à pena definir esse termo e sua relação com missões. Teologia vem de “Theo”, termo grego para “Deus”; e “logia” do grego que significa estudo, teoria ou ciência. Portanto, como muitos já sabem, Teologia é o “estudo de Deus”. A definição apresentada pelo dicionário inglês “Webster’s”, é “o estudo de Deus e sua relação com o mundo”. Eu equalizei a expressão “relação com o mundo”, por uma razão que você entenderá um pouco mais tarde.
Quanto à forma de recepção, a Teologia pode ser passiva ou ativa. A primeira é o conhecimento natural de Deus através da voz do Criador, da natureza ou de um pregador, sem que o receptor esteja atuando diretamente uma busca desse conhecimento; a segunda acontece quando alguém está voluntariamente procurando o conhecimento de Deus através do estudo da Bíblia, natureza e outros recursos. Eu penso que a primeira “Teologia” na Bíblia foi passiva. Deus veio ao homem que Ele criou e falou a ele. Até onde entendemos pela Bíblia, o homem não estava procurando por aquele conhecimento ou encontro. Vejamos o que diz o texto de Gênesis:
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus”, Gên. 1:28.
A expressão em negrito “e lhes disse”, marca o início da comunicação entre deus e sua principal criação, o homem, considerando o bíblico. Temos então aqui, o início da Teologia propriamente dita. O homem começou a conhecer a Deus. A Teologia aconteceu porque houve comunicação entre o criador e sua criatura. Através dela o homem conseguiu conhecimento do seu feitor e de seus planos. Comunicação, portanto, é essencial para uma Teologia efetiva.
Qual é o propósito da Teologia?
Qual é o objetivo da existência da Bíblia Sagrada como um livro santo e eterno? Deus revelou-se através de palavras e ordenou que estas fossem registradas e expostas a todo ser humano. O propósito de Deus era prover um canal permanente de comunicação com o homem por gerações. Com o passar dos anos o homem criou e incrementou-se no conhecimento do Deus revelado. Consideremos duas sentenças na Bíblia:
“Buscai no livro do Senhor e lede”, Isaías 34:16a
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Oséias 6:3
Os dois textos são um chamado ao conhecimento do Senhor. Eles pedem ao homem uma Teologia Ativa; que o homem tenha iniciativa e desejo de conhecer ao Senhor. O criador deseja que sua criatura o conheça, então ele preparou um meio para isso, a Teologia. Teologia não é uma aventura humana científica de procurar descobrir os mistérios e segredos do Altíssimo. O significado da Teologia brota no mais alto atributo de Deus, o amor. O Criador cheio de amor fez e promove a Teologia como um chamado a sua criatura perdida e condenada para uma regeneração e um relacionamento de amor eterno. A mente humana é receptora de uma gama de mensagens que chegam desde cedo por diferentes canais. A começar pelos pais, amigos, mídia etc. A assimilação e processamento dessas idéias vão definir a formação e o futuro do jovem. A Teologia é o canal de comunicação das “idéias” e planos de Deus. Ela traz revelação e conhecimento que pode resultar em salvação, adoração e submissão; ou recusa rebelião e destruição. Entre outras coisas no texto de João 5:39-43, Jesus disse:
“Examinais as escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna”
“Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”
“Eu vim em nome do Pai e não me recebeis”
O primeiro texto mostra o motivo pelo qual os ouvintes de Jesus estavam “fazendo Teologia”, busca da vida eterna. Os dois outros mostram a reação deles para com o autor da vida. A recusa trouxe realmente rebelião e destruição como fica claro na história de Israel. Por outro lado a história da igreja traz um povo salvo que tem levado a teologia através das fronteiras culturais, estendendo o Reino de Deus pelo mundo. Então, está claro que o propósito da Teologia é tornar possível para a criatura conhecer seu Criador e ter a oportunidade de ter o seu “escrito de dívida” cancelando e “cravado na cruz”, confira Col. 2:14. No desenvolvimento da Teologia através da Bíblia, temos várias entrevistas entre Deus e o homem. Algumas em resumo são:
· Comunicação do domínio do homem sobre as demais criaturas, e do seu dever de multiplicar-se e povoar a terra, Gên. 1:28.
· Comunicação das regras de sobrevivência no Jardim do Éden, Gên. 2:16-17.
· Comunicação do castigo e expulsão do Éden. A comunicação direta com Deus é interrompida pelo pecado de desobediência, Gên. 3:14-19.
· Comunicação da bênção da redenção para todas as nações através de um servo escolhido, Abraão, Gên. 12:3.
· Comunicação da Lei como “sombra dos bens vindouros” (confira Heb. 10:0), preparando a vinda do próprio Deus a Terra para restaurá-la. Ex 20.
· Comunicação pessoal da salvação através da encarnação do próprio Deus, Mat. 1:21.
· Comunicação da ordem para que a criatura salva, seja o canal de comunicação teológica entre o Salvador e a criatura perdida em todas as nações, povos, tribos e línguas, Mat. 28:19.
· Comunicação da vitória final: Ele disse: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim. A quem tem sede eu darei de graça da fonte da água da vida. Quem vencer herdará tudo isso e Eu serei seu Deus e ele será meu filho”. “Tudo está feito”, e a comemoração será eterna, Ap. 21:6-7.
A Teologia é proveitosa, real e efetiva, quando o homem perdido é achado e trazido a um relacionamento prazeroso com seu Criador. Agora a definição de Teologia apresenta pelo dicionário Webster ganha significado: “o estudo sobre Deus e seu relacionamento com o mundo”. Teologia não é um estudo acadêmico acessível somente ao alto clérigo; é acessível a todos os homens, grande e pequeno, culto e simples. A Teologia não é só o estudo de Deus, pois sem o relacionamento com o mundo ela perde seu propósito e significado. Ela é viva, real e automotiva; não é estanque, parada e inerte. É viva como um ribeiro em declive, que corre montanha abaixo. Ela corre como o avanço tecnológico das comunicações, que fez o mundo “virarem um bairro” com o milagre da internet. Como tal, a Teologia corre, levando conhecimento e estabelecendo relacionamentos com Deus. Sem isso, ela é como um engenheiro formado que não consegue emprego, o qual não pode fazer uso de todo o conhecimento adquirido e nem pode colher os frutos de anos de aplicação e trabalho.
Relação entre a Teologia e a Missiologia.
Como resultado da teologia temos o relacionamento e a comunicação continuada entre o homem e Deus. Foi aí que surgiu a Missiologia, pois Deus deu uma tarefa ao homem para continuar o processo de despertamento teológico do mundo perdido. A Missiologia é o meio pelo qual a Teologia alcança seu objetivo. Podemos afirmar que a Missiologia é um produto da Teologia, e que uma sem a outra, perde o significado. Somente as duas juntas são capazes de levar avante o plano da salvação. Sabemos que a vinda de Jesus foi uma ação missiológica de Deus. Agora, a questão é: O que é, na prática, a Missiologia? Qual é o seu propósito?
A palavra “Missiologia” vem de duas outras: do latim “missione” que significa função ou poder conferido a alguém para um propósito especial em outra nação, terra, território, grupo ou domínio; e “logia”, do grego “logos” que significa estudo, doutrina, teoria ou ciência. Simplesmente definida, Missiologia é o estudo da missão dada por Jesus a sua igreja. Uma definição mais acurada pode ser: ciência que estuda os vários aspectos da missão conferida por Deus aos crentes, cujo propósito principal é tornar possível a cada indivíduo da Terra, a oportunidade de ouvir as boas novas do evangelho em sua própria língua, restaurando então, o relacionamento corrompido entre eles e o Criador. Portanto, podemos afirmar que Teologia sem Missiologia não tem sentido, já que o alvo final da verdadeira Teologia é justamente o propósito único da Missiologia. Equivale dizer que Missiologia torna efetiva a Teologia e que esta atrai aquela. É importante lembrar, que não me refiro a Missiologia como curso somente ou qualquer curso acadêmico, embora isto esteja incluso. Missiologia é um termo ativo que envolve conhecimento e prática. Aprendendo e indo, “estudando o mapa e procurando o tesouro”; tarefa para formados e leigos.
Escolas teológicas não deveriam ser outra coisa senão escolas missiológica. Sabemos de muitas escolas bíblicas cujo currículo não inclui Missiologia. Tais escolas estão produzindo líderes e pastores com coragem suficiente para dizer: “Deus não me chamou para Missões”, ou ainda, “eu não tenho culpa por não ter recebido visão missionária”; ou então “meu negócio é primeiro em Jerusalém”. Teologicamente isso é um absurdo. Vale repetir que, uma Teologia sincera, move-nos, sem dúvida para a Missiologia prática, como um meio efetivo de alcançar o alvo final da própria Teologia, a saber, o homem redimido levando ao homem perdido as boas novas de que Deus enviou seu único Filho para salvá-lo da destruição eterna. Alguns líderes e pastores até dizem que na “sua teologia”, Deus os chamou somente para uma “missão local”. Infelizmente, eles têm somente um “salvador local” e por conseqüência “uma missão local”. Porém, Jesus Cristo é o Salvador do mundo e sua igreja trabalha em missões mundiais.
“Escolas Teológicas não deveriam ser outra senão Escolas missiológica”
Igrejas e escolas sem Missões: Carros sem rodas.
Um carro lindo, pintura metálica, motor 2.0, 16V, espaçoso, porém sem rodas. Você pode imaginar onde é que esse carro vai chegar? É claro que ele não vai a lugar algum. Aliás, ele nem mesmo pode mover-se um milímetro. Ele não é um automóvel. Ele é um imóvel. Não tem poder de auto-locomoção. Pode até fazer barulho, mexer-se, roncar, balançar e ter passageiros dentro de si, mas nunca sairá do lugar, a menos que alguém coloque rodas nele. Assim são as igrejas e as escolas teológicas sem missões, carros sem rodas. Podem ter motor, tanque de combustível e assentos para os passageiros, mas só serviriam para treinos simulados. Poderemos fazer uma analogia do carro com uma igreja que crê na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, o Filho, é o corpo do carro, a condução. É nele que vamos ao céu. Temos de estar nele. O motor é o Pai, a fonte de toda força. O Espírito Santo é o óleo, ou o combustível. Os três são essenciais, vivos, ativos, dinâmicos e formam um único ser. Formam um conjunto cujo objetivo tem sido criar e mover coisas maravilhosas como a terra, homens, animais, o Universo.
Uma igreja cheia de Teologia, mas sem missões, é um carro sem rodas. Tem Teologia, conhecimento, conhece as letras, mas não anda. Outras vidas de lugares distantes jamais verão a beleza deste carro. Sua tendência é a ferrugem. O combustível acaba o motor trava e a lataria se deteriora. Esse é o destino espiritual de uma igreja que não faz missões, perde a vida e a graça; seu destino é o ferro velho espiritual.
Mobilizador de Missões
Louvamos a Deus por sua vida e pelo ministério voluntário que você desenvolve na divulgação de Missões em nossa igreja. E com muita alegria e gratidão a Deus apresentamos a você este material com a proposta do nosso Curso de Mobilizador. Esperamos que este material preparado para o curso seja uma benção para você, e conseqüentemente para a nossa igreja.
REQUISITOS MINISTERIAS DO PROMOTOR.
O Significado do Ministério
“Quem é o mais importante? O que está sentado à mesa para comer, ou o que está servindo?” Jesus fazia estas perguntas aos discípulos quando discutiam para saber qual deles era o mais importante.
“Claro que o que está sentado à mesa”, respondeu Jesus, referindo-se ao modo como as pessoas, em geral, pensavam. “Mas”, concluiu, “entre vocês eu sou como aquele que serve” (Lc 22:27).
Os discípulos não conseguiam entendê-lo. Sabiam que Jesus era seu mestre e eles os discípulos, mas agora ele os servia. A palavra grega traduzida aqui por “servir”, é o verbo diakoneo. Diakonos quer dizer servo. O substantivo diakonia, da mesma raiz, às vezes traduzido por “serviço”, é o termo empregado no Novo Testamento para “ministério”. A fé cristã é a única tradição religiosa existente no mundo que considera seus oficiais eclesiásticos como “servos”, ou “ministros”.
Por que procedem os cristãos assim? Porque acreditamos que Jesus agiu dessa maneira para nos deixar um exemplo a ser seguido. Na passagem mencionada Jesus disse aos discípulos, “os reis deste mundo têm poder sobre o povo... Mas entre vocês não pode ser assim. Ao contrário, o mais importante deve ser como menos importante; e o que manda, como o que é mandado” (Lc 22:25-26).
Na passagem paralela do Quarto Evangelho, Jesus diz aos discípulos, “Vocês me chamam Mestre e Senhor, e têm razão, porque eu sou. Sou o Senhor e o Mestre, e lavei os pés de vocês. Por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros; porque dei exemplo, para que façam o que eu fiz” (Jo 13:13-16).
Os cristãos chamam seus líderes de “ministros” porque o próprio Jesus tomou sobre si o papel de servo e mandou os discípulos fazerem o mesmo. O mandamento de Jesus, entretanto, não se aplica apenas aos líderes da igreja cristã, mas a todos os cristãos. Todos os membros da igreja são chamados ao ministério.
De quem somos ministros, ou servos? Somos ministros de Cristo, da mesma maneira como os ministros de Estado são separados para servir ao seu país. Somos também ministros ou servos uns dos outros bem como de todos os que encontramos em nosso caminho.
Paulo pergunta aos coríntios, “Afinal de contas, quem é Apolo? E quem é Paulo? Somos somente servidores de Deus... Cada uma de nós faz o trabalho que o Senhor deu para fazer” (I Co 3:5). “Vocês nos devem tratar”, acrescenta “como servidor de Cristo” (I Co 4:1). Numa outra ocasião Paulo afirmou, “Pois não anunciamos a nós mesmos; anunciamos Jesus Cristo como o Senhor, e a nós como servidores de vocês, por causa de Jesus” (II Co 4:5).
Os cristãos, então, consideram-se servos de três maneiras distintas. Somos servos (1) de Deus, (2) dos nossos irmãos cristãos e (3) do mundo, isto é, de todos os seres humanos. Em todas essas situações somos chamados a seguir o exemplo do nosso Senhor Jesus que “sempre teve a mesma natureza de Deus”, mas não insistiu em ser igual a Deus... Abandonou tudo o que podia, e tomou a natureza de servo. “Ele se rebaixou, andando nos caminhos da obediência até a morte” (Fp 2:6-8). Ele mos ensinou que “Quem se esforçar para conservar sua vida, vai perdê-la”, e quem perder sua vida por causa dele, “vai achá-la” (Mt 10:39).
O Significado dos Ministérios
Quando então falamos a respeito do ministério referimo-nos a uma atividade a que todos os cristãos são chamados. Todo povo de Deus deve se preparar, segundo o autor da Epístola aos efésios, “para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:12). Mas, no interior desse corpo de cristo, que é a igreja, cada pessoa recebe um serviço diferente para fazer, de tal maneira que todo o povo de Deus se prepara para o serviço cristão no mundo.
Ao chamar seu povo dessa maneira, Deus quer que a igreja cresça e se desenvolva “por meio do amor” (Ef 4:16). “Seu plano é unir no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que há no céu e na terra” (Ef 1:10). Deus escolheu agir, de certo modo, milagrosamente, por meio da instrumentalidade da igreja, descrita na Epístola aos efésios, como “corpo de Cristo”, “a totalidade dele mesmo, que completa todas as coisas em todos os lugares” (Ef 1:23).
A igreja tem uma tarefa tremendamente difícil para realizar. Na Carta aos Efésios lemos que “todos”, até mesmo “as autoridades e os poderes angélicos do mundo celestial” conhecerão a soberania de Deus “em todas as suas formas”, “por meio da Igreja” (Ef 3:9-10). De que maneira a igreja realizará este ministério se não for “edificada”? Como se preparará para essa missão sem o auxílio de deus? Deus, no entanto, já a preparou, lemos no Novo Testamento, concedendo-lhe “dons”. Lemos em Efésios que “escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e ainda outros para pastores e mestres... a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:11-12).
É por isso que precisamos estabelecer distinções entre “ministérios” e “o ministério”. No âmbito do ministério total da igreja há ministérios especiais que se modificam com o passar do tempo. A lista encontrada em Efésios não pretende ser completa (cf. Rm 12:4-8; I Co 12:4-11; e as Cartas Pastorais, onde se encontram outras listas de ministérios reconhecidos no Novo Testamento). São ministérios especiais e específicos os de “apóstolo”, de “profeta” e de “evangelista”, entre outros.
“O ministério dos ‘pastores e mestres”, é provavelmente o da maioria dos leitores deste livro. É o ministério dos que se ordenam e vão trabalhar numa instituição eclesiástica. Este, como todos os outros, é um ministério no serviço de Deus, e no serviço de Deus, e no serviço da igreja, corpo de Cristo. É um ministério chamado por Deus por causa de sua igreja, “para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef 4:13).
MISSIOLOGIA.
Teologia.
Uma simples definição do que é Teologia pode nos ajudar a entender a Missiologia. Como as igrejas são supostamente, comprometidas com a Teologia, penso valer à pena definir esse termo e sua relação com missões. Teologia vem de “Theo”, termo grego para “Deus”; e “logia” do grego que significa estudo, teoria ou ciência. Portanto, como muitos já sabem, Teologia é o “estudo de Deus”. A definição apresentada pelo dicionário inglês “Webster’s”, é “o estudo de Deus e sua relação com o mundo”. Eu equalizei a expressão “relação com o mundo”, por uma razão que você entenderá um pouco mais tarde.
Quanto à forma de recepção, a Teologia pode ser passiva ou ativa. A primeira é o conhecimento natural de Deus através da voz do Criador, da natureza ou de um pregador, sem que o receptor esteja atuando diretamente uma busca desse conhecimento; a segunda acontece quando alguém está voluntariamente procurando o conhecimento de Deus através do estudo da Bíblia, natureza e outros recursos. Eu penso que a primeira “Teologia” na Bíblia foi passiva. Deus veio ao homem que Ele criou e falou a ele. Até onde entendemos pela Bíblia, o homem não estava procurando por aquele conhecimento ou encontro. Vejamos o que diz o texto de Gênesis:
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus”, Gên. 1:28.
A expressão em negrito “e lhes disse”, marca o início da comunicação entre deus e sua principal criação, o homem, considerando o bíblico. Temos então aqui, o início da Teologia propriamente dita. O homem começou a conhecer a Deus. A Teologia aconteceu porque houve comunicação entre o criador e sua criatura. Através dela o homem conseguiu conhecimento do seu feitor e de seus planos. Comunicação, portanto, é essencial para uma Teologia efetiva.
Qual é o propósito da Teologia?
Qual é o objetivo da existência da Bíblia Sagrada como um livro santo e eterno? Deus revelou-se através de palavras e ordenou que estas fossem registradas e expostas a todo ser humano. O propósito de Deus era prover um canal permanente de comunicação com o homem por gerações. Com o passar dos anos o homem criou e incrementou-se no conhecimento do Deus revelado. Consideremos duas sentenças na Bíblia:
“Buscai no livro do Senhor e lede”, Isaías 34:16a
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Oséias 6:3
Os dois textos são um chamado ao conhecimento do Senhor. Eles pedem ao homem uma Teologia Ativa; que o homem tenha iniciativa e desejo de conhecer ao Senhor. O criador deseja que sua criatura o conheça, então ele preparou um meio para isso, a Teologia. Teologia não é uma aventura humana científica de procurar descobrir os mistérios e segredos do Altíssimo. O significado da Teologia brota no mais alto atributo de Deus, o amor. O Criador cheio de amor fez e promove a Teologia como um chamado a sua criatura perdida e condenada para uma regeneração e um relacionamento de amor eterno. A mente humana é receptora de uma gama de mensagens que chegam desde cedo por diferentes canais. A começar pelos pais, amigos, mídia etc. A assimilação e processamento dessas idéias vão definir a formação e o futuro do jovem. A Teologia é o canal de comunicação das “idéias” e planos de Deus. Ela traz revelação e conhecimento que pode resultar em salvação, adoração e submissão; ou recusa rebelião e destruição. Entre outras coisas no texto de João 5:39-43, Jesus disse:
“Examinais as escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna”
“Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”
“Eu vim em nome do Pai e não me recebeis”
O primeiro texto mostra o motivo pelo qual os ouvintes de Jesus estavam “fazendo Teologia”, busca da vida eterna. Os dois outros mostram a reação deles para com o autor da vida. A recusa trouxe realmente rebelião e destruição como fica claro na história de Israel. Por outro lado a história da igreja traz um povo salvo que tem levado a teologia através das fronteiras culturais, estendendo o Reino de Deus pelo mundo. Então, está claro que o propósito da Teologia é tornar possível para a criatura conhecer seu Criador e ter a oportunidade de ter o seu “escrito de dívida” cancelando e “cravado na cruz”, confira Col. 2:14. No desenvolvimento da Teologia através da Bíblia, temos várias entrevistas entre Deus e o homem. Algumas em resumo são:
· Comunicação do domínio do homem sobre as demais criaturas, e do seu dever de multiplicar-se e povoar a terra, Gên. 1:28.
· Comunicação das regras de sobrevivência no Jardim do Éden, Gên. 2:16-17.
· Comunicação do castigo e expulsão do Éden. A comunicação direta com Deus é interrompida pelo pecado de desobediência, Gên. 3:14-19.
· Comunicação da bênção da redenção para todas as nações através de um servo escolhido, Abraão, Gên. 12:3.
· Comunicação da Lei como “sombra dos bens vindouros” (confira Heb. 10:0), preparando a vinda do próprio Deus a Terra para restaurá-la. Ex 20.
· Comunicação pessoal da salvação através da encarnação do próprio Deus, Mat. 1:21.
· Comunicação da ordem para que a criatura salva, seja o canal de comunicação teológica entre o Salvador e a criatura perdida em todas as nações, povos, tribos e línguas, Mat. 28:19.
· Comunicação da vitória final: Ele disse: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim. A quem tem sede eu darei de graça da fonte da água da vida. Quem vencer herdará tudo isso e Eu serei seu Deus e ele será meu filho”. “Tudo está feito”, e a comemoração será eterna, Ap. 21:6-7.
A Teologia é proveitosa, real e efetiva, quando o homem perdido é achado e trazido a um relacionamento prazeroso com seu Criador. Agora a definição de Teologia apresenta pelo dicionário Webster ganha significado: “o estudo sobre Deus e seu relacionamento com o mundo”. Teologia não é um estudo acadêmico acessível somente ao alto clérigo; é acessível a todos os homens, grande e pequeno, culto e simples. A Teologia não é só o estudo de Deus, pois sem o relacionamento com o mundo ela perde seu propósito e significado. Ela é viva, real e automotiva; não é estanque, parada e inerte. É viva como um ribeiro em declive, que corre montanha abaixo. Ela corre como o avanço tecnológico das comunicações, que fez o mundo “virarem um bairro” com o milagre da internet. Como tal, a Teologia corre, levando conhecimento e estabelecendo relacionamentos com Deus. Sem isso, ela é como um engenheiro formado que não consegue emprego, o qual não pode fazer uso de todo o conhecimento adquirido e nem pode colher os frutos de anos de aplicação e trabalho.
Relação entre a Teologia e a Missiologia.
Como resultado da teologia temos o relacionamento e a comunicação continuada entre o homem e Deus. Foi aí que surgiu a Missiologia, pois Deus deu uma tarefa ao homem para continuar o processo de despertamento teológico do mundo perdido. A Missiologia é o meio pelo qual a Teologia alcança seu objetivo. Podemos afirmar que a Missiologia é um produto da Teologia, e que uma sem a outra, perde o significado. Somente as duas juntas são capazes de levar avante o plano da salvação. Sabemos que a vinda de Jesus foi uma ação missiológica de Deus. Agora, a questão é: O que é, na prática, a Missiologia? Qual é o seu propósito?
A palavra “Missiologia” vem de duas outras: do latim “missione” que significa função ou poder conferido a alguém para um propósito especial em outra nação, terra, território, grupo ou domínio; e “logia”, do grego “logos” que significa estudo, doutrina, teoria ou ciência. Simplesmente definida, Missiologia é o estudo da missão dada por Jesus a sua igreja. Uma definição mais acurada pode ser: ciência que estuda os vários aspectos da missão conferida por Deus aos crentes, cujo propósito principal é tornar possível a cada indivíduo da Terra, a oportunidade de ouvir as boas novas do evangelho em sua própria língua, restaurando então, o relacionamento corrompido entre eles e o Criador. Portanto, podemos afirmar que Teologia sem Missiologia não tem sentido, já que o alvo final da verdadeira Teologia é justamente o propósito único da Missiologia. Equivale dizer que Missiologia torna efetiva a Teologia e que esta atrai aquela. É importante lembrar, que não me refiro a Missiologia como curso somente ou qualquer curso acadêmico, embora isto esteja incluso. Missiologia é um termo ativo que envolve conhecimento e prática. Aprendendo e indo, “estudando o mapa e procurando o tesouro”; tarefa para formados e leigos.
Escolas teológicas não deveriam ser outra coisa senão escolas missiológica. Sabemos de muitas escolas bíblicas cujo currículo não inclui Missiologia. Tais escolas estão produzindo líderes e pastores com coragem suficiente para dizer: “Deus não me chamou para Missões”, ou ainda, “eu não tenho culpa por não ter recebido visão missionária”; ou então “meu negócio é primeiro em Jerusalém”. Teologicamente isso é um absurdo. Vale repetir que, uma Teologia sincera, move-nos, sem dúvida para a Missiologia prática, como um meio efetivo de alcançar o alvo final da própria Teologia, a saber, o homem redimido levando ao homem perdido as boas novas de que Deus enviou seu único Filho para salvá-lo da destruição eterna. Alguns líderes e pastores até dizem que na “sua teologia”, Deus os chamou somente para uma “missão local”. Infelizmente, eles têm somente um “salvador local” e por conseqüência “uma missão local”. Porém, Jesus Cristo é o Salvador do mundo e sua igreja trabalha em missões mundiais.
“Escolas Teológicas não deveriam ser outra senão Escolas missiológica”
Igrejas e escolas sem Missões: Carros sem rodas.
Um carro lindo, pintura metálica, motor 2.0, 16V, espaçoso, porém sem rodas. Você pode imaginar onde é que esse carro vai chegar? É claro que ele não vai a lugar algum. Aliás, ele nem mesmo pode mover-se um milímetro. Ele não é um automóvel. Ele é um imóvel. Não tem poder de auto-locomoção. Pode até fazer barulho, mexer-se, roncar, balançar e ter passageiros dentro de si, mas nunca sairá do lugar, a menos que alguém coloque rodas nele. Assim são as igrejas e as escolas teológicas sem missões, carros sem rodas. Podem ter motor, tanque de combustível e assentos para os passageiros, mas só serviriam para treinos simulados. Poderemos fazer uma analogia do carro com uma igreja que crê na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, o Filho, é o corpo do carro, a condução. É nele que vamos ao céu. Temos de estar nele. O motor é o Pai, a fonte de toda força. O Espírito Santo é o óleo, ou o combustível. Os três são essenciais, vivos, ativos, dinâmicos e formam um único ser. Formam um conjunto cujo objetivo tem sido criar e mover coisas maravilhosas como a terra, homens, animais, o Universo.
Uma igreja cheia de Teologia, mas sem missões, é um carro sem rodas. Tem Teologia, conhecimento, conhece as letras, mas não anda. Outras vidas de lugares distantes jamais verão a beleza deste carro. Sua tendência é a ferrugem. O combustível acaba o motor trava e a lataria se deteriora. Esse é o destino espiritual de uma igreja que não faz missões, perde a vida e a graça; seu destino é o ferro velho espiritual.
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